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Pesquisa de parasitas gastrointestinais em quelónios terrestres mantidos em cativeiro em Portugal

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Resumo:Com o elevado aumento da popularidade dos quelónios terrestres como novos animais de companhia, principalmente nas últimas duas décadas em Portugal, trabalhos que abordem o seu estudo tornam-se necessários. Dado o aumento exponencial da detenção destes animais, deve haver maior cuidado em garantir boas práticas de maneio, assegurando cuidados veterinários. Assim, torna-se preponderante na prática médico-veterinária o estudo parasitológico destas espécies. Este estudo é um contributo, para no futuro puder ajudar a caracterizar o estatuto parasitário dos quelónios terrestres criados e mantidos em cativeiro em Portugal, suprindo a reduzida expressão de estudos semelhantes realizados nesta população. Entre Fevereiro e Junho de 2023 foram colhidas 100 amostras de fezes de quelónios terrestres, pertencentes a várias espécies, mantidos em cativeiro e pertencentes a várias espécies. Com estas amostras foi realizada uma pesquisa e quantificação parasitológicas, com base no método Mini-FLOTAC. Também se pesquisou Cryptosporidium sp. através da técnica Ziehl-Neelsen modificada. Os quelónios terrestres são considerados animais de companhia, exposição e podem ainda ser utilizados para fins reprodutivos. Procedeu-se, assim, à realização de um inquérito em que se questionou os tutores em relação ao maneio e bem-estar animal para melhor caracterizar a população em estudo. Foi observado que existem vários tipos de recintos, sendo que o recinto indoor/outdoor tem a maior prevalência 86% (86/100). Em relação à alimentação, 89% (89/100) dos tutores/criadores recorrem à suplementação (cálcio, vit. D3+ e multivitamínico) na alimentação dos quelónios terrestres. Com a técnica Mini-FLOTAC obteve-se uma prevalência positiva de formas parasitárias 69%. Observaram-se oxiurídeos em 69% (69/100) dos casos. Com a técnica Ziehl-Neelsen modificado foi observado uma prevalência de 6% (6/100) de Cryptosporidium sp. Em relação ao uso de antiparasitários pelos tutores/criadores observou-se que 86% (86/100) desparasita pelo menos uma vez, sendo que 47,6% utilizaram febendazol, os outros 47,6% não sabem o que utilizam e 4,8% utiliza febendazol + metronidazol
Autores principais:Antunes, João Luís Curto
Assunto:Quelónios terrestres Parasitas gastrointestinais Cryptosporidium Oxiurídeos Portugal Terrestrial chelonians Gastrointestinal parasites Cryptosporidium Oxyurids Portugal
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Com o elevado aumento da popularidade dos quelónios terrestres como novos animais de companhia, principalmente nas últimas duas décadas em Portugal, trabalhos que abordem o seu estudo tornam-se necessários. Dado o aumento exponencial da detenção destes animais, deve haver maior cuidado em garantir boas práticas de maneio, assegurando cuidados veterinários. Assim, torna-se preponderante na prática médico-veterinária o estudo parasitológico destas espécies. Este estudo é um contributo, para no futuro puder ajudar a caracterizar o estatuto parasitário dos quelónios terrestres criados e mantidos em cativeiro em Portugal, suprindo a reduzida expressão de estudos semelhantes realizados nesta população. Entre Fevereiro e Junho de 2023 foram colhidas 100 amostras de fezes de quelónios terrestres, pertencentes a várias espécies, mantidos em cativeiro e pertencentes a várias espécies. Com estas amostras foi realizada uma pesquisa e quantificação parasitológicas, com base no método Mini-FLOTAC. Também se pesquisou Cryptosporidium sp. através da técnica Ziehl-Neelsen modificada. Os quelónios terrestres são considerados animais de companhia, exposição e podem ainda ser utilizados para fins reprodutivos. Procedeu-se, assim, à realização de um inquérito em que se questionou os tutores em relação ao maneio e bem-estar animal para melhor caracterizar a população em estudo. Foi observado que existem vários tipos de recintos, sendo que o recinto indoor/outdoor tem a maior prevalência 86% (86/100). Em relação à alimentação, 89% (89/100) dos tutores/criadores recorrem à suplementação (cálcio, vit. D3+ e multivitamínico) na alimentação dos quelónios terrestres. Com a técnica Mini-FLOTAC obteve-se uma prevalência positiva de formas parasitárias 69%. Observaram-se oxiurídeos em 69% (69/100) dos casos. Com a técnica Ziehl-Neelsen modificado foi observado uma prevalência de 6% (6/100) de Cryptosporidium sp. Em relação ao uso de antiparasitários pelos tutores/criadores observou-se que 86% (86/100) desparasita pelo menos uma vez, sendo que 47,6% utilizaram febendazol, os outros 47,6% não sabem o que utilizam e 4,8% utiliza febendazol + metronidazol