Publicação
Cartografia geológica digital em SIG: aplicação à Ilha de Santa Luzia, Arquipélago de Cabo Verde
| Resumo: | A ilha de Santa Luzia apresenta características muito particulares no contexto do Arquipélago de Cabo Verde pelo facto de ser a única ilha desabitada e desértica deste território. Esta situação deve-se fundamentalmente ao clima muito seco e quente, em que a falta de água contribui para um terreno árido, com flora esparsa e seca. Estes factores, associados à falta de infra-estruturas e meios logísticos (ausência de electricidade, transportes, etc.), explicam a carência de estudos geológicos realizados nesta região insular, sendo que, nas últimas décadas, a única referência existente está inserida no trabalho intitulado “A Geologia do Arquipélago de Cabo Verde”, de J. Bacelar Bebiano, publicado em 1932. Mais recentemente, em 2008, no âmbito do projecto de investigação “PLINT: interacção pluma-litosfera em Cabo Verde (POCTI/CTA/45802 /2002; FCT/FEDER)”, desenvolveram-se trabalhos de campo com vista à elaboração da cartografia geológica da ilha, assim como, à recolha de amostras com o propósito de realizar estudos de geoquímica elementar e isotópica das suas rochas magmáticas. Na sequência desta última missão geológica, e com base naquelas minutas de campo, o trabalho que agora se apresenta tem como objectivo principal a produção do Mapa Geológico da ilha de Santa Luzia, na escala 1:15.000, utilizando ferramentas de desenho vectorial e técnicas de análise espacial inseridas em sistemas de informação geográfica (ArcGIS 10.1). Neste sentido, efectuou-se a rasterização, georreferenciação e vectorização dos mapas de campo e, aos vários objectos espaciais, foi associada uma tabela de atributos com a informação geológica disponível. O padrão de afloramentos final foi completado recorrendo a dados provenientes de fotointerpretação (ortofotomapas e imagens de satélite), assim como, a dados geomorfológicos retirados de modelos temáticos de elevação, declives e de sombra. Pretende-se com o presente caso de estudo propor uma metodologia de trabalho na produção digital de cartografia geológica, integrada em sistemas de informação geográfica. |
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| Autores principais: | Gonçalves, Daniel da Silva |
| Assunto: | Cabo Verde Santa Luzia Cartografia geológica SIG Modelo digital de terreno Teses de mestrado - 2015 |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A ilha de Santa Luzia apresenta características muito particulares no contexto do Arquipélago de Cabo Verde pelo facto de ser a única ilha desabitada e desértica deste território. Esta situação deve-se fundamentalmente ao clima muito seco e quente, em que a falta de água contribui para um terreno árido, com flora esparsa e seca. Estes factores, associados à falta de infra-estruturas e meios logísticos (ausência de electricidade, transportes, etc.), explicam a carência de estudos geológicos realizados nesta região insular, sendo que, nas últimas décadas, a única referência existente está inserida no trabalho intitulado “A Geologia do Arquipélago de Cabo Verde”, de J. Bacelar Bebiano, publicado em 1932. Mais recentemente, em 2008, no âmbito do projecto de investigação “PLINT: interacção pluma-litosfera em Cabo Verde (POCTI/CTA/45802 /2002; FCT/FEDER)”, desenvolveram-se trabalhos de campo com vista à elaboração da cartografia geológica da ilha, assim como, à recolha de amostras com o propósito de realizar estudos de geoquímica elementar e isotópica das suas rochas magmáticas. Na sequência desta última missão geológica, e com base naquelas minutas de campo, o trabalho que agora se apresenta tem como objectivo principal a produção do Mapa Geológico da ilha de Santa Luzia, na escala 1:15.000, utilizando ferramentas de desenho vectorial e técnicas de análise espacial inseridas em sistemas de informação geográfica (ArcGIS 10.1). Neste sentido, efectuou-se a rasterização, georreferenciação e vectorização dos mapas de campo e, aos vários objectos espaciais, foi associada uma tabela de atributos com a informação geológica disponível. O padrão de afloramentos final foi completado recorrendo a dados provenientes de fotointerpretação (ortofotomapas e imagens de satélite), assim como, a dados geomorfológicos retirados de modelos temáticos de elevação, declives e de sombra. Pretende-se com o presente caso de estudo propor uma metodologia de trabalho na produção digital de cartografia geológica, integrada em sistemas de informação geográfica. |
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