Publicação
O contributo da população universitária da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa para as perdas de azoto reativo no ambiente
| Resumo: | A atmosfera é constituída em cerca de 78% por azoto, no entanto, só pode ser utilizado pelos organismos vivos (excepto as bactérias diazotróficas) quando combinado com outro elemento, ou seja na forma reactiva. Para manter a segurança alimentar e o crescimento exponencial da população o homem recorre à transformação industrial de azoto molecular em reactivo. No entanto, uma vez introduzido no sistema inicia-se uma séria de transformações (cascata do azoto) que afectam os ciclos biogeoquímicos do planeta. A maior fonte de introdução de azoto reactivo na biosfera é a agricultura, sendo importante que a população tenha consciência dos custos ambientais associados à produção e ao consumo de bens alimentares, bem como pensarem nas acções que estão dispostos a tomar para mitigar esses efeitos. Mitigação, esta que só é eficaz e eficiente caso se tenha conhecimento da pegada de azoto. Assim, o que se pretendeu com este trabalho para além de enumerar os impactes causados que já são do conhecimento geral da população, foi caracterizar os hábitos alimentares e de consumo dos indivíduos da Faculdade de Ciências e tentar perceber quais as medidas de mitigação que poderão ser aceites pela sociedade. Situação conseguida através da circulação de um inquérito via online na Faculdade de Ciências. Inquérito que teve como base dois inquéritos já divulgados para que fosse possível a comparação de resultados. Os resultados obtidos não permitiram distinguir hábitos e opiniões entre estudantes e trabalhadores. Situação também verificada quando questionados acerca da aceitação de medidas de mitigação. Estes resultados heterogéneos devem-se ao facto de o público-alvo ser constituído por indivíduos que têm acesso privilegiado à informação e por fazerem parte da academia científica da sociedade portuguesa, logo estes resultados não refletem devidamente os hábitos e opinião da sociedade portuguesa em geral. |
|---|---|
| Autores principais: | Rodrigues, Ângela Antunes Pereira, 1990- |
| Assunto: | Pegada de azoto Impacto ambiental Teses de mestrado - 2015 |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A atmosfera é constituída em cerca de 78% por azoto, no entanto, só pode ser utilizado pelos organismos vivos (excepto as bactérias diazotróficas) quando combinado com outro elemento, ou seja na forma reactiva. Para manter a segurança alimentar e o crescimento exponencial da população o homem recorre à transformação industrial de azoto molecular em reactivo. No entanto, uma vez introduzido no sistema inicia-se uma séria de transformações (cascata do azoto) que afectam os ciclos biogeoquímicos do planeta. A maior fonte de introdução de azoto reactivo na biosfera é a agricultura, sendo importante que a população tenha consciência dos custos ambientais associados à produção e ao consumo de bens alimentares, bem como pensarem nas acções que estão dispostos a tomar para mitigar esses efeitos. Mitigação, esta que só é eficaz e eficiente caso se tenha conhecimento da pegada de azoto. Assim, o que se pretendeu com este trabalho para além de enumerar os impactes causados que já são do conhecimento geral da população, foi caracterizar os hábitos alimentares e de consumo dos indivíduos da Faculdade de Ciências e tentar perceber quais as medidas de mitigação que poderão ser aceites pela sociedade. Situação conseguida através da circulação de um inquérito via online na Faculdade de Ciências. Inquérito que teve como base dois inquéritos já divulgados para que fosse possível a comparação de resultados. Os resultados obtidos não permitiram distinguir hábitos e opiniões entre estudantes e trabalhadores. Situação também verificada quando questionados acerca da aceitação de medidas de mitigação. Estes resultados heterogéneos devem-se ao facto de o público-alvo ser constituído por indivíduos que têm acesso privilegiado à informação e por fazerem parte da academia científica da sociedade portuguesa, logo estes resultados não refletem devidamente os hábitos e opinião da sociedade portuguesa em geral. |
|---|