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A função paterna e o desenvolvimento infantil : influência da gratificação parental e da presença versus ausência nos primórdios do auto-conceito da criança

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Resumo:No presente estudo, pretendemos analisar, em que medida, aspectos da paternidade como a gratificação parental denunciada na interacção precoce com a criança, bem como a presença vs ausência da figura paterna, poderão ter impacto ao nível do desenvolvimento da criança, mais especificamente no início da construção do seu auto-conceito. No trabalho participaram 39 crianças, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 4 e os 5 anos, bem como os respectivos pais. Para avaliar as diferentes dimensões que constituem o auto-conceito, utilizou-se a adaptação portuguesa da Escala de Auto-conceito para crianças em idade pré-escolar de Susan Harter (1984), e aos pais aplicou-se uma versão adaptada da Escala de Gratificação Parental desenvolvida por Berverly Fagot (1995). Os resultados foram sujeitos a uma análise diferencial e correlacional. As evidências apontam para a existência de uma forte associação entre a elevada gratificação parental e a presença paterna no núcleo familiar. Parece sobressair, ainda, uma forte ligação entre a aceitação que a criança sente por parte dos pares e a presença da figura paterna. Os dados sugerem, também, que essa dimensão de aceitabilidade social da criança se associa, em parte, a um maior nível de gratificação parental do pai. Numa análise complementar, encontrámos evidências que parecem indicar que a gratificação sentida pelo pai, nas actividades que remetem para a relação de cuidar, influencia positivamente a forma com a criança se auto-percepciona nas dimensões de aceitação de pares, de competência física e de competência cognitiva. As evidências empíricas encontradas revelaram-se pertinentes para, de alguma forma, aumentar a compreensão acerca da intervenção precoce da figura paterna nos primórdios da vida psíquica da criança. Mais especificamente, a gratificação que o pai retira da interacção com a criança, na relação de cuidar, parece ajudá-la na construção de um sentimento de Si mais positivo e seguro.
Autores principais:Serôdio, Sofia Gonçalves
Assunto:Paternidade Auto-conceito Desenvolvimento infantil Teses de mestrado - 2009
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:No presente estudo, pretendemos analisar, em que medida, aspectos da paternidade como a gratificação parental denunciada na interacção precoce com a criança, bem como a presença vs ausência da figura paterna, poderão ter impacto ao nível do desenvolvimento da criança, mais especificamente no início da construção do seu auto-conceito. No trabalho participaram 39 crianças, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 4 e os 5 anos, bem como os respectivos pais. Para avaliar as diferentes dimensões que constituem o auto-conceito, utilizou-se a adaptação portuguesa da Escala de Auto-conceito para crianças em idade pré-escolar de Susan Harter (1984), e aos pais aplicou-se uma versão adaptada da Escala de Gratificação Parental desenvolvida por Berverly Fagot (1995). Os resultados foram sujeitos a uma análise diferencial e correlacional. As evidências apontam para a existência de uma forte associação entre a elevada gratificação parental e a presença paterna no núcleo familiar. Parece sobressair, ainda, uma forte ligação entre a aceitação que a criança sente por parte dos pares e a presença da figura paterna. Os dados sugerem, também, que essa dimensão de aceitabilidade social da criança se associa, em parte, a um maior nível de gratificação parental do pai. Numa análise complementar, encontrámos evidências que parecem indicar que a gratificação sentida pelo pai, nas actividades que remetem para a relação de cuidar, influencia positivamente a forma com a criança se auto-percepciona nas dimensões de aceitação de pares, de competência física e de competência cognitiva. As evidências empíricas encontradas revelaram-se pertinentes para, de alguma forma, aumentar a compreensão acerca da intervenção precoce da figura paterna nos primórdios da vida psíquica da criança. Mais especificamente, a gratificação que o pai retira da interacção com a criança, na relação de cuidar, parece ajudá-la na construção de um sentimento de Si mais positivo e seguro.