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Tsunami: Contributos da Arquitetura Paisagista para a Resiliência

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Resumo:O presente trabalho visa ressaltar as contribuições da arquitetura paisagista na redução de risco de desastres causados por tsunamis através da implementação de soluções ecológicas, que apesar de se julgar serem deste século XXI e resultarem do alerta à crise climática atual e da procura pelo desenvolvimento sustentável, fazem parte das competências e funções do arquiteto paisagista em Portugal desde a década de 50 do século XX. Foi realizada uma investigação acerca das zonas costeiras e das suas vulnerabilidades aos desastres causados por eventos naturais extremos, especificamente ao fenómeno tsunami no contexto tecnológico atual. Os conceitos introdutórios de risco e os seus fatores são a base do estudo para a redução de risco, envolvendo os técnicos de planeamento da cidade e suas tomadas de decisão, como também os cientistas e técnicos de áreas diversas, órgãos legisladores, fiscalizadores, instituições de proteção civil, empresários, sociedade e stakeholders. O núcleo central no desenvolvimento da pesquisa incide sobre a função dos ecossistemas como atenuadores dos eventos naturais extremos em experiências mundiais, a vital importância de os manter íntegros e a necessidade de os reforçar, e as oportunidades para o uso eficaz de soluções ecológicas aliadas a uma gestão integrada e adaptativa, que revela as interdependências sistémicas e aponta para o incremento da resiliência do território. As cidades reconstruídas no Japão depois de 2011 mostram o “trabalhar com a natureza”, a estratégia de várias camadas para minimização e controle dos danos provocados pelos tsunamis frequentes, a importância do poder social, os avanços nas tecnologias verdes e os esforços para garantir a continuidade e perpetuar as técnicas e tradições em paisagens culturais. Ao analisar a Área Metropolitana de Lisboa sob a ótica do risco, dramaticamente impactada pelo terramoto de 1755 e pelos anteriores (como em 1356, 1531 e 1722), identificam-se muitos pontos críticos que podem ser trabalhados para a redução de risco em vários setores, de forma a minimizar os efeitos sociais, económicos, patrimoniais e ambientais de um novo tsunami. As simulações realizadas pelos cientistas nos últimos anos mostraram-se cruciais na elaboração das cartas de suscetibilidade que apontam as regiões ribeirinhas como mais vulneráveis e fundamentam o entendimento dos efeitos do fenómeno tsunami sobre o Estuário do Tejo. Com foco na ampliação de resiliência do território, na redução de risco de desastre e na salvaguarda do património histórico propõe-se um conceito de intervenção de base natural para as zonas ribeirinhas, nomeadamente para a Freguesia do Seixal, que pode ser aplicado em outras partes do Estuário do Tejo.
Autores principais:Xavier, Fabíola de Sousa
Assunto:tsunami resiliência soluções ecológicas redução de risco de desastre Estuário do Tejo resilience nature-based solutions disaster risk reduction Tagus Estuary
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente trabalho visa ressaltar as contribuições da arquitetura paisagista na redução de risco de desastres causados por tsunamis através da implementação de soluções ecológicas, que apesar de se julgar serem deste século XXI e resultarem do alerta à crise climática atual e da procura pelo desenvolvimento sustentável, fazem parte das competências e funções do arquiteto paisagista em Portugal desde a década de 50 do século XX. Foi realizada uma investigação acerca das zonas costeiras e das suas vulnerabilidades aos desastres causados por eventos naturais extremos, especificamente ao fenómeno tsunami no contexto tecnológico atual. Os conceitos introdutórios de risco e os seus fatores são a base do estudo para a redução de risco, envolvendo os técnicos de planeamento da cidade e suas tomadas de decisão, como também os cientistas e técnicos de áreas diversas, órgãos legisladores, fiscalizadores, instituições de proteção civil, empresários, sociedade e stakeholders. O núcleo central no desenvolvimento da pesquisa incide sobre a função dos ecossistemas como atenuadores dos eventos naturais extremos em experiências mundiais, a vital importância de os manter íntegros e a necessidade de os reforçar, e as oportunidades para o uso eficaz de soluções ecológicas aliadas a uma gestão integrada e adaptativa, que revela as interdependências sistémicas e aponta para o incremento da resiliência do território. As cidades reconstruídas no Japão depois de 2011 mostram o “trabalhar com a natureza”, a estratégia de várias camadas para minimização e controle dos danos provocados pelos tsunamis frequentes, a importância do poder social, os avanços nas tecnologias verdes e os esforços para garantir a continuidade e perpetuar as técnicas e tradições em paisagens culturais. Ao analisar a Área Metropolitana de Lisboa sob a ótica do risco, dramaticamente impactada pelo terramoto de 1755 e pelos anteriores (como em 1356, 1531 e 1722), identificam-se muitos pontos críticos que podem ser trabalhados para a redução de risco em vários setores, de forma a minimizar os efeitos sociais, económicos, patrimoniais e ambientais de um novo tsunami. As simulações realizadas pelos cientistas nos últimos anos mostraram-se cruciais na elaboração das cartas de suscetibilidade que apontam as regiões ribeirinhas como mais vulneráveis e fundamentam o entendimento dos efeitos do fenómeno tsunami sobre o Estuário do Tejo. Com foco na ampliação de resiliência do território, na redução de risco de desastre e na salvaguarda do património histórico propõe-se um conceito de intervenção de base natural para as zonas ribeirinhas, nomeadamente para a Freguesia do Seixal, que pode ser aplicado em outras partes do Estuário do Tejo.