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Doença de Wilson : estratégia terapêutica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta revisão bibliográfica tem como principal objectivo fazer uma síntese das estratégias terapêuticas actualmente usadas na Doença de Wilson e das suas perspectivas futuras. No momento em que foi descrita pela primeira vez, em 1912, a Doença de Wilson era uma doença com um prognóstico fatal, uma vez vez que não era conhecido qualquer tipo de tratamento. A causa da doença é uma mutação genética que altera o funcionamento normal da proteína ATP7B. Esta alteração tem como consequência a acumulação do elemento metálico cobre no organismo, que afecta o funcionamento normal dos vários orgãos do organismo humano. Uma das consequências desta acumulação é a produção de espécies reactivas de oxigénio que, no decorrer do tempo, podem dar origem a mecanismos que conduzam a uma das manifestações mais frequentes da Doença de Wilson, a cirrose hepática. No meio do século XX, foram descobertos os primeiros agentes terapêuticos para esta doença, destacando-se os agentes quelantes de cobre. A evolução no desenvolvimento destes fármacos permitiu definir os perfis de segurança de cada um dos fármacos e estabelecer as melhores estratégias terapêuticas para esta doença. Assim, actualmente, dependendo da sintomatologia apresentada, os doentes podem precisar da administração de agentes quelantes como a penicilamina ou trientina, caso se encontrem num episódio de manifestação aguda da doença, ou podem necessitar da administração de sais de zinco, caso sejam doentes pré-sintomáticos ou em fase de manutenção. Presentemente, o desenvolvimento de novos fármacos, como o tetratiomolibdato e seus análogos representam uma possível alternativa farmacológica num futuro próximo, assim que existirem mais estudos sobre a sua segurança e eficácia. Outra possibilidade terapêutica em estudo é a terapia com base genética, seja através da introdução do gene que codifica a proteína ATP7B nas células afectadas ou através da indução de células estaminais pluripotentes com expressão correcta da proteína em questão, que possam contribuir para um correcto metabolismo do cobre no organismo.
Autores principais:Ferreira , Eduardo Rafael Calçada da Silva
Assunto:Cobre ATP7B Penicilamina Trientina Zinco Tetratiomolibdato Terapia Celular Terapia Génica Mestrado Integrado - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Esta revisão bibliográfica tem como principal objectivo fazer uma síntese das estratégias terapêuticas actualmente usadas na Doença de Wilson e das suas perspectivas futuras. No momento em que foi descrita pela primeira vez, em 1912, a Doença de Wilson era uma doença com um prognóstico fatal, uma vez vez que não era conhecido qualquer tipo de tratamento. A causa da doença é uma mutação genética que altera o funcionamento normal da proteína ATP7B. Esta alteração tem como consequência a acumulação do elemento metálico cobre no organismo, que afecta o funcionamento normal dos vários orgãos do organismo humano. Uma das consequências desta acumulação é a produção de espécies reactivas de oxigénio que, no decorrer do tempo, podem dar origem a mecanismos que conduzam a uma das manifestações mais frequentes da Doença de Wilson, a cirrose hepática. No meio do século XX, foram descobertos os primeiros agentes terapêuticos para esta doença, destacando-se os agentes quelantes de cobre. A evolução no desenvolvimento destes fármacos permitiu definir os perfis de segurança de cada um dos fármacos e estabelecer as melhores estratégias terapêuticas para esta doença. Assim, actualmente, dependendo da sintomatologia apresentada, os doentes podem precisar da administração de agentes quelantes como a penicilamina ou trientina, caso se encontrem num episódio de manifestação aguda da doença, ou podem necessitar da administração de sais de zinco, caso sejam doentes pré-sintomáticos ou em fase de manutenção. Presentemente, o desenvolvimento de novos fármacos, como o tetratiomolibdato e seus análogos representam uma possível alternativa farmacológica num futuro próximo, assim que existirem mais estudos sobre a sua segurança e eficácia. Outra possibilidade terapêutica em estudo é a terapia com base genética, seja através da introdução do gene que codifica a proteína ATP7B nas células afectadas ou através da indução de células estaminais pluripotentes com expressão correcta da proteína em questão, que possam contribuir para um correcto metabolismo do cobre no organismo.