Publicação
A assistência aos alienados em Portugal : o Hospital de Rilhafoles (da fundação à implantação da República)
| Resumo: | A presente Tese de Doutoramento em História, especialidade em História Contemporânea intitulada A Assistência aos alienados em Portugal: o Hospital de Rilhafoles (da fundação à Implantação da República) incide sobre a História da Psiquiatria e Saúde Mental. Entre os sécs. XVIII – XIX, numa sociedade em que se impunha o valor da produtividade e da riqueza social, o louco era colocado à parte, muitas vezes condenado pelas ideias mágico-religiosas que lhe estavam associadas. No séc. XIX assiste-se por toda a Europa à emergência e consolidação das novas ciências médicas, entre as quais se vai afirmar uma comunidade de alienistas e psiquiatras que vão contribuir para a constituição da Psiquiatria. Passando então o louco a ser compreendido como um doente, que necessita de um espaço para ser internado e receber os devidos tratamentos para a sua recuperação. Em Portugal a assistência mental dava então os primeiros passos como especificidade de tratamento, sendo que, em Lisboa, os alienados iam para os cárceres ou para as enfermarias do Hospital de S. José. Foi em 1848 que se verificou uma mudança, com a criação do Hospital de Rilhafoles – o primeiro hospital para alienados em Portugal. Décadas depois da sua abertura revelou uma situação de grande precariedade devido à degradação do edifício, à falta de condições de higiene e ao número elevado de doentes para a capacidade que tinha. Foi neste contexto que Miguel Augusto Bombarda assumiu a direcção do Hospital de Rilhafoles e lhe devolveu a dignidade merecida para poder receber e tratar os alienados. Numa profunda reforma, mandou realizar obras no hospital, modificou o regímen hospitalar, aboliu os meios repressivos e introduziu novas terapêuticas como a medicalização (psicofármacos), a ergoterapia e a terapia ocupacional para poder recuperar o alienado. |
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| Autores principais: | Necho, Ana Catarina Pinheiro dos Santos |
| Assunto: | Hospital Miguel Bombarda (Lisboa, Portugal) - História Hospitais psiquiátricos - Lisboa (Portugal) Saúde mental - Portugal - séc.19-20 Doenças mentais - Terapêutica - Portugal - séc.19-20 Psiquiatria - Portugal - séc.19-20 Teses de doutoramento - 2019 Bombarda, Miguel, 1851-1910 |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A presente Tese de Doutoramento em História, especialidade em História Contemporânea intitulada A Assistência aos alienados em Portugal: o Hospital de Rilhafoles (da fundação à Implantação da República) incide sobre a História da Psiquiatria e Saúde Mental. Entre os sécs. XVIII – XIX, numa sociedade em que se impunha o valor da produtividade e da riqueza social, o louco era colocado à parte, muitas vezes condenado pelas ideias mágico-religiosas que lhe estavam associadas. No séc. XIX assiste-se por toda a Europa à emergência e consolidação das novas ciências médicas, entre as quais se vai afirmar uma comunidade de alienistas e psiquiatras que vão contribuir para a constituição da Psiquiatria. Passando então o louco a ser compreendido como um doente, que necessita de um espaço para ser internado e receber os devidos tratamentos para a sua recuperação. Em Portugal a assistência mental dava então os primeiros passos como especificidade de tratamento, sendo que, em Lisboa, os alienados iam para os cárceres ou para as enfermarias do Hospital de S. José. Foi em 1848 que se verificou uma mudança, com a criação do Hospital de Rilhafoles – o primeiro hospital para alienados em Portugal. Décadas depois da sua abertura revelou uma situação de grande precariedade devido à degradação do edifício, à falta de condições de higiene e ao número elevado de doentes para a capacidade que tinha. Foi neste contexto que Miguel Augusto Bombarda assumiu a direcção do Hospital de Rilhafoles e lhe devolveu a dignidade merecida para poder receber e tratar os alienados. Numa profunda reforma, mandou realizar obras no hospital, modificou o regímen hospitalar, aboliu os meios repressivos e introduziu novas terapêuticas como a medicalização (psicofármacos), a ergoterapia e a terapia ocupacional para poder recuperar o alienado. |
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