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Unified cyber threat intelligence

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Resumo:Ao longo dos anos, a preocupação com a Ciber Seguranc¸a (a proteção de sistemas, redes e de informações num ciber espaço) nas grandes empresas tem vindo a aumentar, isto porque, atualmente a maioria das organizações depende de dados informatizados e partilham grandes quantidades de informação por todo o globo, tornando-se em alvos mais fáceis para muitas formas de ataque. Consequentemente, um ciberataque pode prejudicar o nome e a reputação de uma empresa, resultando na perda de vantagem competitiva, criando um incumprimento legal / regulamentar e causando danos financeiros. De modo a evitar um possível comprometimento nas infraestruturas de uma organização, é necessário tomar medidas de precaução, isto é, fazer uma análise e gestão dos riscos a que uma empresa está exposta e assim delinear uma estratégia, de maneira a minimizar, mitigar e / ou anticipar ataques. A Portugal Telecom, conhecida também por PT Portugal ou Grupo PT, tratando-se da maior operadora de telecomunicações em Portugal, não descura da preocupação com a Ciber Segurança. Como tal, esta possui uma direção dedicada à segurança e privacidade da informação, a Direção de Cyber Security and Privacy (DCY). Para que haja uma proteção ciber resiliente nas infraestruturas / ativos da PT, a DCY divide-se em diferentes operações:_ Cyber Security Governance: respons´avel pela gestão das operações / programas de Ciber Segurança da DCY, incutindo objetivos a cada uma das operações; _ Cyber Security Operations: responsável pela resposta a incidentes; _ Cyber Watch: responsável pela análise proativa de riscos, isto é, identificação dos vários ativos de informação que podem ser afetados por um ciberataque e monitorizar continuamente o ambiente de risco. O projeto ”Unified Cyber Threat Intelligence” encontra-se dentro da operação de CyberWatch da DCY e está a ser desenvolvido na Portugal Telecom, no âmbito da disciplina PEI (Projeto em Engenharia Informática) do Mestrado em Informática (MI) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL). A Cyber Watch é composta por diferentes áreas, como por exemplo, Cyber Higiene, Cyber Awareness ou Cyber Intelligence, de maneira a que a análise proativa de riscos seja o mais eficaz possível. O foco deste projeto dentro da Cyber Watch insere-se dentro da Cyber Intelligence. A Cyber Intelligence é um tipo de informação que fornece a uma organização suporte nas decisões, levando a uma vantagem estratégica proporcionando aos utilizadores informações constantemente atualizadas sobre possíveis fontes de ataque. No contexto da Portugal Telecom, a Cyber Intelligence decompõe-se em diferentes ramificações, sendo as mais importantes para este projeto as fontes de risco (risky sources), estas referem-se a todos eventos ocorridos na Internet no geral e os alvos comprometidos (compromised targets), tratando-se dos eventos que ocorreram dentro da organização. O objetivo principal deste projeto é a implementação de uma arquitetura escalável para a recolha, análise, remoção de duplicados, classificação, etiquetagem e filtragem de Cyber Intelligence Events, sendo estes aplicados no contexto de organizações, unidades de negócio, infraestruturas, ativos ou atores. Desta forma, será possível realizar uma análise forense aos Cyber Intelligence Events recolhidos, de modo a que haja uma melhor compreensão sobre o tipo de ataques a que as organizações estão expostas. Um evento, no contexto da CyberWatch da Portugal Telecom, trata-se de um facto ou ocorrência observável na Internet pública (envolvendo endereços IP e / ou Fully Qualified Domain Names (FQDNs)), onde este aconteceu num certo período de tempo. Para o processamento deste tipo de eventos utilizar-se-á o IntelMQ. Este trata-se de uma plataforma para recolher e processar feeds de seguranc¸a, isto é, correntes de informação composta por factos e evidências de que um certo evento aconteceu, como por exemplo, endereços IP ou