Publicação
Prevalência e sazonalidade de parasitas gastrointestinais em animais da ordem Carnivora do Jardim Zoológico de Lisboa
| Resumo: | Os animais selvagens quando se encontram em cativeiro sofrem o impacto das condições do mesmo, uma vez que estas, por melhor que sejam, são diferentes das registadas na natureza. Estes animais, em cativeiro, contactam com diversas espécies de parasitas e outros animais com que geralmente não contactariam, podendo, por isso, ser infetados por agentes infecciosos atípicos. Adicionalmente, quando mantidas em cativeiro, estas espécies sofrem uma maior influência humana, podendo comprometer o bem-estar animal e expor o animal a momentos de stress, causando, neste, momentos de imunossupressão, desequilibrando a relação hospedeiro-parasita. Os animais da ordem Carnivora, devido à sua alimentação estão mais predispostos a infeções parasitárias reais e a pseudoparasitismo, pois, para além da contaminação da água e do alimento, as presas podem fazê-los infetarem-se e/ou excretar parasitas. Neste estudo, através da técnica de mini-FLOTAC, de Ziehl-Neelsen e de Imunofluorescência direta, tentou diagnosticar-se infeções parasitárias por helmintes e protozoários em animais da ordem Carnivora do Jardim Zoológico de Lisboa, de modo a determinar a sua prevalência e aferir a existência de sazonalidade associada a fenómenos climáticos. Adicionalmente, foi analisada a aplicabilidade da Imunocromatografia no diagnóstico de Giardia spp. em carnívoros de zoo, através do cálculo da sua sensibilidade e especificidade. Registaram-se variações qualitativas e quantitativas na carga parasitária em função do momento de colheita e da espécie de origem, tendo sido diagnosticadas infeções por Nematodes e/ou Coccídias gastrointestinais e por Giardia spp., com prevalências de 27,38% e 8,37%, respetivamente. A prevalência de Cryptosporidium spp. foi de 0%. A responsabilidade destas variações foi atribuída a desparasitações, variações no bem-estar animal e a contaminações alimentares e/ou ambientais. Nesta investigação verificou-se que a técnica de Ziehl-Neelsen tem uma sensibilidade reduzida para Giardia spp. e que a Imunocromatografia é uma alternativa mais eficaz. Em função da composição parasitológica das fezes em análise e dos registos de alimentação e de desparasitação, foi possível verificar que estes animais têm episódios de pseudoparasitismo e, em função da espécie, têm suscetibilidades diferentes a fármacos antiparasitários |
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| Autores principais: | Alves, Paulo Alexandre Lourenço |
| Assunto: | Carnivora Parasitas gastrointestinais Diagnóstico Jardim Zoológico Lisboa Carnivora Gastrointestinal parasites Diagnosis Zoological garden Lisbon |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os animais selvagens quando se encontram em cativeiro sofrem o impacto das condições do mesmo, uma vez que estas, por melhor que sejam, são diferentes das registadas na natureza. Estes animais, em cativeiro, contactam com diversas espécies de parasitas e outros animais com que geralmente não contactariam, podendo, por isso, ser infetados por agentes infecciosos atípicos. Adicionalmente, quando mantidas em cativeiro, estas espécies sofrem uma maior influência humana, podendo comprometer o bem-estar animal e expor o animal a momentos de stress, causando, neste, momentos de imunossupressão, desequilibrando a relação hospedeiro-parasita. Os animais da ordem Carnivora, devido à sua alimentação estão mais predispostos a infeções parasitárias reais e a pseudoparasitismo, pois, para além da contaminação da água e do alimento, as presas podem fazê-los infetarem-se e/ou excretar parasitas. Neste estudo, através da técnica de mini-FLOTAC, de Ziehl-Neelsen e de Imunofluorescência direta, tentou diagnosticar-se infeções parasitárias por helmintes e protozoários em animais da ordem Carnivora do Jardim Zoológico de Lisboa, de modo a determinar a sua prevalência e aferir a existência de sazonalidade associada a fenómenos climáticos. Adicionalmente, foi analisada a aplicabilidade da Imunocromatografia no diagnóstico de Giardia spp. em carnívoros de zoo, através do cálculo da sua sensibilidade e especificidade. Registaram-se variações qualitativas e quantitativas na carga parasitária em função do momento de colheita e da espécie de origem, tendo sido diagnosticadas infeções por Nematodes e/ou Coccídias gastrointestinais e por Giardia spp., com prevalências de 27,38% e 8,37%, respetivamente. A prevalência de Cryptosporidium spp. foi de 0%. A responsabilidade destas variações foi atribuída a desparasitações, variações no bem-estar animal e a contaminações alimentares e/ou ambientais. Nesta investigação verificou-se que a técnica de Ziehl-Neelsen tem uma sensibilidade reduzida para Giardia spp. e que a Imunocromatografia é uma alternativa mais eficaz. Em função da composição parasitológica das fezes em análise e dos registos de alimentação e de desparasitação, foi possível verificar que estes animais têm episódios de pseudoparasitismo e, em função da espécie, têm suscetibilidades diferentes a fármacos antiparasitários |
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