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Doação do corpo à ciência médica e ao ensino : caraterização dos dadores do Instituto de Anatomia da FMUL

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A doação do corpo é um dos pilares para a realização de disseções de cadáveres, que permitem o ensino da Anatomia no curso de medicina e em formação pós-graduada. Objetivos: Com este trabalho pretende-se fazer uma revisão narrativa sobre a importância e o impacto da doação do corpo para fins de educação e ciência, com destaque à evolução histórica das doações. Adicionalmente, pretende-se caracterizar o perfil dos dadores do Instituto de Anatomia da FMUL. Métodos: Entre setembro de 2022 e março de 2023 foi aplicado um inquérito anónimo e consentido a dadores do Instituto de Anatomia da FMUL. Resultados: Foram obtidos 31 questionários preenchidos. A idade média foi de 61,81 anos, sendo as mulheres o sexo predominante. A quase totalidade é de nacionalidade portuguesa e a sua área de residência é na área metropolitana de Lisboa. Mais de 50% é casado/a e cerca de um quarto reside sozinho. A maioria refere ter concluído o ensino secundário ou a licenciatura, sendo as profissões mais comuns administrativo e técnicos e profissões de nível intermédio. Mais de metade afirma ser católico. Os meios pelos quais os potenciais dadores tiveram conhecimento acerca dos programas de doação foram os meios de comunicação/internet e um amigo ou familiar. Ajudar na investigação e formação médica foi a razão para a doação mais escolhida. Por fim, 86,2% respondeu que não tinha familiares que já tivessem sido também dadores. Conclusões: Este trabalho possibilitou refletir sobre a evolução histórica da doação do corpo à ciência para fins de investigação e ensino e, através de um inquérito, caracterizar de forma genérica o perfil do potencial dador na área de Lisboa e determinar quais as populações mais motivadas às dádivas. A recolha destas informações poderá ajudar a direcionar as iniciativas que promovem as doações cadavéricas e abranger um maior público-alvo.
Autores principais:Correia, Ana Carolina Lourenço
Assunto:Doação do corpo Disseção Prosseção Ensino pré-graduado Ensino pós-graduado
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A doação do corpo é um dos pilares para a realização de disseções de cadáveres, que permitem o ensino da Anatomia no curso de medicina e em formação pós-graduada. Objetivos: Com este trabalho pretende-se fazer uma revisão narrativa sobre a importância e o impacto da doação do corpo para fins de educação e ciência, com destaque à evolução histórica das doações. Adicionalmente, pretende-se caracterizar o perfil dos dadores do Instituto de Anatomia da FMUL. Métodos: Entre setembro de 2022 e março de 2023 foi aplicado um inquérito anónimo e consentido a dadores do Instituto de Anatomia da FMUL. Resultados: Foram obtidos 31 questionários preenchidos. A idade média foi de 61,81 anos, sendo as mulheres o sexo predominante. A quase totalidade é de nacionalidade portuguesa e a sua área de residência é na área metropolitana de Lisboa. Mais de 50% é casado/a e cerca de um quarto reside sozinho. A maioria refere ter concluído o ensino secundário ou a licenciatura, sendo as profissões mais comuns administrativo e técnicos e profissões de nível intermédio. Mais de metade afirma ser católico. Os meios pelos quais os potenciais dadores tiveram conhecimento acerca dos programas de doação foram os meios de comunicação/internet e um amigo ou familiar. Ajudar na investigação e formação médica foi a razão para a doação mais escolhida. Por fim, 86,2% respondeu que não tinha familiares que já tivessem sido também dadores. Conclusões: Este trabalho possibilitou refletir sobre a evolução histórica da doação do corpo à ciência para fins de investigação e ensino e, através de um inquérito, caracterizar de forma genérica o perfil do potencial dador na área de Lisboa e determinar quais as populações mais motivadas às dádivas. A recolha destas informações poderá ajudar a direcionar as iniciativas que promovem as doações cadavéricas e abranger um maior público-alvo.