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Modelação de supercondutividade com estudo numérico

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Resumo:O material supercondutor exibe resistividade nula, quando arrefecido abaixo de determinada temperatura crítica. Até 1986, o material que se comportava como um supercondutor a uma temperatura o mais elevada possível (23,2 K ou -249,8oC) era um composto de germânio-nióbio. Para manter um material conductor a uma temperatura igualmente baixa, usava-se hélio líquido, material caro e pouco eficiente, o que impede que seja usado em tecnologias que procurem explorar o fenómeno da supercondução. Em 1986, os fisicos da IBM Karl, Alexander Muller e Johannes Georg Bedborz, conseguiram alcançar o estado de supercondutividade num material cerâmico composto de bário, lantânio, cobre e oxigénio a 35K (-238oC). Essa descoberta possibilitou um grande desenvolvimento nas pesquisas mundiais de supercondutores, no sentido de se conseguirem materiais que funcionem a temperaturas cada vez mais elevadas. As aplicações dos superconductores são várias: como construção de bobinas com fios supercondutores que podem ser usadas na construção de MagLevs, comboios que levitam e aparelhos de ressonância magnética nuclear. Pelas suas inúmeras aplicações, tem sido alvo de estudo e investigação a discretização numérica de modelos de superconductividade. O presente trabalho é dedicado à discretização numérica dos modelos de superconductividade de dimensão um e dois, para superconductores do tipo-II, sujeitos a um campo de indução magnética aplicado paralelamente ao eixo do cilindro, com condições de fronteira lineares e não lineares. Foram utilizados o Método Up-Wind e o Método do Volume Finito. Efectuou-se a implementação computacional para o modelo de dimensão um, com especial destaque para as suas condições de fronteira, apresentando-se alguns resultados numéricos obtidos
Autores principais:Silva, Ana Sofia Rodrigues Rézio Moreira da, 1972-
Assunto:Análise numérica Matemática computacional Teses de mestrado
Ano:2007
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O material supercondutor exibe resistividade nula, quando arrefecido abaixo de determinada temperatura crítica. Até 1986, o material que se comportava como um supercondutor a uma temperatura o mais elevada possível (23,2 K ou -249,8oC) era um composto de germânio-nióbio. Para manter um material conductor a uma temperatura igualmente baixa, usava-se hélio líquido, material caro e pouco eficiente, o que impede que seja usado em tecnologias que procurem explorar o fenómeno da supercondução. Em 1986, os fisicos da IBM Karl, Alexander Muller e Johannes Georg Bedborz, conseguiram alcançar o estado de supercondutividade num material cerâmico composto de bário, lantânio, cobre e oxigénio a 35K (-238oC). Essa descoberta possibilitou um grande desenvolvimento nas pesquisas mundiais de supercondutores, no sentido de se conseguirem materiais que funcionem a temperaturas cada vez mais elevadas. As aplicações dos superconductores são várias: como construção de bobinas com fios supercondutores que podem ser usadas na construção de MagLevs, comboios que levitam e aparelhos de ressonância magnética nuclear. Pelas suas inúmeras aplicações, tem sido alvo de estudo e investigação a discretização numérica de modelos de superconductividade. O presente trabalho é dedicado à discretização numérica dos modelos de superconductividade de dimensão um e dois, para superconductores do tipo-II, sujeitos a um campo de indução magnética aplicado paralelamente ao eixo do cilindro, com condições de fronteira lineares e não lineares. Foram utilizados o Método Up-Wind e o Método do Volume Finito. Efectuou-se a implementação computacional para o modelo de dimensão um, com especial destaque para as suas condições de fronteira, apresentando-se alguns resultados numéricos obtidos