Publicação
Um caso de colite ulcerosa fulminante
| Resumo: | A Colite ulcerosa (CU) é uma das doenças inflamatórias intestinais (DII). Envolve a mucosa cólica de forma contínua, podendo afetar apenas o reto ou estender-se a todo o cólon. Em relação à gravidade da doença podemos ter formas de doença ligeira bem como formas muito graves com mortalidade apreciável se não forem tratadas de forma atempada. Apesar da sua etiologia permanecer desconhecida, pensa-se que a etiopatogenia da doença se relacione com uma resposta inapropriada contra a própria flora intestinal. Caso clínico: Doente do sexo feminino, 55 anos, ex-fumadora, diagnosticada com proctite ulcerosa ligeira e medicada com 5-ASA enema e oral. Apesar da terapêutica ser escalada para corticoides, quatro meses após o diagnóstico, a doença evolui para um quadro de colite fulminante associada a choque hipovolémico, anemia aguda, coagulação intravascular disseminada (CID) complicada por trombose portomesentérica, isquémia hepática e intestinal e evidência serológica de infeção a citomegalovírus (CMV). No contexto de colite fulminante iniciou neste período infliximab. No mês seguinte, ainda sob corticoterapia, a doente apresentou nova agudização compatível com colite severa, mas desta vez com evidência imunohistoquímica de colite por CMV. Dada a ausência de resposta ao infliximab, alterou-se a terapêutica para vedolizumab, encontrando-se atualmente com a doença controlada. Discussão: Este é um caso de uma CU com rápida evolução de proctite ulcerosa ligeira para pancolite fulminante, que permitiu discutir vários aspetos relacionados com o diagnóstico e tratamento desta doença bem como possíveis causas para este agravamento súbito. Conclusão: A Colite Ulcerosa pode ter um espectro de extensão e gravidade muito diverso. O curso galopante desta doença associado a um conjunto de complicações e fatores de risco contribuem para atribuir a este caso um prognóstico reservado. |
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| Autores principais: | Duarte, Sara Laranjo |
| Assunto: | Doença inflamatória intestinal Colite ulcerosa Colite fulminante Trombose venosa Síndrome de hipercoagulabilidade Infeção por citomegalovírus |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A Colite ulcerosa (CU) é uma das doenças inflamatórias intestinais (DII). Envolve a mucosa cólica de forma contínua, podendo afetar apenas o reto ou estender-se a todo o cólon. Em relação à gravidade da doença podemos ter formas de doença ligeira bem como formas muito graves com mortalidade apreciável se não forem tratadas de forma atempada. Apesar da sua etiologia permanecer desconhecida, pensa-se que a etiopatogenia da doença se relacione com uma resposta inapropriada contra a própria flora intestinal. Caso clínico: Doente do sexo feminino, 55 anos, ex-fumadora, diagnosticada com proctite ulcerosa ligeira e medicada com 5-ASA enema e oral. Apesar da terapêutica ser escalada para corticoides, quatro meses após o diagnóstico, a doença evolui para um quadro de colite fulminante associada a choque hipovolémico, anemia aguda, coagulação intravascular disseminada (CID) complicada por trombose portomesentérica, isquémia hepática e intestinal e evidência serológica de infeção a citomegalovírus (CMV). No contexto de colite fulminante iniciou neste período infliximab. No mês seguinte, ainda sob corticoterapia, a doente apresentou nova agudização compatível com colite severa, mas desta vez com evidência imunohistoquímica de colite por CMV. Dada a ausência de resposta ao infliximab, alterou-se a terapêutica para vedolizumab, encontrando-se atualmente com a doença controlada. Discussão: Este é um caso de uma CU com rápida evolução de proctite ulcerosa ligeira para pancolite fulminante, que permitiu discutir vários aspetos relacionados com o diagnóstico e tratamento desta doença bem como possíveis causas para este agravamento súbito. Conclusão: A Colite Ulcerosa pode ter um espectro de extensão e gravidade muito diverso. O curso galopante desta doença associado a um conjunto de complicações e fatores de risco contribuem para atribuir a este caso um prognóstico reservado. |
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