domínios que estão envolvidos em atividades maliciosas. O IntelMQ tem como objetivo principal ajudar analistas de ciber segurança a recolher e processar Cyber Intelligence Events permitindo o redirecionamento / envio da informação tratada para outros sistemas. Para que um evento IntelMQ seja válido são necessários certos requisitos para que este façaa sentido. Para tal, os requisitos mínimos são: _ O nome da Feed de Segurança onde o IntelMQ foi coletar o evento; _ O tipo de evento que foi encontrado, por exemplo, spam ou malware; _ A taxonomia do evento, por exemplo, Conteúdo Abusivo (poderá estar associado a spam) ou Código Malicioso (poderá estar associado a malware); _ O tempo de origem, a hora e data reportados por uma fonte de informação (feed);_ O tempo de observação, a hora e data em que o IntelMQ processou o evento. Adicionalmente, um evento IntelMQ deverá conter pelo menos um dos seguintes campos: _ IP de origem, o endereço IP observado que iniciou uma ligação; _ FQDN de origem, o nome DNS relacionado a um host de onde originou a ligação; _ URL de origem, refere-se a um recurso mal-intencionado onde a sua interpretação é definida pelo tipo de abuso, por exemplo, um URL em que o abuso seja do tipo phishing refere-se a um recurso de phishing; _ Conta de origem, nome de uma conta ou um enderec¸o de e-mail relacionado com a origem de um evento. A recolha e filtragem de Cyber Intelligence Events ser´a direcionada a entidades-alvo e será obtida através de diferentes fontes de informação, como por exemplo, open-source / paid intelligence feeds. Para este projeto foram utilizadas mais de trinta fontes de informação. Segue-se um pequeno exemplo de fontes já existentes no IntelMQ: _ Abuse.ch Ransomware Tracker: fornece listas de FQDNs, URLs e endereços IP que foram utilizados por diversas famílias de ransomware; _ PhishTank: fornece informações relacionadas com tentativas de phishing; _ VXVault: fornece listas de endereços IP e de FQDNs que estão envolvidos em atividades maliciosas. As fontes de informação irão sustentar o IntelMQ e este, por sua vez, fará a remoção de eventos duplicados (deduplication), classificação, etiquetagem e filtragem de todos os dados recebidos. Para a recolha de informação direcionada às entidades-alvo foi necessário, primeiramente, observar e mapear (scouting / mapping) estas entidades, de modo a obter os atributos / campos mais relevantes de cada entidade, tal como, endereços IP públicos (IPv4 e IPv6), FQDNs, entre outros. Após a identificação destes campos, foi possível direccionar a filtragem de informação utilizando o IntelMQ. Para o scouting e mapping de cada entidade-alvo será utilizado o Maltego. Este tratase de um sistema interativo de data mining, que constrói gráficos direcionados para a análise de correlação de dados (link analysis). O Maltego é utilizado para investigações online para encontrar relações entre diferentes pedaços de informação de diversas fontes localizadas na Internet. Com o Maltego é possível criar ”case-files” através de uma representação gráfica de cada entidade-alvo com os atributos mais relevantes de cada uma. Estas representações gráficas contêm agregações e relações de informação relativas a eventos direcionados à entidade-alvo. Após o scouting e mapping e após a definição dos atributos mais relevantes de cada entidade-alvo, foi possível direcionar a recolha de Cyber Intelligence Events no IntelMQ. Este foi configurado através de um programa Ruby (desenvolvido ao longo deste projeto), denominado ”intelmq configurations generator.rb”. O programa utiliza os metadados recolhidos durante a fase de scouting, de modo a, reescrever os ficheiros de configuração do IntelMQ e gerando regras de filtragem, consoante a gama de enderec¸os IP e / ou FQDNs do conjunto de entidades-alvo. Os eventos são filtrados de acordo com as características de cada entidade-alvo, e são enviados em tempo-real para ficheiros que representam o universo de eventos de cada entidade, assim como para a plataforma Hidra, que permite a análise forense dos eventos filtrados.
