Publicação
Passajar o rio - trazendo a memória das ligações entre a cidade de Lisboa e o rio Tejo
| Resumo: | Caminho do Oriente de Lisboa formou-se com um cariz fabril pela Revolução Industrial nos fins do séc. XVIII e inícios do séc. XX, que terá mudado permanentemente a paisagem histórica dos Palácios e quintas anteriormente existentes que se aliavam a uma envolvente natural para com o rio. No decorrer destas épocas em finais do séc. XX, o desenvolvimento demográfico e das indústrias terá incitado a desocupações das suas primeiras fundações para novas localizações de instalação industrial, gerando-se por este despregar, certos vazios urbanos com vestígios de uma época de revolução cultural, que eventualmente se irão tornar património industrial. O Projeto Final de Mestrado que se apresenta tem por objetivo refletir os valores e as potencialidades de usos de ruínas industriais, e realizar um programa interativo e revitalizante para ao nosso caso de estudo “A Tabaqueira de Lisboa”, no Poço do Bispo (também designado Braço de prata ou Largo do Tabaco), localizada no antigo espaço designado de Cais do Tota. Propomos uma requalificação urbana em confluência com os Planos de Pormenor da localização do Braço de Prata, com o objetivo de naturalizar e revitalizar a dinâmica da relação da frente ribeirinha com o Património Industrial em causa. Partindo de uma análise histórica da Tabaqueira – produto de traça oitocentista que pertenceu à exposição industrial (1888) inaugurada por D. Luís (1838-1889) – realizamos um levantamento das suas anomalias e dos detalhes construtivos da sua estrutura, de forma a que se respeite a sua história na sua conservação e reabilitação. Pretendemos, assim, reabilitar o edificado, associando a sua estrutura atualmente existente a novos espaços que lhe irão conferir uma identidade renovada, mas mantendo os seus valores mostrando flexibilidade na mutação das necessidades locais, permitindo-lhe reconquistar protagonismo no seu lugar e criar em si uma ligação nos futuros complexos habitacionais, junto do estuário do Tejo no Braço de Prata. |
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| Autores principais: | Machado, Ricardo Jorge Mendes |
| Assunto: | Património Industrialização Fabril Reabilitação Acrescento Intervenção mínima Catalisador Transmitir Patrimonium Industrialization Factory Rehabilitation Minimum intervention Catalyst Transmit |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Caminho do Oriente de Lisboa formou-se com um cariz fabril pela Revolução Industrial nos fins do séc. XVIII e inícios do séc. XX, que terá mudado permanentemente a paisagem histórica dos Palácios e quintas anteriormente existentes que se aliavam a uma envolvente natural para com o rio. No decorrer destas épocas em finais do séc. XX, o desenvolvimento demográfico e das indústrias terá incitado a desocupações das suas primeiras fundações para novas localizações de instalação industrial, gerando-se por este despregar, certos vazios urbanos com vestígios de uma época de revolução cultural, que eventualmente se irão tornar património industrial. O Projeto Final de Mestrado que se apresenta tem por objetivo refletir os valores e as potencialidades de usos de ruínas industriais, e realizar um programa interativo e revitalizante para ao nosso caso de estudo “A Tabaqueira de Lisboa”, no Poço do Bispo (também designado Braço de prata ou Largo do Tabaco), localizada no antigo espaço designado de Cais do Tota. Propomos uma requalificação urbana em confluência com os Planos de Pormenor da localização do Braço de Prata, com o objetivo de naturalizar e revitalizar a dinâmica da relação da frente ribeirinha com o Património Industrial em causa. Partindo de uma análise histórica da Tabaqueira – produto de traça oitocentista que pertenceu à exposição industrial (1888) inaugurada por D. Luís (1838-1889) – realizamos um levantamento das suas anomalias e dos detalhes construtivos da sua estrutura, de forma a que se respeite a sua história na sua conservação e reabilitação. Pretendemos, assim, reabilitar o edificado, associando a sua estrutura atualmente existente a novos espaços que lhe irão conferir uma identidade renovada, mas mantendo os seus valores mostrando flexibilidade na mutação das necessidades locais, permitindo-lhe reconquistar protagonismo no seu lugar e criar em si uma ligação nos futuros complexos habitacionais, junto do estuário do Tejo no Braço de Prata. |
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