Publicação
Fármacos utilizados em diagnóstico por tomografia por emissão de positrões (PET): situação atual e perspectivas futuras
| Resumo: | A tomografia por emissão de positrões (PET) é uma técnica não invasiva, que se baseia nos princípios da medicina nuclear e tem como fundamento a emissão de partículas β+. Durante décadas, tem-se atualizado, melhorando significativamente o diagnóstico, monitorização e terapia de diversas patologias. Este trabalho aborda alguns dos radiofármacos utilizados em PET atualmente, e re-alça possibilidades de inovação que melhoram o desempenho no diagnóstico ou na terapêutica. Um radiofármaco tem na sua constituição um fármaco compatível com o órgão ou tecido alvo a ser examinado, associado a um radionuclídeo como o 18F, 11C, 15O ou 13N que apresenta tempo de semi-vida (t1/2) curto e produzido num ciclotrão. Neste trabalho são abordados também radionuclídeos produzidos em geradores, o 68Ga, que apresenta um t1/2 maior e que revela características promissoras no respeitante ao diagnóstico de doenças como o cancro da próstata ou tumores neuroendócrinos. O radiofármaco mais frequentemente utilizado é o 18F-FDG [2-desoxi-2-(18F) fluoro-D-glucose], um análogo da glucose, tendo uma vasta aplicação no diagnóstico de doenças do foro oncológico, em cardiologia ou em doenças neurológicas, baseando-se no aumento do metabolismo da glucose. O radiofármaco 11C-metionina representa um bom indicador da presença de tumo-res, especialmente os cerebrais, baseando-se no aumento da síntese proteica. Para deteção das recorrências do cancro da próstata, são utilizados os radiofárma-cos 11C-colina e o 18F-fluorocolina, mas o que apresenta uma maior especificidade no di-agnóstico, é o novo derivado de 68Ga: 68Ga-PSMA-11. Os tumores neuroendócrinos são um desafio relativamente à deteção precoce, pelo que foram desenvolvidos radiofármacos derivados de 68Ga análogos aos recetores de so-matostatina, apresentando características promissoras tanto para o diagnóstico quanto para a terapêutica. Têm surgido radiofármacos derivados do radionuclídeo 18F empregues na doença de Alzheimer tendo como alvo a deposição de placas β-amiloides; contudo, os novos ra-diofármacos orientados para a proteína tau representam uma ferramenta favorável no futuro do diagnóstico desta doença. Em tempos de pandemia COVID-19, o uso da PET mostrou ser uma ferramenta adicional na deteção de situações inflamatórias, acreditando-se, por isso, que futuramente, esta técnica pode representar um método complementar no diagnóstico da infeção pelo vírus SARS-CoV-2. |
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| Autores principais: | Adam, Ionela Alexandra |
| Assunto: | PET Radionuclídeos Radiofármaco 18F-FDG Diagnóstico Mestrado integrado - 2021 |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A tomografia por emissão de positrões (PET) é uma técnica não invasiva, que se baseia nos princípios da medicina nuclear e tem como fundamento a emissão de partículas β+. Durante décadas, tem-se atualizado, melhorando significativamente o diagnóstico, monitorização e terapia de diversas patologias. Este trabalho aborda alguns dos radiofármacos utilizados em PET atualmente, e re-alça possibilidades de inovação que melhoram o desempenho no diagnóstico ou na terapêutica. Um radiofármaco tem na sua constituição um fármaco compatível com o órgão ou tecido alvo a ser examinado, associado a um radionuclídeo como o 18F, 11C, 15O ou 13N que apresenta tempo de semi-vida (t1/2) curto e produzido num ciclotrão. Neste trabalho são abordados também radionuclídeos produzidos em geradores, o 68Ga, que apresenta um t1/2 maior e que revela características promissoras no respeitante ao diagnóstico de doenças como o cancro da próstata ou tumores neuroendócrinos. O radiofármaco mais frequentemente utilizado é o 18F-FDG [2-desoxi-2-(18F) fluoro-D-glucose], um análogo da glucose, tendo uma vasta aplicação no diagnóstico de doenças do foro oncológico, em cardiologia ou em doenças neurológicas, baseando-se no aumento do metabolismo da glucose. O radiofármaco 11C-metionina representa um bom indicador da presença de tumo-res, especialmente os cerebrais, baseando-se no aumento da síntese proteica. Para deteção das recorrências do cancro da próstata, são utilizados os radiofárma-cos 11C-colina e o 18F-fluorocolina, mas o que apresenta uma maior especificidade no di-agnóstico, é o novo derivado de 68Ga: 68Ga-PSMA-11. Os tumores neuroendócrinos são um desafio relativamente à deteção precoce, pelo que foram desenvolvidos radiofármacos derivados de 68Ga análogos aos recetores de so-matostatina, apresentando características promissoras tanto para o diagnóstico quanto para a terapêutica. Têm surgido radiofármacos derivados do radionuclídeo 18F empregues na doença de Alzheimer tendo como alvo a deposição de placas β-amiloides; contudo, os novos ra-diofármacos orientados para a proteína tau representam uma ferramenta favorável no futuro do diagnóstico desta doença. Em tempos de pandemia COVID-19, o uso da PET mostrou ser uma ferramenta adicional na deteção de situações inflamatórias, acreditando-se, por isso, que futuramente, esta técnica pode representar um método complementar no diagnóstico da infeção pelo vírus SARS-CoV-2. |
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