Publicação
Infecção pelo vírus da imunodeficiência humana do tipo 1 em toxicodependentes : caracterização molecular de casos de infecções VIH-1 recentes vs casos de infecções VIH-1 antigas
| Resumo: | O presente estudo baseou-se numa população toxicodependente com comportamentos de risco, residente em Lisboa, para avaliar a evolução da diversidade do VIH-1 ao longo do tempo. Os casos foram separados em dois grupos distintos com base na data de aquisição da infecção VIH: Infecções VIH-1 Antigas (entre 1994 e 1998) e Infecções VIH-1 Recentes (entre 2004 e 2006). Nos dois grupos verificou-se que a maioria dos indivíduos era natural de Portugal e que as deslocações se deram principalmente dentro da Europa. A diversidade genética foi estudada com base em dois genes, gag e env. Constatou-se que, no grupo Infecções VIH-1 Antigas, o subtipo B tinha uma prevalência de 60%, enquanto que o subtipo G e as formas recombinantes apresentaram-se numa proporção de 20% cada. Entre estas últimas o subtipo B esteve sempre associado aos eventos de recombinação, resultando em 3 mosaicos genómicos BG, 1 BF e 1 recombinante entre a CRF14_BG e B, sem paralelo nas CRFs descritas. No grupo Infecções VIH-1 Recentes ocorreu uma evolução na diversidade genética do VIH-1, estando a presença de formas genéticas não B associado a este grupo (r=0,003). O subtipo B apresentou-se numa prevalência de apenas 15% em oposição às formas recombinantes, observadas em 45% dos casos. O subtipo G foi classificado em 20% dos casos e observou-se a presença do subtipo A, tanto na forma pura como recombinante. Entre as formas recombinantes foram identificados três genomas mosaico (CRF02/CRF14/A, ABJ e A1B) sem semelhanças com CRFs descritas. Este estudo permitiu averiguar a existência de uma alteração, ao longo do tempo, do padrão molecular da infecção VIH/SIDA, com a introdução de novas formas virais na população toxicodependente, um grupo com grande impacto na epidemia VIH/SIDA devido a possuir um papel muito activo na disseminação da infecção para a população em geral. |
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| Autores principais: | Silva, Ana Filipa Correia, 1980- |
| Assunto: | Caracterização molecular Diversidade do VIH-1 Variantes virais não B Genes env gag Toxicodependentes Portugal Teses de mestrado - 2008 |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente estudo baseou-se numa população toxicodependente com comportamentos de risco, residente em Lisboa, para avaliar a evolução da diversidade do VIH-1 ao longo do tempo. Os casos foram separados em dois grupos distintos com base na data de aquisição da infecção VIH: Infecções VIH-1 Antigas (entre 1994 e 1998) e Infecções VIH-1 Recentes (entre 2004 e 2006). Nos dois grupos verificou-se que a maioria dos indivíduos era natural de Portugal e que as deslocações se deram principalmente dentro da Europa. A diversidade genética foi estudada com base em dois genes, gag e env. Constatou-se que, no grupo Infecções VIH-1 Antigas, o subtipo B tinha uma prevalência de 60%, enquanto que o subtipo G e as formas recombinantes apresentaram-se numa proporção de 20% cada. Entre estas últimas o subtipo B esteve sempre associado aos eventos de recombinação, resultando em 3 mosaicos genómicos BG, 1 BF e 1 recombinante entre a CRF14_BG e B, sem paralelo nas CRFs descritas. No grupo Infecções VIH-1 Recentes ocorreu uma evolução na diversidade genética do VIH-1, estando a presença de formas genéticas não B associado a este grupo (r=0,003). O subtipo B apresentou-se numa prevalência de apenas 15% em oposição às formas recombinantes, observadas em 45% dos casos. O subtipo G foi classificado em 20% dos casos e observou-se a presença do subtipo A, tanto na forma pura como recombinante. Entre as formas recombinantes foram identificados três genomas mosaico (CRF02/CRF14/A, ABJ e A1B) sem semelhanças com CRFs descritas. Este estudo permitiu averiguar a existência de uma alteração, ao longo do tempo, do padrão molecular da infecção VIH/SIDA, com a introdução de novas formas virais na população toxicodependente, um grupo com grande impacto na epidemia VIH/SIDA devido a possuir um papel muito activo na disseminação da infecção para a população em geral. |
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