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Cuidadores formais de doentes crónicos adultos : experiência de burnout, coping e significações

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A prestação de cuidados a doentes crónicos adultos é fisicamente e psicologicamente exigente para os cuidadores formais. Uma das suas consequências para estes cuidadores é o desenvolvimento de uma experiência de stress prolongado no contexto ocupacional, definida como burnout. No presente estudo, procurou-se compreender a experiência de burnout de 19 cuidadores formais, pertencentes a diferentes categorias sociodemográficas. Para isso, realizaram-se entrevistas semiestruturadas a estes cuidadores, tendo os dados sido analisados segundo uma abordagem qualitativa e apoiada na análise temática. Os resultados apontaram para a existência de poucas diferenças na experiência de burnout entre as categorias sociodemográficas. Identificou-se o risco de desenvolvimento de burnout nos cuidadores de todas as categorias sociodemográficas, sendo a exaustão, nas suas vertentes emocional e física, o principal sinal de burnout, apoiando a literatura sobre o tema. De entre todas as categorias sociodemográficas, os cuidadores mais novos apresentaram um risco acrescido para o desenvolvimento de burnout, experimentando sinais de exaustão, despersonalização e de baixa realização pessoal. Os fatores de risco mais associados, ao burnout na maioria das categorias sociodemográficas, relacionaram-se com as funções desempenhadas e com os beneficiários. Por outro lado, as relações interpessoais positivas, a utilização de estratégias de coping adaptativas e a valorização do ato de cuidar contribuíram para a proteção face ao agravamento da experiência de burnout. Neste sentido, o treino de competências interpessoais e de resolução de problemas pode beneficiar os cuidadores formais, prevenindo o desenvolvimento de manifestações mais graves de burnout.
Autores principais:Vieira, Mariana Maurício
Assunto:Cuidadores formais Burnout Estratégias de coping Doenças crónicas Adultos Dissertações de mestrado - 2021
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A prestação de cuidados a doentes crónicos adultos é fisicamente e psicologicamente exigente para os cuidadores formais. Uma das suas consequências para estes cuidadores é o desenvolvimento de uma experiência de stress prolongado no contexto ocupacional, definida como burnout. No presente estudo, procurou-se compreender a experiência de burnout de 19 cuidadores formais, pertencentes a diferentes categorias sociodemográficas. Para isso, realizaram-se entrevistas semiestruturadas a estes cuidadores, tendo os dados sido analisados segundo uma abordagem qualitativa e apoiada na análise temática. Os resultados apontaram para a existência de poucas diferenças na experiência de burnout entre as categorias sociodemográficas. Identificou-se o risco de desenvolvimento de burnout nos cuidadores de todas as categorias sociodemográficas, sendo a exaustão, nas suas vertentes emocional e física, o principal sinal de burnout, apoiando a literatura sobre o tema. De entre todas as categorias sociodemográficas, os cuidadores mais novos apresentaram um risco acrescido para o desenvolvimento de burnout, experimentando sinais de exaustão, despersonalização e de baixa realização pessoal. Os fatores de risco mais associados, ao burnout na maioria das categorias sociodemográficas, relacionaram-se com as funções desempenhadas e com os beneficiários. Por outro lado, as relações interpessoais positivas, a utilização de estratégias de coping adaptativas e a valorização do ato de cuidar contribuíram para a proteção face ao agravamento da experiência de burnout. Neste sentido, o treino de competências interpessoais e de resolução de problemas pode beneficiar os cuidadores formais, prevenindo o desenvolvimento de manifestações mais graves de burnout.