Publicação
Relevância do rastreio ecocardiográfico em gatos submetidos a fluidoterapia e/ou anestesia
| Resumo: | A esperança média de vida dos animais domésticos tem vindo a aumentar ao longo do tempo associada a uma maior preocupação dos seus proprietários para lhes proporcionar uma qualidade de vida cada vez melhor. Nesta perspetiva, a medicina preventiva toma cada vez maior importância no dia-a-dia da prática clínica. As cardiomiopatias são a doença cardíaca mais prevalente na população de gatos domésticos e também a mais importante causa subjacente a complicações como a insuficiência cardíaca e o tromboembolismo arterial que são as principais causas de morte associadas a problemas cardíacos nestes animais. Estima-se que a prevalência de cardiomiopatias (em especial cardiomiopatia hipertrófica) em gatos aparentemente saudáveis seja de 15.5% e que muitos podem viver assintomáticos durante anos só vindo a demonstrar a doença quando sujeitos a fatores desencadeadores como a administração de fluidos e a anestesia. A determinação da prevalência desta doença em gatos submetidos a fluidoterapia e/ou anestesia num Hospital Veterinário pode ter um enorme impacto na vida desses animais, diminuindo o risco de desenvolvimento de insuficiência cardíaca congestiva e permitindo alertar os proprietários para possíveis complicações futuras. Foi realizado um estudo onde se incluíram animais sem qualquer sinal indicativo de doença cardíaca que iam ser submetidos a administração de fluidoterapia e/ou anestesia no decurso do seu internamento. Numa amostra de 50 gatos foi realizado exame ecocardiográfico para determinar se existiam alterações que levassem ao diagnóstico de doença cardíaca. Nessa amostra foi detetada a presença de alterações ecocardiográficas compatíveis com o diagnóstico de CMH assintomática em 7 animais, o que permitiu estimar a prevalência da doença em 14% (IC a 95% entre 7% e 26.2%). Com base nestes resultados confirma-se a necessidade de uma maior intervenção da medicina preventiva para o bem-estar animal e para o diagnóstico precoce de doenças cardíacas como a CMH. |
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| Autores principais: | Coelho, Ana Cláudia Amaral |
| Assunto: | cardiomiopatias cardiomiopatia hipertrófica prevalência medicina preventiva ICC Cardiomyopathys hypertrophic cardiomyopathy prevalence preventive medicine CHF |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A esperança média de vida dos animais domésticos tem vindo a aumentar ao longo do tempo associada a uma maior preocupação dos seus proprietários para lhes proporcionar uma qualidade de vida cada vez melhor. Nesta perspetiva, a medicina preventiva toma cada vez maior importância no dia-a-dia da prática clínica. As cardiomiopatias são a doença cardíaca mais prevalente na população de gatos domésticos e também a mais importante causa subjacente a complicações como a insuficiência cardíaca e o tromboembolismo arterial que são as principais causas de morte associadas a problemas cardíacos nestes animais. Estima-se que a prevalência de cardiomiopatias (em especial cardiomiopatia hipertrófica) em gatos aparentemente saudáveis seja de 15.5% e que muitos podem viver assintomáticos durante anos só vindo a demonstrar a doença quando sujeitos a fatores desencadeadores como a administração de fluidos e a anestesia. A determinação da prevalência desta doença em gatos submetidos a fluidoterapia e/ou anestesia num Hospital Veterinário pode ter um enorme impacto na vida desses animais, diminuindo o risco de desenvolvimento de insuficiência cardíaca congestiva e permitindo alertar os proprietários para possíveis complicações futuras. Foi realizado um estudo onde se incluíram animais sem qualquer sinal indicativo de doença cardíaca que iam ser submetidos a administração de fluidoterapia e/ou anestesia no decurso do seu internamento. Numa amostra de 50 gatos foi realizado exame ecocardiográfico para determinar se existiam alterações que levassem ao diagnóstico de doença cardíaca. Nessa amostra foi detetada a presença de alterações ecocardiográficas compatíveis com o diagnóstico de CMH assintomática em 7 animais, o que permitiu estimar a prevalência da doença em 14% (IC a 95% entre 7% e 26.2%). Com base nestes resultados confirma-se a necessidade de uma maior intervenção da medicina preventiva para o bem-estar animal e para o diagnóstico precoce de doenças cardíacas como a CMH. |
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