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"Perceção das mães adolescentes sobre a diferença entre o bebé imaginário e o bebé real e o seu envolvimento afetivo."

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Objetivo: O principal objetivo desta investigação prende-se com a compreensão da perceção das mães adolescentes em relação ao bebé e se tal irá influenciar a ligação e a relação da mãe com o seu bebé. Mais especificamente, pretende-se estudar a perceção de mães adolescentes em relação ao bebé imaginado ao longo da gravidez e ao bebé real, e como a discrepância entre essas duas perceções irá ou não influenciar a relação e o envolvimento emocional da mãe adolescente com o seu filho. Amostra: Mães adolescentes (N = 33) de bebés entre o primeiro e o oitavo dia de vida, recrutadas no Serviço de Obstetrícia da Maternidade Doutor Alfredo da Costa. Instrumentos: Após a leitura da folha de informação à participante e a obtenção do consentimento informado, cada participante tinha de preencher, em conjunto com a investigadora, um Questionário Sociodemográfico e Clínico. De seguida, eram-lhe entregues dois questionários: Questionário da Diferença Bebé Imaginário e Bebé Real e Escala de Ligação Mãe-Bebé, sendo, assim, preenchidos por esta ordem. Hipóteses: Foram testadas três hipóteses específicas em que a variável dependente foi o envolvimento emocional da mãe adolescente relativamente ao seu bebé e a variável dependente foi a perceção materna da diferença entre bebé imaginado e bebé real. Resultados: Através de análises de regressão, a hipótese específica H1 foi parcialmente confirmada. As hipóteses específicas H2 e H3 não foram confirmadas: Contudo, observou-se que algumas variáveis sociodemográficas desempenham um papel importante ao nível de esta temática. Conclusões: A subescala Bonding Positivo parece ser explicada pela subescala perceção da mãe acerca da diferença entre o bebé imaginário e o bebé real ao nível do contexto da atividade do bebé. Os aspetos relacionados com estatuto ocupacional da mãe da participante parecem contribuir para a explicação da subescala Bonding Positivo. Os aspetos relacionados com a escolaridade das mães das participantes e com o estatuto conjugal das participantes parecem contribuir para a explicação do Bonding Negativo, enquanto os aspetos relacionados com o número de semanas com que o bebé nasceu parecem contribuir para a explicação da subescala Bonding Not clear.
Autores principais:Miranda, Sandra Isabel Santos
Assunto:Envolvimento dos pais Mães adolescentes Mãe-criança - relações Teses de mestrado - 2014
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Objetivo: O principal objetivo desta investigação prende-se com a compreensão da perceção das mães adolescentes em relação ao bebé e se tal irá influenciar a ligação e a relação da mãe com o seu bebé. Mais especificamente, pretende-se estudar a perceção de mães adolescentes em relação ao bebé imaginado ao longo da gravidez e ao bebé real, e como a discrepância entre essas duas perceções irá ou não influenciar a relação e o envolvimento emocional da mãe adolescente com o seu filho. Amostra: Mães adolescentes (N = 33) de bebés entre o primeiro e o oitavo dia de vida, recrutadas no Serviço de Obstetrícia da Maternidade Doutor Alfredo da Costa. Instrumentos: Após a leitura da folha de informação à participante e a obtenção do consentimento informado, cada participante tinha de preencher, em conjunto com a investigadora, um Questionário Sociodemográfico e Clínico. De seguida, eram-lhe entregues dois questionários: Questionário da Diferença Bebé Imaginário e Bebé Real e Escala de Ligação Mãe-Bebé, sendo, assim, preenchidos por esta ordem. Hipóteses: Foram testadas três hipóteses específicas em que a variável dependente foi o envolvimento emocional da mãe adolescente relativamente ao seu bebé e a variável dependente foi a perceção materna da diferença entre bebé imaginado e bebé real. Resultados: Através de análises de regressão, a hipótese específica H1 foi parcialmente confirmada. As hipóteses específicas H2 e H3 não foram confirmadas: Contudo, observou-se que algumas variáveis sociodemográficas desempenham um papel importante ao nível de esta temática. Conclusões: A subescala Bonding Positivo parece ser explicada pela subescala perceção da mãe acerca da diferença entre o bebé imaginário e o bebé real ao nível do contexto da atividade do bebé. Os aspetos relacionados com estatuto ocupacional da mãe da participante parecem contribuir para a explicação da subescala Bonding Positivo. Os aspetos relacionados com a escolaridade das mães das participantes e com o estatuto conjugal das participantes parecem contribuir para a explicação do Bonding Negativo, enquanto os aspetos relacionados com o número de semanas com que o bebé nasceu parecem contribuir para a explicação da subescala Bonding Not clear.