Publicação
Segurança de fármacos citotóxicos em medicina veterinária versus medicina humana
| Resumo: | A utilização de fármacos citotóxicos em Medicina Humana iniciou-se na década de 40, e desde então tem vindo a evoluir, tornando-se numa prática corrente na terapêutica oncológica. A exposição a estes fármacos representa um risco de saúde ocupacional, documentado em diversos estudos. Por esta razão, em Medicina Humana, as regras de segurança para a manipulação destes fármacos constituem um assunto muito discutido, existindo um grande número de entidades e organizações que elaboram documentos, contendo as normas orientadoras para um contacto seguro com os fármacos citotóxicos. Apesar da sua extrema importância, a segurança na manipulação dos fármacos citotóxicos continua a ser um tema pouco abordado em Medicina Veterinária, existindo um número muito reduzido de documentos que referem as normas orientadoras para uma manipulação segura. Foi objectivo, do presente trabalho, comparar estas duas realidades distintas, Medicina Veterinária vs Medicina Humana, no que respeita ao contacto com os fármacos citotóxicos, de forma a contribuir para uma maximização da protecção dos profissionais de Medicina Veterinária, bem como a do próprio paciente e a do ambiente. Assim, foi realizado um questionário – a nível nacional – para determinar, através das respostas a questões específicas para as diferentes fases de manipulação dos fármacos citotóxicos, o grau de segurança com que se efectua essa mesma manipulação, na prática clínica diária. Dos 65 questionários respondidos, 53 referem-se a Centros de Atendimento Médico-Veterinário (CAMVs) e 12 a Hospitais Veterinários. No entanto, a prática de quimioterapia ocorre em apenas 44 estabelecimentos, dos quais 33 são CAMVs e 11 são Hospitais Veterinários. Este estudo permitiu concluir, que a classe médico-veterinária apresenta uma exposição bastante elevada aos fármacos citotóxicos, fazendo-o com um grau de protecção e segurança insuficientes, logo com risco elevado para a sua saúde. Assim, e considerando o que são as normas de segurança em Medicina Humana, e de forma a modificar esta situação são preconizadas várias normas protectoras que poderão ser de aplicação comum durante todas as fases de manipulação dos fármacos citotóxicos, mas que podem ser mais especificas em função da fase de manipulação dos fármacos citotóxicos em que será preconizada a sua aplicação. |
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| Autores principais: | Palminha, Joana Isabel Mariano |
| Assunto: | Fármaco citotóxico Segurança Manipulação Medicina veterinária Medicina humana Cytotoxic drugs Safety Manipulation Veterinary medicine Human medicine |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A utilização de fármacos citotóxicos em Medicina Humana iniciou-se na década de 40, e desde então tem vindo a evoluir, tornando-se numa prática corrente na terapêutica oncológica. A exposição a estes fármacos representa um risco de saúde ocupacional, documentado em diversos estudos. Por esta razão, em Medicina Humana, as regras de segurança para a manipulação destes fármacos constituem um assunto muito discutido, existindo um grande número de entidades e organizações que elaboram documentos, contendo as normas orientadoras para um contacto seguro com os fármacos citotóxicos. Apesar da sua extrema importância, a segurança na manipulação dos fármacos citotóxicos continua a ser um tema pouco abordado em Medicina Veterinária, existindo um número muito reduzido de documentos que referem as normas orientadoras para uma manipulação segura. Foi objectivo, do presente trabalho, comparar estas duas realidades distintas, Medicina Veterinária vs Medicina Humana, no que respeita ao contacto com os fármacos citotóxicos, de forma a contribuir para uma maximização da protecção dos profissionais de Medicina Veterinária, bem como a do próprio paciente e a do ambiente. Assim, foi realizado um questionário – a nível nacional – para determinar, através das respostas a questões específicas para as diferentes fases de manipulação dos fármacos citotóxicos, o grau de segurança com que se efectua essa mesma manipulação, na prática clínica diária. Dos 65 questionários respondidos, 53 referem-se a Centros de Atendimento Médico-Veterinário (CAMVs) e 12 a Hospitais Veterinários. No entanto, a prática de quimioterapia ocorre em apenas 44 estabelecimentos, dos quais 33 são CAMVs e 11 são Hospitais Veterinários. Este estudo permitiu concluir, que a classe médico-veterinária apresenta uma exposição bastante elevada aos fármacos citotóxicos, fazendo-o com um grau de protecção e segurança insuficientes, logo com risco elevado para a sua saúde. Assim, e considerando o que são as normas de segurança em Medicina Humana, e de forma a modificar esta situação são preconizadas várias normas protectoras que poderão ser de aplicação comum durante todas as fases de manipulação dos fármacos citotóxicos, mas que podem ser mais especificas em função da fase de manipulação dos fármacos citotóxicos em que será preconizada a sua aplicação. |
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