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Catheter ablation versus antiarrhythmic drug therapy as first-line treatment of symptomatic atrial fibrillation : a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials

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Resumo:Importância: A fibrilhação auricular é a arritmia cardíaca mais comum, afetando aproximadamente 2 a 4% da população. As guidelines mais recentes sugerem o uso de fármacos antiarrítmicos como abordagem de primeira linha para a manutenção do ritmo sinusal em doentes com fibrilhação auricular sintomática. Além disso, a ablação é uma estratégia bem estabelecida para o tratamento de doentes com fibrilhação auricular recorrente sintomática e refratária à terapêutica médica otimizada. Estudos recentes reportaram melhores desfechos cardiovasculares com o controlo de ritmo precoce na fibrilhação auricular. A ablação pode atrasar ou prevenir as alterações estruturais a nível da aurícula e, consequentemente, a progressão para fibrilhação auricular persistente que, por sua vez, é mais difícil de tratar. Novos dados sugeriram benefícios em realizar uma ablação precoce em doentes com fibrilhação auricular paroxística sem terapêutica antiarrítmica prévia, de modo a modificar a evolução natural da doença. Objetivo: Avaliar a eficácia e segurança da ablação (por radiofrequência ou crioablação) como abordagem de primeira linha em comparação com a terapêutica antiarrítmica otimizada em doentes com fibrilhação auricular paroxística. Métodos: Revisão sistemática e meta-análise de ensaios clínicos controlados e randomizados que foram identificados usando a plataforma MEDLINE através do PubMed, Cochrane Central Register of Controlled Trials e EMBASE, publicados entre 1995 e 2021. Principais desfechos: Definiu-se como desfecho primário a recorrência de qualquer taquiarritmia auricular (fibrilhação auricular, flutter auricular ou taquicardia auricular) depois do período previamente estabelecido. Os desfechos secundários são a recorrência de taquiarritmias auriculares sintomáticas, mortalidade, ablação adicional após a randomização para o braço terapêutico inicial, hospitalizações, cruzamento para a terapêutica alternativa e efeitos adversos significativos. Resultados: Um total de 6 ensaios clínicos controlados e randomizados envolvendo 1215 doentes com fibrilhação auricular foram incluídos na meta-análise (com 610 doentes randomizados para a ablação e 605 para os fármacos antiarrítmicos). 164 dos 610 pacientes no grupo da ablação tiveram recorrência de taquiarritmia auricular, contrastando com 278 dos 605 pacientes no grupo dos fármacos antiarrítmicos, o que se traduz numa redução do risco relativo de 42% com a ablação (RR0.58, 95% CI: 0.46-0.73). Além disso, a ablação demonstrou-se igualmente eficaz na redução de taquiarritmias auriculares sintomáticas (RR 0.46, 95% CI: 0.29-0.72) e hospitalizações (RR 0.33, 95% CI: 0.21-0.52), sem diferenças significativas relativamente aos efeitos adversos em ambos os braços de tratamento. Conclusões: A ablação parece ser superior em comparação com a terapêutica médica antiarrítmica, reduzindo significativamente a recorrência de taquiarritmias auriculares em doentes com fibrilhação auricular paroxística, relativamente jovens, sem tratamento antiarrítmico prévio, com poucas comorbilidades cardiovasculares e com um coração estruturalmente normal. Além disso, mostrou também estar associada a uma diminuição da recorrência dos sintomas com uma taxa semelhante de efeitos adversos.
Autores principais:Carvalho, Maria Madalena Madeira da Fonseca Simões de
Assunto:Fibrilhação auricular Ablação Antiarrítmicos Arritmias Meta-análise Cardiologia
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Importância: A fibrilhação auricular é a arritmia cardíaca mais comum, afetando aproximadamente 2 a 4% da população. As guidelines mais recentes sugerem o uso de fármacos antiarrítmicos como abordagem de primeira linha para a manutenção do ritmo sinusal em doentes com fibrilhação auricular sintomática. Além disso, a ablação é uma estratégia bem estabelecida para o tratamento de doentes com fibrilhação auricular recorrente sintomática e refratária à terapêutica médica otimizada. Estudos recentes reportaram melhores desfechos cardiovasculares com o controlo de ritmo precoce na fibrilhação auricular. A ablação pode atrasar ou prevenir as alterações estruturais a nível da aurícula e, consequentemente, a progressão para fibrilhação auricular persistente que, por sua vez, é mais difícil de tratar. Novos dados sugeriram benefícios em realizar uma ablação precoce em doentes com fibrilhação auricular paroxística sem terapêutica antiarrítmica prévia, de modo a modificar a evolução natural da doença. Objetivo: Avaliar a eficácia e segurança da ablação (por radiofrequência ou crioablação) como abordagem de primeira linha em comparação com a terapêutica antiarrítmica otimizada em doentes com fibrilhação auricular paroxística. Métodos: Revisão sistemática e meta-análise de ensaios clínicos controlados e randomizados que foram identificados usando a plataforma MEDLINE através do PubMed, Cochrane Central Register of Controlled Trials e EMBASE, publicados entre 1995 e 2021. Principais desfechos: Definiu-se como desfecho primário a recorrência de qualquer taquiarritmia auricular (fibrilhação auricular, flutter auricular ou taquicardia auricular) depois do período previamente estabelecido. Os desfechos secundários são a recorrência de taquiarritmias auriculares sintomáticas, mortalidade, ablação adicional após a randomização para o braço terapêutico inicial, hospitalizações, cruzamento para a terapêutica alternativa e efeitos adversos significativos. Resultados: Um total de 6 ensaios clínicos controlados e randomizados envolvendo 1215 doentes com fibrilhação auricular foram incluídos na meta-análise (com 610 doentes randomizados para a ablação e 605 para os fármacos antiarrítmicos). 164 dos 610 pacientes no grupo da ablação tiveram recorrência de taquiarritmia auricular, contrastando com 278 dos 605 pacientes no grupo dos fármacos antiarrítmicos, o que se traduz numa redução do risco relativo de 42% com a ablação (RR0.58, 95% CI: 0.46-0.73). Além disso, a ablação demonstrou-se igualmente eficaz na redução de taquiarritmias auriculares sintomáticas (RR 0.46, 95% CI: 0.29-0.72) e hospitalizações (RR 0.33, 95% CI: 0.21-0.52), sem diferenças significativas relativamente aos efeitos adversos em ambos os braços de tratamento. Conclusões: A ablação parece ser superior em comparação com a terapêutica médica antiarrítmica, reduzindo significativamente a recorrência de taquiarritmias auriculares em doentes com fibrilhação auricular paroxística, relativamente jovens, sem tratamento antiarrítmico prévio, com poucas comorbilidades cardiovasculares e com um coração estruturalmente normal. Além disso, mostrou também estar associada a uma diminuição da recorrência dos sintomas com uma taxa semelhante de efeitos adversos.