Publicação
Biocosmetics: exploring the potential of ingredients derived from marine invasive species
| Resumo: | As espécies invasoras são uma das maiores ameaças à biodiversidade do planeta, promovendo a homogeneização de espécies e reduzindo o pool genético das populações. Até aos dias de hoje ainda não é possível prever invasões de espécies exóticas, mas sabe-se que a interferência da espécie humana nos habitats é, sem dúvida, um fator causador de invasões biológicas. O conhecimento nas espécies terrestres é geralmente limitado e nas espécies marinhas é, ainda, mais escasso. Estas invasões são responsáveis por profundas alterações nos ecossistemas marinhos e levando a perdas económicas em atividades humanas. Para além disso, estas invasões são responsáveis por grandes acumulações de biomassa nas orlas costeiras, que não são aproveitadas, e que têm potencial para serem recicladas em combustíveis de origem natural, biomateriais e fertilizantes. O crescente conhecimento na área dos biocosméticos deu origem ao reconhecimento das espécies marinhas como potenciais agentes antioxidantes, anti-inflamatórios, despigmentantes, e regeneradores cutâneos. Também aqui as espécies invasoras revelam-se uma excelente matéria-prima para a produção de cosméticos, contribuindo não só para o seu controlo, mas também para o reaproveitamento da biomassa resultante. De acordo com a legislação da União Europeia, o manuseamento e venda de espécies invasoras não é permitido. No entanto, em países como os Estados Unidos ou o Japão, é possível obter licenças para este fim e valorizar estas espécies invasoras. Esta dissertação de mestrado aborda esta temática, biocosméticos e espécies marinhas invasoras, dando um especial foco ao arquipélago dos Açores. Em particular, as ilhas dos Açores são especialmente suscetíveis a espécies invasoras, sendo que o crescente tráfego marítimo e a atividade humana potenciam a introdução de espécies exóticas no arquipélago. O reaproveitamento de algas invasoras nas praias e regiões costeiras seria vantajoso para as ilhas, de forma a preservar a biodiversidade marinha e a assegurar o crescimento económico da região. Assim, o prejuízo provocado por estas algas em regiões como os Açores revela-se uma oportunidade para o investimento em programas locais de erradicação, bem como a criação de legislação específica para o reaproveitamento de biomassa de espécies invasoras. |
|---|---|
| Autores principais: | Matos, Marta Dias |
| Assunto: | Cosmetics Marine invasive species Algae Azores Mestrado Integrado - 2024 |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As espécies invasoras são uma das maiores ameaças à biodiversidade do planeta, promovendo a homogeneização de espécies e reduzindo o pool genético das populações. Até aos dias de hoje ainda não é possível prever invasões de espécies exóticas, mas sabe-se que a interferência da espécie humana nos habitats é, sem dúvida, um fator causador de invasões biológicas. O conhecimento nas espécies terrestres é geralmente limitado e nas espécies marinhas é, ainda, mais escasso. Estas invasões são responsáveis por profundas alterações nos ecossistemas marinhos e levando a perdas económicas em atividades humanas. Para além disso, estas invasões são responsáveis por grandes acumulações de biomassa nas orlas costeiras, que não são aproveitadas, e que têm potencial para serem recicladas em combustíveis de origem natural, biomateriais e fertilizantes. O crescente conhecimento na área dos biocosméticos deu origem ao reconhecimento das espécies marinhas como potenciais agentes antioxidantes, anti-inflamatórios, despigmentantes, e regeneradores cutâneos. Também aqui as espécies invasoras revelam-se uma excelente matéria-prima para a produção de cosméticos, contribuindo não só para o seu controlo, mas também para o reaproveitamento da biomassa resultante. De acordo com a legislação da União Europeia, o manuseamento e venda de espécies invasoras não é permitido. No entanto, em países como os Estados Unidos ou o Japão, é possível obter licenças para este fim e valorizar estas espécies invasoras. Esta dissertação de mestrado aborda esta temática, biocosméticos e espécies marinhas invasoras, dando um especial foco ao arquipélago dos Açores. Em particular, as ilhas dos Açores são especialmente suscetíveis a espécies invasoras, sendo que o crescente tráfego marítimo e a atividade humana potenciam a introdução de espécies exóticas no arquipélago. O reaproveitamento de algas invasoras nas praias e regiões costeiras seria vantajoso para as ilhas, de forma a preservar a biodiversidade marinha e a assegurar o crescimento económico da região. Assim, o prejuízo provocado por estas algas em regiões como os Açores revela-se uma oportunidade para o investimento em programas locais de erradicação, bem como a criação de legislação específica para o reaproveitamento de biomassa de espécies invasoras. |
|---|