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Brain-muscle coupling and intermuscular coordination in high-speed knee movements performed to fatigue and their role on hamstring strain injuries

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A diminuição da frequência gestual dos dedos com movimentos repetitivos de máxima velocidade (motor slowing) tem demonstrado uma resposta consistente e uma forte dependência do controlo supraspinal. O estudo de um segmento maior permitiria estabelecer um comportamento comum de motor slowing mas também mecanismos regulatórios centrais e periféricos do exercício. O movimento rápido das pernas é também um mecanismo relevante de lesão dos isquiotibiais no futebol, e as suas repercussões supraespinais permanecem inexploradas. Este projeto teve como objetivo: i) caracterizar o motor slowing das pernas, a sua fiabilidade, e a eletrofisiologia associada; ii) determinar se uma tarefa simples de motor slowing diferencia futebolistas com e sem historial de lesões nos isquiotibiais; e iii) investigar as diferenças na atividade cerebral e muscular entre jogadores de futebol com e sem historial de lesões nos isquiotibiais. Foi realizada uma revisão da literatura para estabelecer o conhecimento atual sobre o controlo de movimentos rápidos. A execução correta da tarefa, dados normativos de motor slowing das pernas e a eletrofisiologia cerebral e muscular associada foram estabelecidos em indivíduos saudáveis. A mesma tarefa foi aplicada em futebolistas, onde aqueles com lesão prévia nos isquiotibiais apresentaram uma frequência gestual mais alta, atividade cerebral demonstrativa de uma maior carga cognitiva e uso de recursos atencionais, e atividade muscular e co-contração agonista-antagonista mais reduzidas. Finalmente, o motor slowing dos dedos e das pernas foi comparado em futebolistas; embora ambos tenham mostrado uma trajetória semelhante, houve uma maior perda nos dedos. As principais conclusões são: i) a frequência gestual das pernas pode ser medida de forma fiável e mostra um padrão claro de motor slowing associado a diminuições na atividade cerebral após um pico inicial, diminuição da atividade muscular agonista e da coerência corticomuscular com fadiga; ii) a tarefa usada foi capaz de diferenciar futebolistas com e sem historial de lesão nos isquiotibiais; e iii) futebolistas com lesões anteriores nos isquiotibiais mostram um maior uso de recursos centrais e menor atividade muscular durante uma tarefa de máxima velocidade .
Autores principais:Correia,José Pedro de Almeida Martins
Assunto:Electroencephalography Electromyogaphy Fatigue Hamstring strain injury Motor slowing Eletroencefalografia Eletromiografia Fadiga Lesão dos isquibiais Motor slowing
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A diminuição da frequência gestual dos dedos com movimentos repetitivos de máxima velocidade (motor slowing) tem demonstrado uma resposta consistente e uma forte dependência do controlo supraspinal. O estudo de um segmento maior permitiria estabelecer um comportamento comum de motor slowing mas também mecanismos regulatórios centrais e periféricos do exercício. O movimento rápido das pernas é também um mecanismo relevante de lesão dos isquiotibiais no futebol, e as suas repercussões supraespinais permanecem inexploradas. Este projeto teve como objetivo: i) caracterizar o motor slowing das pernas, a sua fiabilidade, e a eletrofisiologia associada; ii) determinar se uma tarefa simples de motor slowing diferencia futebolistas com e sem historial de lesões nos isquiotibiais; e iii) investigar as diferenças na atividade cerebral e muscular entre jogadores de futebol com e sem historial de lesões nos isquiotibiais. Foi realizada uma revisão da literatura para estabelecer o conhecimento atual sobre o controlo de movimentos rápidos. A execução correta da tarefa, dados normativos de motor slowing das pernas e a eletrofisiologia cerebral e muscular associada foram estabelecidos em indivíduos saudáveis. A mesma tarefa foi aplicada em futebolistas, onde aqueles com lesão prévia nos isquiotibiais apresentaram uma frequência gestual mais alta, atividade cerebral demonstrativa de uma maior carga cognitiva e uso de recursos atencionais, e atividade muscular e co-contração agonista-antagonista mais reduzidas. Finalmente, o motor slowing dos dedos e das pernas foi comparado em futebolistas; embora ambos tenham mostrado uma trajetória semelhante, houve uma maior perda nos dedos. As principais conclusões são: i) a frequência gestual das pernas pode ser medida de forma fiável e mostra um padrão claro de motor slowing associado a diminuições na atividade cerebral após um pico inicial, diminuição da atividade muscular agonista e da coerência corticomuscular com fadiga; ii) a tarefa usada foi capaz de diferenciar futebolistas com e sem historial de lesão nos isquiotibiais; e iii) futebolistas com lesões anteriores nos isquiotibiais mostram um maior uso de recursos centrais e menor atividade muscular durante uma tarefa de máxima velocidade .