Publicação

Tecnologias aplicadas ao Design de Comunicação no 2º ciclo de estudos

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A evolução tecnológica dos últimos 30 anos e a consequente utilização generalizada do computador e dos fluxos de trabalho digitais lançou, sobre uma ainda recente disciplina em Portugal, um enorme desafio para as instituições dedicadas ao ensino do Design de Comunicação. Ao passo que, na génese do design como o entendemos hoje, está a separação entre projeto e execução [De Fusco, 1999], a evolução tecnológica “devolveu” aos designers de comunicação um grande conjunto de tarefas de carácter técnico-­produtivo, desempenhadas por profissionais especializados até há cerca de 20 anos atrás. A recente Declaração de Bolonha [1999] e o processo de adequação curricular daí decorrente, alargou ainda mais este desafio, alterando inclusive o perfil dos mestrandos que, em face a esta nova realidade, recorrem ao mestrado como forma de especialização profissional. Relatos informais recolhidos pelos autores no âmbito da sua atividade profissional e docente nestes últimos 15 anos junto aos novos mestres — cuja inserção no mercado de trabalho exige uma série de competências técnicas que não são fornecidas no âmbito dos cursos — descrevem uma realidade que aponta para alguma inadequação na formação tecnológica dada aos alunos do 2.º ciclo. Suspeitava-se também que esta inserção se daria de uma forma generalizada, precisamente a partir de tarefas de caráter técnico-produtivo, sobre as quais a formação recebida é, como dissemos, insuficiente. O objetivo desta investigação foi identificar, sob o prisma da realidade atual, os contornos desta problemática e as reais necessidades, de forma a redefinir o papel das Instituições de Ensino Superior face a esta questão. Para isso, para além da elaboração da Contextualização Teórica, utilizámos metodologias de investigação não-intervencionistas de base maioritariamente qualitativa, recorrendo pontualmente a métodos quantitativos, para descrever esta realidade junto dos 3 principais grupos de atores: alunos/designers, empresas executoras dos projetos em Design de Comunicação e Instituições de Ensino. Pudemos verificar os pressupostos iniciais da investigação e identificar as reais necessidades que nos permitiram elaborar um contributo pedagógico a partir do qual as Instituições de Ensino Superior poderão vir a assumir um papel preponderante no ensino das Tecnologias Aplicadas ao Design de Comunicação no 2.º Ciclo e, desse modo, dotar os alunos com as competências necessárias para o exercício pleno da profissão nos dias atuais.
Autores principais:Godoi, Gabriel Andrade
Assunto:Tecnologias Design de comunicação Fluxos de trabalho Competências Ensino Technology Communication design Workflows Competence Teaching
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A evolução tecnológica dos últimos 30 anos e a consequente utilização generalizada do computador e dos fluxos de trabalho digitais lançou, sobre uma ainda recente disciplina em Portugal, um enorme desafio para as instituições dedicadas ao ensino do Design de Comunicação. Ao passo que, na génese do design como o entendemos hoje, está a separação entre projeto e execução [De Fusco, 1999], a evolução tecnológica “devolveu” aos designers de comunicação um grande conjunto de tarefas de carácter técnico-­produtivo, desempenhadas por profissionais especializados até há cerca de 20 anos atrás. A recente Declaração de Bolonha [1999] e o processo de adequação curricular daí decorrente, alargou ainda mais este desafio, alterando inclusive o perfil dos mestrandos que, em face a esta nova realidade, recorrem ao mestrado como forma de especialização profissional. Relatos informais recolhidos pelos autores no âmbito da sua atividade profissional e docente nestes últimos 15 anos junto aos novos mestres — cuja inserção no mercado de trabalho exige uma série de competências técnicas que não são fornecidas no âmbito dos cursos — descrevem uma realidade que aponta para alguma inadequação na formação tecnológica dada aos alunos do 2.º ciclo. Suspeitava-se também que esta inserção se daria de uma forma generalizada, precisamente a partir de tarefas de caráter técnico-produtivo, sobre as quais a formação recebida é, como dissemos, insuficiente. O objetivo desta investigação foi identificar, sob o prisma da realidade atual, os contornos desta problemática e as reais necessidades, de forma a redefinir o papel das Instituições de Ensino Superior face a esta questão. Para isso, para além da elaboração da Contextualização Teórica, utilizámos metodologias de investigação não-intervencionistas de base maioritariamente qualitativa, recorrendo pontualmente a métodos quantitativos, para descrever esta realidade junto dos 3 principais grupos de atores: alunos/designers, empresas executoras dos projetos em Design de Comunicação e Instituições de Ensino. Pudemos verificar os pressupostos iniciais da investigação e identificar as reais necessidades que nos permitiram elaborar um contributo pedagógico a partir do qual as Instituições de Ensino Superior poderão vir a assumir um papel preponderante no ensino das Tecnologias Aplicadas ao Design de Comunicação no 2.º Ciclo e, desse modo, dotar os alunos com as competências necessárias para o exercício pleno da profissão nos dias atuais.