Publicação
Monitorização e medidas de gestão de Auchenorrhyncha em pomares de prunóideas na Beira Interior: estudo de caso de Asymmetrasca decedens
| Resumo: | Asymmetrasca decedens (Paoli) é uma cigarrinha-verde considerada como praga em prunóideas, na região Mediterrânica, pelas lesões provocadas através da alimentação, podendo transmitir fitoplasmas. A resistência a alguns insecticidas é conhecida e a sua fenologia variável, dependendo o número de gerações anuais do clima regional. Em 2013, A. decedens foi detectada em pomares de pessegueiros da Beira Interior (Portugal), onde tem provocado danos nos últimos anos. Entre os inimigos do pessegueiro, encontra-se também Xylella fastidiosa Wells et al., bactéria fitopatogénica transmitida por insectos detectada recentemente em Portugal. Procurou-se conhecer a fenologia de A. decedens em pomares de pessegueiros da Beira Interior, avaliando o efeito das condições ambientais na sua abundância e discutindo possíveis medidas de gestão e caracterizar a comunidade de Auchenorrhyncha, identificando potenciais vectores de X. fastidiosa. Entre as 33 espécies de Auchenorrhyncha identificadas, Philaenus spumarius (Linnaeus), Cicadella viridis (Linnaeus) e Cercopis intermedia Kirschbaum são potenciais vectores de X. fastidiosa. Registou-se, pela primeira vez em Portugal Continental, a ocorrência de Sophonia orientalis (Matsumura), uma espécie invasora no Hawaii. As espécies dominantes e mais frequentes foram A. decedens (em maior densidade) e Empoasca solani (Curtis). Empoasca solani colonizou inicialmente os pomares, ocorrendo ao longo do período de amostragem, e atingiu o seu máximo populacional a 29 de Junho de 2018. Pouco depois, seguiu-se o aparecimento regular de A. decedens, que até 15 de Junho ocorreu pontualmente, concentrando-se 87% das capturas entre 3 de Agosto e 14 de Setembro, data em que atingiu o seu máximo populacional. A determinação das dinâmicas populacionais das cigarrinhas verdes permitiu confirmar a associação de A. decedens aos danos observados nos pessegueiros e identificar os períodos óptimos para a aplicação de insecticidas no controlo dos adultos. A presença de vectores competentes de X. fastidiosa confirma o risco de disseminação natural da bactéria nos pomares, caso se expanda para a região. |
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| Autores principais: | Guerreiro, Vera Lúcia Duarte |
| Assunto: | Empoasca Fenologia Gestão integrada de pragas Pessegueiro Xylella fastidiosa Teses de mestrado - 2020 |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Asymmetrasca decedens (Paoli) é uma cigarrinha-verde considerada como praga em prunóideas, na região Mediterrânica, pelas lesões provocadas através da alimentação, podendo transmitir fitoplasmas. A resistência a alguns insecticidas é conhecida e a sua fenologia variável, dependendo o número de gerações anuais do clima regional. Em 2013, A. decedens foi detectada em pomares de pessegueiros da Beira Interior (Portugal), onde tem provocado danos nos últimos anos. Entre os inimigos do pessegueiro, encontra-se também Xylella fastidiosa Wells et al., bactéria fitopatogénica transmitida por insectos detectada recentemente em Portugal. Procurou-se conhecer a fenologia de A. decedens em pomares de pessegueiros da Beira Interior, avaliando o efeito das condições ambientais na sua abundância e discutindo possíveis medidas de gestão e caracterizar a comunidade de Auchenorrhyncha, identificando potenciais vectores de X. fastidiosa. Entre as 33 espécies de Auchenorrhyncha identificadas, Philaenus spumarius (Linnaeus), Cicadella viridis (Linnaeus) e Cercopis intermedia Kirschbaum são potenciais vectores de X. fastidiosa. Registou-se, pela primeira vez em Portugal Continental, a ocorrência de Sophonia orientalis (Matsumura), uma espécie invasora no Hawaii. As espécies dominantes e mais frequentes foram A. decedens (em maior densidade) e Empoasca solani (Curtis). Empoasca solani colonizou inicialmente os pomares, ocorrendo ao longo do período de amostragem, e atingiu o seu máximo populacional a 29 de Junho de 2018. Pouco depois, seguiu-se o aparecimento regular de A. decedens, que até 15 de Junho ocorreu pontualmente, concentrando-se 87% das capturas entre 3 de Agosto e 14 de Setembro, data em que atingiu o seu máximo populacional. A determinação das dinâmicas populacionais das cigarrinhas verdes permitiu confirmar a associação de A. decedens aos danos observados nos pessegueiros e identificar os períodos óptimos para a aplicação de insecticidas no controlo dos adultos. A presença de vectores competentes de X. fastidiosa confirma o risco de disseminação natural da bactéria nos pomares, caso se expanda para a região. |
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