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Impacto do Farmacêutico Hospitalar numa Unidade de Cuidados Intensivos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Desde a década de 60 que o papel do farmacêutico tem evoluído das atividades tradicionais de aquisição, preparação e dispensa do medicamento para um papel mais clínico nos cuidados diretos ao doente. Doentes em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) estão mais suscetíveis a problemas relacionados com a medicação, seja pela maior toxicidade dos fármacos aí usados ou pelas respostas heterogéneas por parte dos doentes. O impacto dos erros de medicação também é maior dada a sua situação clínica. O papel do farmacêutico na prevenção de efeitos adversos, melhoria da prescrição médica e redução de custos está caracterizado em diversos artigos. As atividades que este realiza variam consoante o país, o hospital, o tipo de UCI e a formação do mesmo. Neste trabalho pretendemos caraterizar o apoio do farmacêutico a UCIs em instituições hospitalares de Portugal Continental e avaliar as atividades realizadas por estes profissionais de saúde. Para atingir este objetivo foi criado um questionário e enviado aos serviços farmacêuticos dos hospitais de Portugal Continental que continham UCI pedindo a sua colaboração no preenchimento do mesmo. As atividades realizadas pelos farmacêuticos em Portugal são muito semelhantes ao que se encontra em outros estudos internacionais. No entanto, a participação destes na visita médica é apenas feita por 37% dos farmacêuticos que responderam ao inquérito, estando abaixo do descrito a nível internacional. Apesar do elevado número de atividades realizadas, a importância do farmacêutico na UCI ainda não tem reconhecimento institucional em Portugal. O reconhecimento a nível nacional ou mesmo a nível europeu desta especialidade poderá contribuir para a criação de standards de qualidade e melhor formação, que resultará em profissionais mais preparados e com maior capacidade para acrescentar valor.
Autores principais:Videira, Daniel Carlos Moras
Assunto:Farmácia Clínica Hospital Cuidados Intensivos Serviços Farmácia Mestrado Integrado - 2017
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Desde a década de 60 que o papel do farmacêutico tem evoluído das atividades tradicionais de aquisição, preparação e dispensa do medicamento para um papel mais clínico nos cuidados diretos ao doente. Doentes em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) estão mais suscetíveis a problemas relacionados com a medicação, seja pela maior toxicidade dos fármacos aí usados ou pelas respostas heterogéneas por parte dos doentes. O impacto dos erros de medicação também é maior dada a sua situação clínica. O papel do farmacêutico na prevenção de efeitos adversos, melhoria da prescrição médica e redução de custos está caracterizado em diversos artigos. As atividades que este realiza variam consoante o país, o hospital, o tipo de UCI e a formação do mesmo. Neste trabalho pretendemos caraterizar o apoio do farmacêutico a UCIs em instituições hospitalares de Portugal Continental e avaliar as atividades realizadas por estes profissionais de saúde. Para atingir este objetivo foi criado um questionário e enviado aos serviços farmacêuticos dos hospitais de Portugal Continental que continham UCI pedindo a sua colaboração no preenchimento do mesmo. As atividades realizadas pelos farmacêuticos em Portugal são muito semelhantes ao que se encontra em outros estudos internacionais. No entanto, a participação destes na visita médica é apenas feita por 37% dos farmacêuticos que responderam ao inquérito, estando abaixo do descrito a nível internacional. Apesar do elevado número de atividades realizadas, a importância do farmacêutico na UCI ainda não tem reconhecimento institucional em Portugal. O reconhecimento a nível nacional ou mesmo a nível europeu desta especialidade poderá contribuir para a criação de standards de qualidade e melhor formação, que resultará em profissionais mais preparados e com maior capacidade para acrescentar valor.