Publicação
BSE em Portugal no período 2002/2009 : evolução epidemiológica e considerações futuras
| Resumo: | A primeira grande crise alimentar da história contemporânea, ocorreu quando em 1986 se provou a relação entre o consumo de produtos alimentares com origem em bovinos infectados com a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) e uma nova variante da Doença de Creutzfeld-Jakob, uma doença neurodegenerativa e fatal que afecta o Homem. Na sequência desta descoberta, a União Europeia (U.E) impõe uma série de medidas: Planos de Vigilância, Controlo e Erradicação da EEB; retirada de certos produtos da cadeia alimentar humana e animal (MRE); restrições à utilização de certas proteínas de origem animal na alimentação de animais de exploração (Feed Ban). Portugal revelou-se um dos países da União Europeia com maior incidência de EEB. Neste contexto foi alvo da imposição, por parte da U.E, de um embargo à exportação de produtos de origem bovina e de bovinos vivos. Neste trabalho procurou-se caracterizar, para o intervalo temporal entre 2002 e 2009, a evolução da epidemia de EEB em Portugal, os factores de risco, a eficácia das medidas preventivas e, em simultâneo, extrapolar possíveis futuros cenários caso a U.E, baseada nos dados obtidos nos diferentes países e num aconselhamento científico sólido, decida pela flexibilização de algumas medidas preventivas. Constatou-se que a EEB continua maioritariamente localizada nas Regiões Norte e Centro do país sendo que o número de casos positivos por milhão de bovinos adultos diminuiu de 137, em 2003, para 9 em 2009. A média etária dos animais positivos é de 104 meses e 98,8% desses bovinos nasceram antes de 2000, sendo 1997 o ano de nascimento do maior número de casos de EEB. |
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| Autores principais: | Ramalho, Maria Luísa Galvão |
| Assunto: | PrPres Encefalopatia Espongiforme Bovina vCJD MRE Segurança Sanitária dos Alimentos Feed Ban Bovine Spongiform Encephalopathy SRM Food Safety |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A primeira grande crise alimentar da história contemporânea, ocorreu quando em 1986 se provou a relação entre o consumo de produtos alimentares com origem em bovinos infectados com a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) e uma nova variante da Doença de Creutzfeld-Jakob, uma doença neurodegenerativa e fatal que afecta o Homem. Na sequência desta descoberta, a União Europeia (U.E) impõe uma série de medidas: Planos de Vigilância, Controlo e Erradicação da EEB; retirada de certos produtos da cadeia alimentar humana e animal (MRE); restrições à utilização de certas proteínas de origem animal na alimentação de animais de exploração (Feed Ban). Portugal revelou-se um dos países da União Europeia com maior incidência de EEB. Neste contexto foi alvo da imposição, por parte da U.E, de um embargo à exportação de produtos de origem bovina e de bovinos vivos. Neste trabalho procurou-se caracterizar, para o intervalo temporal entre 2002 e 2009, a evolução da epidemia de EEB em Portugal, os factores de risco, a eficácia das medidas preventivas e, em simultâneo, extrapolar possíveis futuros cenários caso a U.E, baseada nos dados obtidos nos diferentes países e num aconselhamento científico sólido, decida pela flexibilização de algumas medidas preventivas. Constatou-se que a EEB continua maioritariamente localizada nas Regiões Norte e Centro do país sendo que o número de casos positivos por milhão de bovinos adultos diminuiu de 137, em 2003, para 9 em 2009. A média etária dos animais positivos é de 104 meses e 98,8% desses bovinos nasceram antes de 2000, sendo 1997 o ano de nascimento do maior número de casos de EEB. |
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