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Contribuição para o estudo do desenvolvimento de colangite em gatos com lipidose hepática

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Nesta dissertação pretendeu-se relacionar a lipidose hepática felina e a colangite neutrofílica, considerando a hipótese de que a primeira pudesse predispor ou conduzir ao desenvolvimento da segunda. Com base em 9 casos clínicos realizou-se também a caracterização e a comparação dos achados clínicos, dos parâmetros analíticos, da ecografia abdominal, da citologia hepática e da microbiológia de bílis, entre animais com suspeita de uma destas afeções ou ambas. Os critérios de inclusão abrangeram felinos, independentemente do sexo ou idade, que apresentassem alterações ecográficas e/ou ao exame citológico compatíveis com lipidose hepática felina e/ou colangite, e aos quais tivesse sido realizada cultura microbiológica de bílis. A citologia hepática foi realizada em 67% destes animais e permitiu a sua separação em grupos e subgrupos. No grupo A incluiram-se os animais com evidências de lipidose hepática felina confirmada citologicamente - casos 1,2,4,7,8, (56%) e no grupo B os animais com suspeita desta doença, mas sem evidências da mesma ao exame citológico - caso 5 (11%). No grupo C incluiram-se os animais com suspeita clínica, analítica e imagiológica destas doenças, mas sem registo de citologia hepática - casos 3, 6 e 9 (33%). O grupo A foi ainda subdividido em A1 e A2, tendo por base a suspeita de colangite concomitante ou não, respetivamente. Todos os animais motraram alterações da ecotextura hepática - 89% exibiram hiperecogenecidade hepática e apenas 11% (grupo B) hipoecogenecidade. Deste modo conclui-se que a presença concomitante de lipidose hepática felina pode ser a razão do aumento da ecogenecidade hepática muitas vezes descrito nos animais com colangite. Dos animais submetidos a exame citológico, 83% identificou-se a presença de alterações compatíveis com a presença de lipidose hepática felina. Nos animais suspeitos de terem colangite, apenas foi possível observar presença de conteúdo inflamatório como no caso 5 (grupo B). Este resultado mostra que, na presença das duas doenças em concomitância, a citologia hepática preveligia o diagnostico de lipidose hepática felina, o que conduz a um diagnostico plausível, mas inapropriado desta afeção. Nestas situações recomenda- se a realização de histopatologia. Na cultura microbiológica de bílis mostrou-se negativa em 88% da amostra. Relativamente ao grupo com suspeita de colangite, a taxa de positividade foi de 14% (1 caso positivo). A cultura foi positiva ao crescimento de Staphylococcus epidermidis. A taxa de culturas positivas foi baixa e o microorganismo em questão pode ter sido isolado devido a contaminação cutânea da amostra ou pelos hábitos felinos de grooming. As maiores limitações do presente estudo passam pela baixa amostragem e pelo fato de não terem sido realizadas histopatologias hepáticas. Por esta última razão não foi possível fazer o diagnóstico definitivo de uma das afeções em estudo (colangite) e não foram observadas alterações do parênquima hepático que permitissem estabelecer a relação pretendida entre as duas doenças.
Autores principais:Reis, Tânia Cristina Resendes dos
Assunto:Lipidose hepática felina colangite bílis Feline hepatic lipidosis cholangitis bile
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Nesta dissertação pretendeu-se relacionar a lipidose hepática felina e a colangite neutrofílica, considerando a hipótese de que a primeira pudesse predispor ou conduzir ao desenvolvimento da segunda. Com base em 9 casos clínicos realizou-se também a caracterização e a comparação dos achados clínicos, dos parâmetros analíticos, da ecografia abdominal, da citologia hepática e da microbiológia de bílis, entre animais com suspeita de uma destas afeções ou ambas. Os critérios de inclusão abrangeram felinos, independentemente do sexo ou idade, que apresentassem alterações ecográficas e/ou ao exame citológico compatíveis com lipidose hepática felina e/ou colangite, e aos quais tivesse sido realizada cultura microbiológica de bílis. A citologia hepática foi realizada em 67% destes animais e permitiu a sua separação em grupos e subgrupos. No grupo A incluiram-se os animais com evidências de lipidose hepática felina confirmada citologicamente - casos 1,2,4,7,8, (56%) e no grupo B os animais com suspeita desta doença, mas sem evidências da mesma ao exame citológico - caso 5 (11%). No grupo C incluiram-se os animais com suspeita clínica, analítica e imagiológica destas doenças, mas sem registo de citologia hepática - casos 3, 6 e 9 (33%). O grupo A foi ainda subdividido em A1 e A2, tendo por base a suspeita de colangite concomitante ou não, respetivamente. Todos os animais motraram alterações da ecotextura hepática - 89% exibiram hiperecogenecidade hepática e apenas 11% (grupo B) hipoecogenecidade. Deste modo conclui-se que a presença concomitante de lipidose hepática felina pode ser a razão do aumento da ecogenecidade hepática muitas vezes descrito nos animais com colangite. Dos animais submetidos a exame citológico, 83% identificou-se a presença de alterações compatíveis com a presença de lipidose hepática felina. Nos animais suspeitos de terem colangite, apenas foi possível observar presença de conteúdo inflamatório como no caso 5 (grupo B). Este resultado mostra que, na presença das duas doenças em concomitância, a citologia hepática preveligia o diagnostico de lipidose hepática felina, o que conduz a um diagnostico plausível, mas inapropriado desta afeção. Nestas situações recomenda- se a realização de histopatologia. Na cultura microbiológica de bílis mostrou-se negativa em 88% da amostra. Relativamente ao grupo com suspeita de colangite, a taxa de positividade foi de 14% (1 caso positivo). A cultura foi positiva ao crescimento de Staphylococcus epidermidis. A taxa de culturas positivas foi baixa e o microorganismo em questão pode ter sido isolado devido a contaminação cutânea da amostra ou pelos hábitos felinos de grooming. As maiores limitações do presente estudo passam pela baixa amostragem e pelo fato de não terem sido realizadas histopatologias hepáticas. Por esta última razão não foi possível fazer o diagnóstico definitivo de uma das afeções em estudo (colangite) e não foram observadas alterações do parênquima hepático que permitissem estabelecer a relação pretendida entre as duas doenças.