Publicação
Actividade matemática escolar : modelação e ferramentas computacionais
| Resumo: | O presente estudo incide na actividade dos alunos na exploração de propostas de modelação e aplicações da Matemática a situações da realidade, com recurso a uma ferramenta computacional. Assim, como objectivo principal deste estudo, procura-se responder à questão Como é que a utilização de uma ferramenta computacional e a actividade dos alunos estão relacionadas? através da procura de respostas para as seguintes questões: (i) Como é que os alunos utilizam e interagem com a ferramenta computacional? (ii) Qual o papel desempenhado pelas representações computacionais? A parte empírica do estudo foi concretizada numa numa do 11º ano de escolaridade, onde foi implementada uma experiência pedagógica, cujo pressuposto fundamental era a ideia de que aprender matemática é também aprender a aplicá-la a situações da realidade. A recolha de dados (de natureza qualitativa) efectuou-se através da observação presencial da investigadora e foi complementada com a gravação em vídeo de: (a) as sessões de trabalho da turma, (b) um grupo de três alunas e, (c) a imagem do ecrã do computador desse grupo. A análise dos dados consistiu numa reconstrução e interpretação dos episódios considerados mais significativos no que diz respeito à actividade das alunas. As principais conclusões deste estudo podem ser resumidas da seguinte forma: (1) a actividade desenvolvida pelas alunas, patenteou características que mostram que as alunas estiveram atiradas para a acção (independentemente da sua vontade), numa situação em que já estavam a actuar; ou seja, as alunas viveram uma experiência de thrownness: (2) existiram múltiplas formas de participação de cada uma das três alunas na actividade e estas variaram no seu grau de envolvimento e complexidade; (3) durante essa actividade ocorreram diferentes modos de partilha — de linguagem, de tarefas, de experiências e de conhecimentos — que ilustram que a cognição das alunas se distribuiu entre elas e entre elas e a ferramenta computacional; (4) a ferramenta computacional funcionou sucessivamente como depósito, parceiro intelectual e parceiro mais experiente: (5) Além de uma relação de parceria intelectual (em que a ferramenta computacional parecia uma extensão das própria alunas), as alunas estabeleceram ainda uma relação de interdependência mútua com a ferramenta em que as acções das alunas e as respostas da ferramenta se definiram umas às outras; (6) duas das representações computacionais (gráfico e tabela) funcionaram em diferentes momentos e para alunas diferentes, como ferramentas mesmo-à-mão-e-prontas-a-usar cujas propriedades só se tomaram visíveis para as alunas em situações de ruptura; (7) o contexto de aprendizagem revelou-se especialmente importante nos processos desenvolvidos pelas alunas durante a actividade; (8) existe evidência de que se deve encarar a aprendizagem como um fenómeno social. |
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| Autores principais: | Amorim, Isabel |
| Assunto: | Actividade matemática Aplicações Aprendizagem Teses de mestrado - 1997 |
| Ano: | 1997 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente estudo incide na actividade dos alunos na exploração de propostas de modelação e aplicações da Matemática a situações da realidade, com recurso a uma ferramenta computacional. Assim, como objectivo principal deste estudo, procura-se responder à questão Como é que a utilização de uma ferramenta computacional e a actividade dos alunos estão relacionadas? através da procura de respostas para as seguintes questões: (i) Como é que os alunos utilizam e interagem com a ferramenta computacional? (ii) Qual o papel desempenhado pelas representações computacionais? A parte empírica do estudo foi concretizada numa numa do 11º ano de escolaridade, onde foi implementada uma experiência pedagógica, cujo pressuposto fundamental era a ideia de que aprender matemática é também aprender a aplicá-la a situações da realidade. A recolha de dados (de natureza qualitativa) efectuou-se através da observação presencial da investigadora e foi complementada com a gravação em vídeo de: (a) as sessões de trabalho da turma, (b) um grupo de três alunas e, (c) a imagem do ecrã do computador desse grupo. A análise dos dados consistiu numa reconstrução e interpretação dos episódios considerados mais significativos no que diz respeito à actividade das alunas. As principais conclusões deste estudo podem ser resumidas da seguinte forma: (1) a actividade desenvolvida pelas alunas, patenteou características que mostram que as alunas estiveram atiradas para a acção (independentemente da sua vontade), numa situação em que já estavam a actuar; ou seja, as alunas viveram uma experiência de thrownness: (2) existiram múltiplas formas de participação de cada uma das três alunas na actividade e estas variaram no seu grau de envolvimento e complexidade; (3) durante essa actividade ocorreram diferentes modos de partilha — de linguagem, de tarefas, de experiências e de conhecimentos — que ilustram que a cognição das alunas se distribuiu entre elas e entre elas e a ferramenta computacional; (4) a ferramenta computacional funcionou sucessivamente como depósito, parceiro intelectual e parceiro mais experiente: (5) Além de uma relação de parceria intelectual (em que a ferramenta computacional parecia uma extensão das própria alunas), as alunas estabeleceram ainda uma relação de interdependência mútua com a ferramenta em que as acções das alunas e as respostas da ferramenta se definiram umas às outras; (6) duas das representações computacionais (gráfico e tabela) funcionaram em diferentes momentos e para alunas diferentes, como ferramentas mesmo-à-mão-e-prontas-a-usar cujas propriedades só se tomaram visíveis para as alunas em situações de ruptura; (7) o contexto de aprendizagem revelou-se especialmente importante nos processos desenvolvidos pelas alunas durante a actividade; (8) existe evidência de que se deve encarar a aprendizagem como um fenómeno social. |
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