Publicação

Qualidade de vida/bem estar em pessoas com VIH/SIDA estudo sobre uma população carenciada na Cidade de Lisboa

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Este trabalho de investigação tem como objetivo, caracterizar, analisar e reconstituir as relações entre o autoconhecimento da seropositividade e as estratégias comportamentais que poderão induzir positivamente na melhoria da qualidade de vida das pessoas infetadas com VIH/SIDA. A investigação incluiu dois estudos distintos: estudo 1, sobre a avaliação do auto perceção da qualidade de vida, utilizado o método quantitativo através da aplicação da escala, WHOQOL-HIV dirigido a 150 pessoas. O estudo 2 sobre a vivência da doença aplicado, o método qualitativo através da análise de conteúdo de 10 Histórias de Vida. Ambos os estudos foram aplicados a pessoas infetadas com o VIH/SIDA, apoiadas pelos serviços da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Foram seguidos os procedimentos éticos e deontológicos inerentes à sensibilidade do tema em questão.No estudo 1, aplicado o teste de consistência interna, verificaram-se bons índices, estando assegurada a fiabilidade do estudo. As facetas mais valorizadas são transporte, autoestima e espiritualidade. As facetas que apresentaram défices mais reduzidos foram os recursos económicos e a dependência da medicação. Nos domínios da Qualidade de Vida, os mais valorizados são o Psicológico e a Espiritualidade e o menos valorizado é o domínio Físico, em consonância com os resultados anteriores. No resultado global da Qualidade de Vida (as frequências mais elevadas situam-se nos valores 40, 50, 60), sendo o valor médio de 53.75.Do estudo 2, após análise de conteúdo emergiram cinco categorias: Avaliação subjetiva da doença, tratamento, relações sociais, percursos de vida e espiritualidade. As unidades de análise mais relevantes referem-se ao acompanhamento psicossocial, acompanhamento terapêutico, amigos e preocupações com o futuro. Os resultados sugerem recomendações no âmbito das políticas sociais mais pró ativas de empoderamento/desenvolvimento de capacitação, que conduzam à autonomia e inclusão desta população, programas de formação especializada dos cuidadores, com o objetivo de erradicar o estigma e a discriminação e contribuir para o fim das infeções por VIH e das mortes por SIDA.
Autores principais:Lopes, Ana Carmo Campos Reis Martinho
Assunto:VIH/SIDA Qualidade de vida Histórias de vida Políticas sociais HIV/AIDS Life Quality Life stories Social Politics
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este trabalho de investigação tem como objetivo, caracterizar, analisar e reconstituir as relações entre o autoconhecimento da seropositividade e as estratégias comportamentais que poderão induzir positivamente na melhoria da qualidade de vida das pessoas infetadas com VIH/SIDA. A investigação incluiu dois estudos distintos: estudo 1, sobre a avaliação do auto perceção da qualidade de vida, utilizado o método quantitativo através da aplicação da escala, WHOQOL-HIV dirigido a 150 pessoas. O estudo 2 sobre a vivência da doença aplicado, o método qualitativo através da análise de conteúdo de 10 Histórias de Vida. Ambos os estudos foram aplicados a pessoas infetadas com o VIH/SIDA, apoiadas pelos serviços da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Foram seguidos os procedimentos éticos e deontológicos inerentes à sensibilidade do tema em questão.No estudo 1, aplicado o teste de consistência interna, verificaram-se bons índices, estando assegurada a fiabilidade do estudo. As facetas mais valorizadas são transporte, autoestima e espiritualidade. As facetas que apresentaram défices mais reduzidos foram os recursos económicos e a dependência da medicação. Nos domínios da Qualidade de Vida, os mais valorizados são o Psicológico e a Espiritualidade e o menos valorizado é o domínio Físico, em consonância com os resultados anteriores. No resultado global da Qualidade de Vida (as frequências mais elevadas situam-se nos valores 40, 50, 60), sendo o valor médio de 53.75.Do estudo 2, após análise de conteúdo emergiram cinco categorias: Avaliação subjetiva da doença, tratamento, relações sociais, percursos de vida e espiritualidade. As unidades de análise mais relevantes referem-se ao acompanhamento psicossocial, acompanhamento terapêutico, amigos e preocupações com o futuro. Os resultados sugerem recomendações no âmbito das políticas sociais mais pró ativas de empoderamento/desenvolvimento de capacitação, que conduzam à autonomia e inclusão desta população, programas de formação especializada dos cuidadores, com o objetivo de erradicar o estigma e a discriminação e contribuir para o fim das infeções por VIH e das mortes por SIDA.