Publicação
Risco e cosmopolitismo: ambiente, modernidade e Europa no pensamento de Ulrich Beck
| Resumo: | Esta dissertação insere-se nas áreas de Filosofia do Ambiente e Filosofia Política e pretende levar a cabo a análise do pensamento de Ulrich Beck, sociólogo alemão e autor da obra Risk Society. Partindo do conceito de Sociedade de Risco elaborado por Beck, tenta-se averiguar a forma como a presença do risco nas sociedades contemporâneas, sociedades industrialmente avançadas dominadas pela incerteza e pela insegurança devido à eclosão de desastres ambientais e tecnológicos de dimensão global e cujas efeitos não são totalmente previsíveis, conduziu a importantes alterações nas principais instâncias responsáveis pelo desenvolvimento do projecto da Modernidade - ciência, tecnologia e política -, provocando com isso um clima de descontinuidade e ruptura com os paradigmas fundamentais do pensamento moderno, nomeadamente com o seu paradigma tecnocientífico fundado no século XVII por Francis Bacon e Descartes, obrigando o momento actual da Modernidade a uma confrontação crítica com as consequências nocivas das suas inúmeras conquistas , algo que Beck designa como Modernidade Reflexiva. Perante ameaças de dimensão global, a solução para os problemas da Sociedade de Risco consiste num esforço de cooperação internacional a nível das instituições políticas. Nesse sentido, tenta-se averiguar, na segunda parte deste estudo, a forma como o Cosmopolitismo, como elemento primordial de uma nova cultura política em era de globalização, e a Europa, como modelo de instituições transnacionais, poderão contribuir para a resolução das diversas ameaças com que se confrontada a sociedade contemporânea. |
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| Autores principais: | Rego, Bruno Paulo Castendo |
| Assunto: | Beck, Ulrich, 1944-2015 - Crítica e interpretação Filosofia da natureza Filosofia do ambiente Modernidade - Europa - séc.20 Cosmopolitismo Teses de mestrado - 2008 |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Esta dissertação insere-se nas áreas de Filosofia do Ambiente e Filosofia Política e pretende levar a cabo a análise do pensamento de Ulrich Beck, sociólogo alemão e autor da obra Risk Society. Partindo do conceito de Sociedade de Risco elaborado por Beck, tenta-se averiguar a forma como a presença do risco nas sociedades contemporâneas, sociedades industrialmente avançadas dominadas pela incerteza e pela insegurança devido à eclosão de desastres ambientais e tecnológicos de dimensão global e cujas efeitos não são totalmente previsíveis, conduziu a importantes alterações nas principais instâncias responsáveis pelo desenvolvimento do projecto da Modernidade - ciência, tecnologia e política -, provocando com isso um clima de descontinuidade e ruptura com os paradigmas fundamentais do pensamento moderno, nomeadamente com o seu paradigma tecnocientífico fundado no século XVII por Francis Bacon e Descartes, obrigando o momento actual da Modernidade a uma confrontação crítica com as consequências nocivas das suas inúmeras conquistas , algo que Beck designa como Modernidade Reflexiva. Perante ameaças de dimensão global, a solução para os problemas da Sociedade de Risco consiste num esforço de cooperação internacional a nível das instituições políticas. Nesse sentido, tenta-se averiguar, na segunda parte deste estudo, a forma como o Cosmopolitismo, como elemento primordial de uma nova cultura política em era de globalização, e a Europa, como modelo de instituições transnacionais, poderão contribuir para a resolução das diversas ameaças com que se confrontada a sociedade contemporânea. |
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