Publicação
Single resolution mechanism : the impact on european banks’ risk
| Resumo: | Assim que a falência do Lehman Brothers abalou os mercados financeiros mundiais, emergiu na Europa uma onda de injeção de capital em bancos, levando a que todos os responsáveis políticos desse lado do Atlântico soubessem, de forma imediata, que algo teria de mudar. Contudo, apenas cinco anos depois, a União Europeia deu o pontapé de saída para o Mecanismo Único de Resolução (SRM, na sigla anglo-saxónica). A 21 de maio de 2014, os então 26 Estados Membros chegaram a acordo para a criação do Fundo Único de Resolução (SRF, na sigla anglo-saxónica), a fundação daquela que é, atualmente, a rede de segurança da economia europeia perante os bancos. No entanto, terá esta medida sido bem sucedida? Isso é algo que só o tempo poderá responder. Por agora, este estudo procura compreender se o Mecanismo Único de Resolução teve um impacto imediato no risco sistémico dos bancos europeus. Como poderemos demonstrar mais à frente, com base em dados de mercado recolhidos nos períodos antes e depois do acordo, o risco sistémico dos bancos europeus, medido pelo beta, melhorou substancialmente, quando comparado com a média dos restantes sectores. Ao mesmo tempo, revelamos que houve uma redução da volatilidade dos bancos, ao passo que nas restantes empresas acabou mesmo por deteriorar-se. Finalmente, procuramos fazer uma análise regional comparando as empresas dos países "Centrais", "Nórdicos" e "Periféricos" da União Europeia, concluíndo que o primeiro grupo tirou maior partido deste processo, com base o beta. |
|---|---|
| Autores principais: | Jesus, André Filipe Tanque de |
| Assunto: | Mecanismo Único de Resolução União Bancária Europeia Acções Banca Risco Single Resolution Mechanism European Banking Union Stocks Banks Risk |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Assim que a falência do Lehman Brothers abalou os mercados financeiros mundiais, emergiu na Europa uma onda de injeção de capital em bancos, levando a que todos os responsáveis políticos desse lado do Atlântico soubessem, de forma imediata, que algo teria de mudar. Contudo, apenas cinco anos depois, a União Europeia deu o pontapé de saída para o Mecanismo Único de Resolução (SRM, na sigla anglo-saxónica). A 21 de maio de 2014, os então 26 Estados Membros chegaram a acordo para a criação do Fundo Único de Resolução (SRF, na sigla anglo-saxónica), a fundação daquela que é, atualmente, a rede de segurança da economia europeia perante os bancos. No entanto, terá esta medida sido bem sucedida? Isso é algo que só o tempo poderá responder. Por agora, este estudo procura compreender se o Mecanismo Único de Resolução teve um impacto imediato no risco sistémico dos bancos europeus. Como poderemos demonstrar mais à frente, com base em dados de mercado recolhidos nos períodos antes e depois do acordo, o risco sistémico dos bancos europeus, medido pelo beta, melhorou substancialmente, quando comparado com a média dos restantes sectores. Ao mesmo tempo, revelamos que houve uma redução da volatilidade dos bancos, ao passo que nas restantes empresas acabou mesmo por deteriorar-se. Finalmente, procuramos fazer uma análise regional comparando as empresas dos países "Centrais", "Nórdicos" e "Periféricos" da União Europeia, concluíndo que o primeiro grupo tirou maior partido deste processo, com base o beta. |
|---|