Autores principais:Félix, Marisa Tomé
Assunto:Ciber segurança Ciber inteligência Eventos Incidentes Ciberataques Fontes de Informação Teses de mestrado - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Ao longo dos anos, a preocupação com a Ciber Seguranc¸a (a proteção de sistemas, redes e de informações num ciber espaço) nas grandes empresas tem vindo a aumentar, isto porque, atualmente a maioria das organizações depende de dados informatizados e partilham grandes quantidades de informação por todo o globo, tornando-se em alvos mais fáceis para muitas formas de ataque. Consequentemente, um ciberataque pode prejudicar o nome e a reputação de uma empresa, resultando na perda de vantagem competitiva, criando um incumprimento legal / regulamentar e causando danos financeiros. De modo a evitar um possível comprometimento nas infraestruturas de uma organização, é necessário tomar medidas de precaução, isto é, fazer uma análise e gestão dos riscos a que uma empresa está exposta e assim delinear uma estratégia, de maneira a minimizar, mitigar e / ou anticipar ataques. A Portugal Telecom, conhecida também por PT Portugal ou Grupo PT, tratando-se da maior operadora de telecomunicações em Portugal, não descura da preocupação com a Ciber Segurança. Como tal, esta possui uma direção dedicada à segurança e privacidade da informação, a Direção de Cyber Security and Privacy (DCY). Para que haja uma proteção ciber resiliente nas infraestruturas / ativos da PT, a DCY divide-se em diferentes operações:_ Cyber Security Governance: respons´avel pela gestão das operações / programas de Ciber Segurança da DCY, incutindo objetivos a cada uma das operações; _ Cyber Security Operations: responsável pela resposta a incidentes; _ Cyber Watch: responsável pela análise proativa de riscos, isto é, identificação dos vários ativos de informação que podem ser afetados por um ciberataque e monitorizar continuamente o ambiente de risco. O projeto ”Unified Cyber Threat Intelligence” encontra-se dentro da operação de CyberWatch da DCY e está a ser desenvolvido na Portugal Telecom, no âmbito da disciplina PEI (Projeto em Engenharia Informática) do Mestrado em Informática (MI) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL). A Cyber Watch é composta por diferentes áreas, como por exemplo, Cyber Higiene, Cyber Awareness ou Cyber Intelligence, de maneira a que a análise proativa de riscos seja o mais eficaz possível. O foco deste projeto dentro da Cyber Watch insere-se dentro da Cyber Intelligence. A Cyber Intelligence é um tipo de informação que fornece a uma organização suporte nas decisões, levando a uma vantagem estratégica proporcionando aos utilizadores informações constantemente atualizadas sobre possíveis fontes de ataque. No contexto da Portugal Telecom, a Cyber Intelligence decompõe-se em diferentes ramificações, sendo as mais importantes para este projeto as fontes de risco (risky sources), estas referem-se a todos eventos ocorridos na Internet no geral e os alvos comprometidos (compromised targets), tratando-se dos eventos que ocorreram dentro da organização. O objetivo principal deste projeto é a implementação de uma arquitetura escalável para a recolha, análise, remoção de duplicados, classificação, etiquetagem e filtragem de Cyber Intelligence Events, sendo estes aplicados no contexto de organizações, unidades de negócio, infraestruturas, ativos ou atores. Desta forma, será possível realizar uma análise forense aos Cyber Intelligence Events recolhidos, de modo a que haja uma melhor compreensão sobre o tipo de ataques a que as organizações estão expostas. Um evento, no contexto da CyberWatch da Portugal Telecom, trata-se de um facto ou ocorrência observável na Internet pública (envolvendo endereços IP e / ou Fully Qualified Domain Names (FQDNs)), onde este aconteceu num certo período de tempo. Para o processamento deste tipo de eventos utilizar-se-á o IntelMQ. Este trata-se de uma plataforma para recolher e processar feeds de seguranc¸a, isto é, correntes de informação composta por factos e evidências de que um certo evento aconteceu, como