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Aplicação da oxigenoterapia hiperbárica no tratamento da osteonecrose da mandíbula relacionada com os bifosfonatos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A osteonecrose da mandibula relacionada com os bifosfonatos (ONMRB) é um efeito adverso da terapêutica com bifosfonatos (BFs). O objetivo do estudo é avaliar a eficácia da Oxigenoterapia Hiperbárica (OHB) como tratamento adjuvante em doentes com ONMRB, com base na experiência clínica do CMSH. Materiais e métodos: Foi realizado um estudo observacional retrospetivo unicêntrico que incluiu todos os doentes tratados no CMSH entre janeiro de 2015 e setembro de 2023 com diagnóstico de ONMRB. Foram excluídos os doentes que tinham realizado fármacos anti-angiogénicos ou radioterapia localizada aos maxilares. Foram avaliados os seguintes dados: características demográficas, indicação e duração do tratamento com BFs; tempo decorrido entre o uso de BFs e o diagnóstico de ONMRB; prevenção oral; realização de exames complementares de diagnóstico; tratamentos realizados até indicação para OHB. Foi também avaliada a mudança de estádio, tendo em conta o estadiamento da American Association of Oral and Maxillofacial Surgeons (AAOMS), o número de sessões de OHB e o tempo de melhoria sintomática ou cura. A análise estatística foi realizada recorrendo ao IBM SPSS Statistics 28.0. Resultados: Foram avaliados 17 processos com diagnóstico de osteonecrose da mandíbula. Desses, 7 foram excluídos: 3 devido ao uso de fármacos anti-angiogénicos ou radioterapia localizada na região maxilar e 4 por não terem realizado um ciclo de OHB. Foram incluídos 10 doentes, tendo 6 indicação para BFs por osteoporose e 4 por metástases ósseas em contexto de neoplasia. A média de idades à data de início da OHB era de 63,7 anos. A média de tempo desde o fim do tratamento com BFs até ao início de sintomas foi de 7,94 anos e o tempo médio entre o diagnóstico de ONMRB e o início de OHB foi de 14,8 meses. 70% desenvolveram osteonecrose após intervenção dentária. Todos os doentes realizaram tratamento conservador e só 30% não tiveram intervenção cirúrgica. Foram realizadas em média 38 sessões de OHB e houve uma diferença estatisticamente significativa entre o tempo com sintomatologia antes do tratamento com OHB e o tempo com sintomatologia após esta terapêutica (p= 0,0069). Conclusões: Houve diferença estatisticamente significativa entre o tempo em que os doentes estiveram sintomáticos antes do tratamento com OHB e após esta terapêutica, tendo todos os doentes melhorado sintomaticamente.
Autores principais:Serra, Carolina Leal Vale da
Assunto:Oxigenoterapia hiperbárica Bifosfonatos Osteonecrose da mandíbula Estomatologia
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A osteonecrose da mandibula relacionada com os bifosfonatos (ONMRB) é um efeito adverso da terapêutica com bifosfonatos (BFs). O objetivo do estudo é avaliar a eficácia da Oxigenoterapia Hiperbárica (OHB) como tratamento adjuvante em doentes com ONMRB, com base na experiência clínica do CMSH. Materiais e métodos: Foi realizado um estudo observacional retrospetivo unicêntrico que incluiu todos os doentes tratados no CMSH entre janeiro de 2015 e setembro de 2023 com diagnóstico de ONMRB. Foram excluídos os doentes que tinham realizado fármacos anti-angiogénicos ou radioterapia localizada aos maxilares. Foram avaliados os seguintes dados: características demográficas, indicação e duração do tratamento com BFs; tempo decorrido entre o uso de BFs e o diagnóstico de ONMRB; prevenção oral; realização de exames complementares de diagnóstico; tratamentos realizados até indicação para OHB. Foi também avaliada a mudança de estádio, tendo em conta o estadiamento da American Association of Oral and Maxillofacial Surgeons (AAOMS), o número de sessões de OHB e o tempo de melhoria sintomática ou cura. A análise estatística foi realizada recorrendo ao IBM SPSS Statistics 28.0. Resultados: Foram avaliados 17 processos com diagnóstico de osteonecrose da mandíbula. Desses, 7 foram excluídos: 3 devido ao uso de fármacos anti-angiogénicos ou radioterapia localizada na região maxilar e 4 por não terem realizado um ciclo de OHB. Foram incluídos 10 doentes, tendo 6 indicação para BFs por osteoporose e 4 por metástases ósseas em contexto de neoplasia. A média de idades à data de início da OHB era de 63,7 anos. A média de tempo desde o fim do tratamento com BFs até ao início de sintomas foi de 7,94 anos e o tempo médio entre o diagnóstico de ONMRB e o início de OHB foi de 14,8 meses. 70% desenvolveram osteonecrose após intervenção dentária. Todos os doentes realizaram tratamento conservador e só 30% não tiveram intervenção cirúrgica. Foram realizadas em média 38 sessões de OHB e houve uma diferença estatisticamente significativa entre o tempo com sintomatologia antes do tratamento com OHB e o tempo com sintomatologia após esta terapêutica (p= 0,0069). Conclusões: Houve diferença estatisticamente significativa entre o tempo em que os doentes estiveram sintomáticos antes do tratamento com OHB e após esta terapêutica, tendo todos os doentes melhorado sintomaticamente.