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Motivação e bem-estar no trabalho : um estudo com jovens portugueses com baixas qualificações

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo tem como objetivo analisar, com base na Teoria da Autodeterminação (Deci & Ryan, 2000), o tipo de motivações (autónoma e controlada) e a sua relação com o bem-estar no trabalho, numa amostra de trabalhadores jovens portugueses, até aos 35 anos, com baixas qualificações. A amostra envolveu três grupos distintos de acordo com a sua função profissional – operadores de comércio, operadores contact center e soldados –, reunindo um total de 2154 inquiridos. Os resultados revelaram uma relação significativa positiva entre a motivação autónoma e o engagement; assim como, a motivação autónoma também evidenciou uma relação significativa negativa com as dimensões de burnout (exaustão e cinismo). Contrariamente, a motivação controlada evidenciou uma relação significativa positiva as dimensões de burnout e significativa e negativa com o engagement. No entanto, verificou-se que estas relações só ocorreram nos setores dos operadores de comércio e soldados. No caso dos operadores de contact center nenhum dos tipos de motivações contribuiu para explicar o nível de engagement e de burnout no trabalho, sugerindo a existência de outros fatores responsáveis pelos resultados, que serão discutidos no final deste estudo. Esta investigação contribui para uma análise transversal do bem-estar dos jovens trabalhadores, na cultura portuguesa, ganhando maior relevo, especialmente pelo facto desta amostra envolver um grupo com maior risco de desemprego, devido às suas baixas qualificações. Por fim, serão detalhadas as implicações práticas organizacionais, com vista a aumentar os níveis de bem-estar dos jovens trabalhadores.
Autores principais:Mestre, Marta Catarino Neto
Assunto:Trabalhadores Autodeterminação Jovens - trabalho Burnout Engagement Teses de mestrado - 2016
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo tem como objetivo analisar, com base na Teoria da Autodeterminação (Deci & Ryan, 2000), o tipo de motivações (autónoma e controlada) e a sua relação com o bem-estar no trabalho, numa amostra de trabalhadores jovens portugueses, até aos 35 anos, com baixas qualificações. A amostra envolveu três grupos distintos de acordo com a sua função profissional – operadores de comércio, operadores contact center e soldados –, reunindo um total de 2154 inquiridos. Os resultados revelaram uma relação significativa positiva entre a motivação autónoma e o engagement; assim como, a motivação autónoma também evidenciou uma relação significativa negativa com as dimensões de burnout (exaustão e cinismo). Contrariamente, a motivação controlada evidenciou uma relação significativa positiva as dimensões de burnout e significativa e negativa com o engagement. No entanto, verificou-se que estas relações só ocorreram nos setores dos operadores de comércio e soldados. No caso dos operadores de contact center nenhum dos tipos de motivações contribuiu para explicar o nível de engagement e de burnout no trabalho, sugerindo a existência de outros fatores responsáveis pelos resultados, que serão discutidos no final deste estudo. Esta investigação contribui para uma análise transversal do bem-estar dos jovens trabalhadores, na cultura portuguesa, ganhando maior relevo, especialmente pelo facto desta amostra envolver um grupo com maior risco de desemprego, devido às suas baixas qualificações. Por fim, serão detalhadas as implicações práticas organizacionais, com vista a aumentar os níveis de bem-estar dos jovens trabalhadores.