Publicação
O que é um bom professor : representações das características de professores, segundo professores em formação - um estudo de caso
| Resumo: | A investigação centra-se num estudo de caso, onde se procurou obter a descrição de características de "bons" e de "maus" professores, a partir das representações de alunos e professores, em formação numa Escola do Ensino Superior Politécnico. Essa formação destina-se a conferir-lhes a profissionalização para o exercício da docência no segundo ciclo do Ensino Básico. Tentou-se detectar nessas descrições se haveria diferenças, estatisticamente significativas, quando aumentava o número de anos de experiência profissional ou de frequência dos curricula e, também, se nessas representações existiriam diferenças, estatisticamente significativas, entre os alunos dos cursos de Formação Inicial e os do curso de Formação em Serviço. Com a pesquisa procurou-se aplicar uma metodologia de trabalho adequada a este domínio da investigação em educação, em todas as fases do processo. Assim o estudo partiu da realização de entrevistas que conduziram à construção de um questionário de opinião, pré-testado junto da população em estudo e validado por um corpo de juízes. Os dados recolhidos foram submetidos a tratamento estatístico, tendo em vista a verificação das diferenças significativas nas opiniões manifestadas pelos grupos amostrais dos sujeitos inquiridos. Como resultado, obtiveram-se listagens de características de ''bons'* e de ''maus'* professores, segundo as representações dos sujeitos. Obtiveram-se, ainda, dados referentes às representações de imagens associadas à profissão docente, à melhoria da formação, às condições de trabalho, bem como em relação às expectativas profissionais e à resistência a processos de mudança. Concluiu-se pela não existência de diferenças, estatisticamente significativas, nas opiniões manifestadas pelos diferentes grupos de sujeitos, na maioria dos itens, quer se tivesse em conta o ano de formaçao em que se encontravam, quer se considerasse o número de anos de serviço lectivo já exercido. Também não foram encontradas diferenças, estatisticamente significativas, nas opiniões manifestadas entre o conjunto dos alunos que frequentavam os cursos de Formação Inicial e o dos que frequentavam os cursos de Formação em Serviço, na maioria dos itens testados. Os resultados da investigação sugerem que os alunos, ao entrarem nestes cursos de formação, trazem já imagens associadas à profissão docente, bem como modelos interiorizados de eficácia pedagógica, que a frequência dos cursos, ou a confrontação com os dados adquiridos através da experiência profissional apenas (e em parte) os vêm alterar e com eles se fundem. O estudo termina com algumas conclusões e recomendações sobre a formação de professores e a organização dos curricula dos cursos de formação. |
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| Autores principais: | Ruivo, João José Tavares Curado |
| Assunto: | Teses de mestrado - 1990 Processos e estruturas educativas Professores Representações Metodologia da investigação |
| Ano: | 1990 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A investigação centra-se num estudo de caso, onde se procurou obter a descrição de características de "bons" e de "maus" professores, a partir das representações de alunos e professores, em formação numa Escola do Ensino Superior Politécnico. Essa formação destina-se a conferir-lhes a profissionalização para o exercício da docência no segundo ciclo do Ensino Básico. Tentou-se detectar nessas descrições se haveria diferenças, estatisticamente significativas, quando aumentava o número de anos de experiência profissional ou de frequência dos curricula e, também, se nessas representações existiriam diferenças, estatisticamente significativas, entre os alunos dos cursos de Formação Inicial e os do curso de Formação em Serviço. Com a pesquisa procurou-se aplicar uma metodologia de trabalho adequada a este domínio da investigação em educação, em todas as fases do processo. Assim o estudo partiu da realização de entrevistas que conduziram à construção de um questionário de opinião, pré-testado junto da população em estudo e validado por um corpo de juízes. Os dados recolhidos foram submetidos a tratamento estatístico, tendo em vista a verificação das diferenças significativas nas opiniões manifestadas pelos grupos amostrais dos sujeitos inquiridos. Como resultado, obtiveram-se listagens de características de ''bons'* e de ''maus'* professores, segundo as representações dos sujeitos. Obtiveram-se, ainda, dados referentes às representações de imagens associadas à profissão docente, à melhoria da formação, às condições de trabalho, bem como em relação às expectativas profissionais e à resistência a processos de mudança. Concluiu-se pela não existência de diferenças, estatisticamente significativas, nas opiniões manifestadas pelos diferentes grupos de sujeitos, na maioria dos itens, quer se tivesse em conta o ano de formaçao em que se encontravam, quer se considerasse o número de anos de serviço lectivo já exercido. Também não foram encontradas diferenças, estatisticamente significativas, nas opiniões manifestadas entre o conjunto dos alunos que frequentavam os cursos de Formação Inicial e o dos que frequentavam os cursos de Formação em Serviço, na maioria dos itens testados. Os resultados da investigação sugerem que os alunos, ao entrarem nestes cursos de formação, trazem já imagens associadas à profissão docente, bem como modelos interiorizados de eficácia pedagógica, que a frequência dos cursos, ou a confrontação com os dados adquiridos através da experiência profissional apenas (e em parte) os vêm alterar e com eles se fundem. O estudo termina com algumas conclusões e recomendações sobre a formação de professores e a organização dos curricula dos cursos de formação. |
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