por exemplo, endereços IP ou domínios que estão envolvidos em atividades maliciosas. O IntelMQ tem como objetivo principal ajudar analistas de ciber segurança a recolher e processar Cyber Intelligence Events permitindo o redirecionamento / envio da informação tratada para outros sistemas. Para que um evento IntelMQ seja válido são necessários certos requisitos para que este façaa sentido. Para tal, os requisitos mínimos são: _ O nome da Feed de Segurança onde o IntelMQ foi coletar o evento; _ O tipo de evento que foi encontrado, por exemplo, spam ou malware; _ A taxonomia do evento, por exemplo, Conteúdo Abusivo (poderá estar associado a spam) ou Código Malicioso (poderá estar associado a malware); _ O tempo de origem, a hora e data reportados por uma fonte de informação (feed);_ O tempo de observação, a hora e data em que o IntelMQ processou o evento. Adicionalmente, um evento IntelMQ deverá conter pelo menos um dos seguintes campos: _ IP de origem, o endereço IP observado que iniciou uma ligação; _ FQDN de origem, o nome DNS relacionado a um host de onde originou a ligação; _ URL de origem, refere-se a um recurso mal-intencionado onde a sua interpretação é definida pelo tipo de abuso, por exemplo, um URL em que o abuso seja do tipo phishing refere-se a um recurso de phishing; _ Conta de origem, nome de uma conta ou um enderec¸o de e-mail relacionado com a origem de um evento. A recolha e filtragem de Cyber Intelligence Events ser´a direcionada a entidades-alvo e será obtida através de diferentes fontes de informação, como por exemplo, open-source / paid intelligence feeds. Para este projeto foram utilizadas mais de trinta fontes de informação. Segue-se um pequeno exemplo de fontes já existentes no IntelMQ: _ Abuse.ch Ransomware Tracker: fornece listas de FQDNs, URLs e endereços IP que foram utilizados por diversas famílias de ransomware; _ PhishTank: fornece informações relacionadas com tentativas de phishing; _ VXVault: fornece listas de endereços IP e de FQDNs que estão envolvidos em atividades maliciosas. As fontes de informação irão sustentar o IntelMQ e este, por sua vez, fará a remoção de eventos duplicados (deduplication), classificação, etiquetagem e filtragem de todos os dados recebidos. Para a recolha de informação direcionada às entidades-alvo foi necessário, primeiramente, observar e mapear (scouting / mapping) estas entidades, de modo a obter os atributos / campos mais relevantes de cada entidade, tal como, endereços IP públicos (IPv4 e IPv6), FQDNs, entre outros. Após a identificação destes campos, foi possível direccionar a filtragem de informação utilizando o IntelMQ. Para o scouting e mapping de cada entidade-alvo será utilizado o Maltego. Este tratase de um sistema interativo de data mining, que constrói gráficos direcionados para a análise de correlação de dados (link analysis). O Maltego é utilizado para investigações online para encontrar relações entre diferentes pedaços de informação de diversas fontes localizadas na Internet. Com o Maltego é possível criar ”case-files” através de uma representação gráfica de cada entidade-alvo com os atributos mais relevantes de cada uma. Estas representações gráficas contêm agregações e relações de informação relativas a eventos direcionados à entidade-alvo. Após o scouting e mapping e após a definição dos atributos mais relevantes de cada entidade-alvo, foi possível direcionar a recolha de Cyber Intelligence Events no IntelMQ. Este foi configurado através de um programa Ruby (desenvolvido ao longo deste projeto), denominado ”intelmq configurations generator.rb”. O programa utiliza os metadados recolhidos durante a fase de scouting, de modo a, reescrever os ficheiros de configuração do IntelMQ e gerando regras de filtragem, consoante a gama de enderec¸os IP e / ou FQDNs do conjunto de entidades-alvo. Os eventos são filtrados de acordo com as características de cada entidade-alvo, e são enviados em tempo-real para ficheiros que representam o universo de eventos de cada entidade, assim como para a plataforma Hidra, que permite a análise forense dos eventos filtrados.