Publicação
Caracterização epidemiológica da resistência de bactérias Gram positivo a Vancomicina, Linezolida e Daptomicina no CHULN
| Resumo: | A resistência à terapêutica antimicrobiana tornou-se um problema premente da Medicina e nesse âmbito é do nosso interesse perceber a evolução do mesmo. Resolvemos então caracterizar epidemiologicamente a resistência a antibióticos de última linha nas amostras do CHULN. Assim recolheu-se o perfil de susceptibilidade à terapêutica com vancomicina, linezolida e daptomicina dos isolamentos de microrganismos Gram positivo compreendidos entre 31 de Outubro de 2018 e 31 de Outubro de 2019. De seguida através da consulta de registos recolheu-se os dados epidemiológicos e clínicos relevantes. Verificou-se que a resistência aos antibióticos de última linha no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) é baixa e semelhante à descrita na literatura. Para Enterococcus spp. e em maior grau para E. faecium foi encontrada uma resistência bastante inferior à documentada, sobretudo em relação à vancomicina, tanto nos EUA como globalmente. Em Staphylococcus spp. a resistência a antibióticos de última linha mantém-se residual, de acordo com a epidemiologia mundial. Os casos em que foi encontrada resistência estão mais associados a idades acima dos 70 anos e com algum factor causador de Imunossupressão, internamento prévio superior a 48 horas ou antecedente cirúrgico nos últimos três meses, todavia o factor mais importante parece ser antibioterapia recente, ainda que sem evidência de maior contribuição se por um dos fármacos em estudo. Do ponto de vista epidemiológico seria importante, caracterizar a evolução temporal e possível emergência de resistências a antibióticos de última linha em bactérias Gram positivo a nível nacional. Assim conclui-se salientando as limitações do trabalho, nomeadamente a índole retrospectiva, com dificuldade na colheita de dados, sugerindo-se um trabalho prospectivo por forma a confirmar e validar as conclusões. |
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| Autores principais: | Reis, Gonçalo Nuno de Oliveira Franco Nunes dos |
| Assunto: | Resistência a bactérias gram positivo Vancomicina Daptomicina Linezolida Doenças infecciosas |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A resistência à terapêutica antimicrobiana tornou-se um problema premente da Medicina e nesse âmbito é do nosso interesse perceber a evolução do mesmo. Resolvemos então caracterizar epidemiologicamente a resistência a antibióticos de última linha nas amostras do CHULN. Assim recolheu-se o perfil de susceptibilidade à terapêutica com vancomicina, linezolida e daptomicina dos isolamentos de microrganismos Gram positivo compreendidos entre 31 de Outubro de 2018 e 31 de Outubro de 2019. De seguida através da consulta de registos recolheu-se os dados epidemiológicos e clínicos relevantes. Verificou-se que a resistência aos antibióticos de última linha no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) é baixa e semelhante à descrita na literatura. Para Enterococcus spp. e em maior grau para E. faecium foi encontrada uma resistência bastante inferior à documentada, sobretudo em relação à vancomicina, tanto nos EUA como globalmente. Em Staphylococcus spp. a resistência a antibióticos de última linha mantém-se residual, de acordo com a epidemiologia mundial. Os casos em que foi encontrada resistência estão mais associados a idades acima dos 70 anos e com algum factor causador de Imunossupressão, internamento prévio superior a 48 horas ou antecedente cirúrgico nos últimos três meses, todavia o factor mais importante parece ser antibioterapia recente, ainda que sem evidência de maior contribuição se por um dos fármacos em estudo. Do ponto de vista epidemiológico seria importante, caracterizar a evolução temporal e possível emergência de resistências a antibióticos de última linha em bactérias Gram positivo a nível nacional. Assim conclui-se salientando as limitações do trabalho, nomeadamente a índole retrospectiva, com dificuldade na colheita de dados, sugerindo-se um trabalho prospectivo por forma a confirmar e validar as conclusões. |
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