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Diálise peritoneal nos dois primeiros anos de vida

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A diálise peritoneal (DP) é a técnica de escolha nos dois primeiros anos de vida. Suscita desafios tecnológicos e éticos pelo maior risco de complicações, morbilidades e mortalidade. Material e Métodos: Análise retrospetiva dos processos clínicos das crianças submetidas a DP antes dos 2 anos na Unidade de Nefrologia Pediátrica do Hospital de Santa Maria entre Janeiro de 1991 e Agosto de 2014. Análise estatística simples e bivariável. Resultados: 20 crianças, 17 sexo masculino (85%). Anomalias congénitas do rim e do trato urinário como causa principal de doença renal crónica (45%). Mortalidade de 30%. Subgrupo de crianças vivas: n=14, tempo médio de seguimento de 10 anos. Iniciaram em média DP aos 6,1 meses e 10 foram transplantadas com média de 5 anos de espera. A peritonite, média 0,91 episódios/paciente/ano, foi o motivo mais frequente de internamento. Durante a diálise, verificou-se anúria em 50%, hipertensão arterial em 85%, dislipidémia em 57%, hiperparatiroidismo grave em 35% e anemia em todos. Todos em diálise e 4 transplantados apresentam baixa estatura. Conclusões: A DP é exequível desde o nascimento. Embora significativa, a mortalidade tem diminuído, estando associada a doenças extra-renais. É importante melhorar os cuidados relativos à nutrição e reduzir o tempo pré-transplante.
Autores principais:Mano, Tânia Branco
Assunto:Diálise peritoneal Lactente Rim Nefrologia Pediatria
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A diálise peritoneal (DP) é a técnica de escolha nos dois primeiros anos de vida. Suscita desafios tecnológicos e éticos pelo maior risco de complicações, morbilidades e mortalidade. Material e Métodos: Análise retrospetiva dos processos clínicos das crianças submetidas a DP antes dos 2 anos na Unidade de Nefrologia Pediátrica do Hospital de Santa Maria entre Janeiro de 1991 e Agosto de 2014. Análise estatística simples e bivariável. Resultados: 20 crianças, 17 sexo masculino (85%). Anomalias congénitas do rim e do trato urinário como causa principal de doença renal crónica (45%). Mortalidade de 30%. Subgrupo de crianças vivas: n=14, tempo médio de seguimento de 10 anos. Iniciaram em média DP aos 6,1 meses e 10 foram transplantadas com média de 5 anos de espera. A peritonite, média 0,91 episódios/paciente/ano, foi o motivo mais frequente de internamento. Durante a diálise, verificou-se anúria em 50%, hipertensão arterial em 85%, dislipidémia em 57%, hiperparatiroidismo grave em 35% e anemia em todos. Todos em diálise e 4 transplantados apresentam baixa estatura. Conclusões: A DP é exequível desde o nascimento. Embora significativa, a mortalidade tem diminuído, estando associada a doenças extra-renais. É importante melhorar os cuidados relativos à nutrição e reduzir o tempo pré-transplante.