Publicação
Aditivos alimentares : sulfitos em produtos cárneos
| Resumo: | O sector primário e a indústria alimentar compreendem um segmento empresarial bastante alargado, que é regulado por diversas disposições legais e ao redor do qual actuam diversas entidades fiscalizadoras. Este é também um sector que se espera particularmente responsável e com o qual, enquanto consumidores, contactamos diariamente. Neste trabalho foram abordadas três temáticas principais que se inter-relacionam. Numa primeira fase, foi abordada a temática dos aditivos alimentares, realçando a legislação comunitária relevante sobre o assunto. Posteriormente, fez-se referência às carnes enquanto género alimentício e aos potenciais perigos microbiológicos associados. Seguidamente abordou-se a temática dos sulfitos, fazendo menção à sua utilização como conservantes de produtos cárneos. Por fim, foram analisados os dados provenientes do Plano Nacional de Colheita de Amostras (2013 a 2015), no que se refere à pesquisa de sulfitos em produtos cárneos. Sobre este último ponto, será de destacar que a pesquisa de sulfitos em produtos cárneos se iniciou recentemente, em 2013, com uma colheita de 78 amostras. Estas determinações atenuaram-se bastante em 2014 (com 21 amostras colhidas), e voltaram a aumentar em 2015, ano em que se colheram 121 amostras. O estudo divulgado pela DECO no início de 2015, onde sobre esta matéria se alegava forte incumprimento legal a nível do retalho, mediatizou o assunto e impulsionou a fiscalização no terreno. O aumento da colheita de amostras e das subsequentes determinações de sulfitos em produtos cárneos, resultou num aumento da detecção de não-conformidades. Numa abordagem muito geral, será de referir que em 2013 se detectaram 2 não-conformidades; que em 2014 não se detectou nenhuma e que em 2015 se detectaram 41. Tendo em consideração a necessidade de cumprir com a legislação como forma de garantir uma concorrência leal e, acima de tudo, como forma de assegurar a implementação de medidas preventivas que garantam a segurança dos alimentos e a protecção da saúde dos consumidores; sublinha-se assim a importância de manter e intensificar a fiscalização nesta matéria. Destaque para o facto de que 49% das amostras de carne picada e 19% das amostras de preparados de carne, resultaram não conformes nas análises efectuadas pela ASAE no âmbito do PNCA 2015. |
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| Autores principais: | Palma, Miguel Monteiro Rosa Campos |
| Assunto: | Aditivos alimentares produtos cárneos sulfitos Food additives meat products sulphites |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O sector primário e a indústria alimentar compreendem um segmento empresarial bastante alargado, que é regulado por diversas disposições legais e ao redor do qual actuam diversas entidades fiscalizadoras. Este é também um sector que se espera particularmente responsável e com o qual, enquanto consumidores, contactamos diariamente. Neste trabalho foram abordadas três temáticas principais que se inter-relacionam. Numa primeira fase, foi abordada a temática dos aditivos alimentares, realçando a legislação comunitária relevante sobre o assunto. Posteriormente, fez-se referência às carnes enquanto género alimentício e aos potenciais perigos microbiológicos associados. Seguidamente abordou-se a temática dos sulfitos, fazendo menção à sua utilização como conservantes de produtos cárneos. Por fim, foram analisados os dados provenientes do Plano Nacional de Colheita de Amostras (2013 a 2015), no que se refere à pesquisa de sulfitos em produtos cárneos. Sobre este último ponto, será de destacar que a pesquisa de sulfitos em produtos cárneos se iniciou recentemente, em 2013, com uma colheita de 78 amostras. Estas determinações atenuaram-se bastante em 2014 (com 21 amostras colhidas), e voltaram a aumentar em 2015, ano em que se colheram 121 amostras. O estudo divulgado pela DECO no início de 2015, onde sobre esta matéria se alegava forte incumprimento legal a nível do retalho, mediatizou o assunto e impulsionou a fiscalização no terreno. O aumento da colheita de amostras e das subsequentes determinações de sulfitos em produtos cárneos, resultou num aumento da detecção de não-conformidades. Numa abordagem muito geral, será de referir que em 2013 se detectaram 2 não-conformidades; que em 2014 não se detectou nenhuma e que em 2015 se detectaram 41. Tendo em consideração a necessidade de cumprir com a legislação como forma de garantir uma concorrência leal e, acima de tudo, como forma de assegurar a implementação de medidas preventivas que garantam a segurança dos alimentos e a protecção da saúde dos consumidores; sublinha-se assim a importância de manter e intensificar a fiscalização nesta matéria. Destaque para o facto de que 49% das amostras de carne picada e 19% das amostras de preparados de carne, resultaram não conformes nas análises efectuadas pela ASAE no âmbito do PNCA 2015. |
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