Publicação
O cultivar do interior algarvio
| Resumo: | Com o desenvolvimento e a centralização dos serviços nas cidades o abandono do meio rural foi grande e despovoou o interior de Portugal, em favor do litoral. No Algarve, esse fenómeno foi potenciado pelo desenvolvimento turístico e crescimento da indústria do “sol e praia”. O território do interior ficou ao abandono pois a população fugia do trabalho rigoroso do campo em busca de melhores condições de vida na cidade. Com o avanço tecnológico e a utilização de máquinas na agricultura agilizaram-se processos agrícolas e desenvolveram-se novas formas de trabalhar, o que minimizou, em parte, os efeitos negativos deste êxodo. No Algarve o problema mantém-se. A maioria da população vive no litoral e trabalha no sector terciário; a população que vive no interior trabalha na agricultura e não consegue valorizar suficientemente os seus produtos agrícolas tradicionais. Falta organização aos produtores, formação e conhecimento para que se unam e desenvolvam em conjunto uma valorização do que produzem. Os produtos são vendidos em bruto, sem qualquer tipo de transformação, e dessa forma não é possível obter maiores lucros e atividades financeiramente sustentáveis. Este projeto pretende ajudar a criar no interior algarvio uma cooperativa de produtores locais que explorem algumas das riquezas da produção local: o medronho, o mel, e as ervas aromáticas. A cooperativa seria um contributo para o desenvolvimento do território e iria atrair população para trabalhar e permanecer no local, funcionando ligada a um centro interpretativo de valorização do interior algarvio, para que existisse uma relação próxima e esclarecida entre ambiente, produto, produtor e consumidor. Foi escolhida a aldeia do Talurdo, no concelho de Silves, pela sua localização geográfica interior e próxima dessas matérias-primas, pela existência de habitações e rede elétrica, e pela proximidade de pequenos produtores instalados. O presente estudo terminará com uma estratégia de reocupação e desenvolvimento local que possa conferir à aldeia do Talurdo um programa adequado, sustentável do ponto de vista histórico-cultural, arquitetónico, ambiental e, sempre importante e decisivo, economicamente viável. |
|---|---|
| Autores principais: | Ramos, Rita Carmo |
| Assunto: | Arquitectura popular Sustentabilidade Ocupação territorial Produção agrícola Meio rural Desenvolvimento local Popular architecture Sustainability Territorial occupation Agricultural production Rural environment Local development |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Com o desenvolvimento e a centralização dos serviços nas cidades o abandono do meio rural foi grande e despovoou o interior de Portugal, em favor do litoral. No Algarve, esse fenómeno foi potenciado pelo desenvolvimento turístico e crescimento da indústria do “sol e praia”. O território do interior ficou ao abandono pois a população fugia do trabalho rigoroso do campo em busca de melhores condições de vida na cidade. Com o avanço tecnológico e a utilização de máquinas na agricultura agilizaram-se processos agrícolas e desenvolveram-se novas formas de trabalhar, o que minimizou, em parte, os efeitos negativos deste êxodo. No Algarve o problema mantém-se. A maioria da população vive no litoral e trabalha no sector terciário; a população que vive no interior trabalha na agricultura e não consegue valorizar suficientemente os seus produtos agrícolas tradicionais. Falta organização aos produtores, formação e conhecimento para que se unam e desenvolvam em conjunto uma valorização do que produzem. Os produtos são vendidos em bruto, sem qualquer tipo de transformação, e dessa forma não é possível obter maiores lucros e atividades financeiramente sustentáveis. Este projeto pretende ajudar a criar no interior algarvio uma cooperativa de produtores locais que explorem algumas das riquezas da produção local: o medronho, o mel, e as ervas aromáticas. A cooperativa seria um contributo para o desenvolvimento do território e iria atrair população para trabalhar e permanecer no local, funcionando ligada a um centro interpretativo de valorização do interior algarvio, para que existisse uma relação próxima e esclarecida entre ambiente, produto, produtor e consumidor. Foi escolhida a aldeia do Talurdo, no concelho de Silves, pela sua localização geográfica interior e próxima dessas matérias-primas, pela existência de habitações e rede elétrica, e pela proximidade de pequenos produtores instalados. O presente estudo terminará com uma estratégia de reocupação e desenvolvimento local que possa conferir à aldeia do Talurdo um programa adequado, sustentável do ponto de vista histórico-cultural, arquitetónico, ambiental e, sempre importante e decisivo, economicamente viável. |
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