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Caracterização de uma população de doentes com Asma ou DPOC, utentes de farmácias comunitárias – avaliação transversal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O objetivo deste estudo é a caracterização de uma população de doentes com Asma e DPOC, nomeadamente o padrão de utilização de terapêutica inalatória, parâmetros espirométricos, grau de controlo das patologias, estimar a prevalência de má utilização de inaladores e a prevalência de patologia não controlada em utentes de farmácias comunitárias. Foi analisada uma base de dados com características de 729 doentes com Asma e DPOC), utentes de farmácias comunitárias. Foi recolhida informação socio demográfica, efetuado o questionário CARAT para os doentes com Asma e avaliada a dispneia através da escala do Medical Research Council modificada (mMRC) para os doentes com DPOC, verificada a técnica inalatória pelos farmacêuticos através de checklist adaptada aos inaladores utilizados pelo doente e recolha de parâmetros espirométricos. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão definidos resultaram 593 doentes para análise, 256 com asma e 337 com DPOC. A amostra continha 43% de doentes com Asma e 57% de doentes com DPOC. 20,71% dos doentes apresentavam técnica inalatória incorreta. Encontrou-se 3 vezes maior probabilidade dos doentes apresentarem técnica inalatória correta nos grupos etários acima de 51 anos (p<0,05) assim como nos doentes com asma comparativamente aos com DPOC. 58,98% dos doentes apresentavam asma não controlada segundo o resultado do CARAT. Observou-se que os doentes que utilizam SABA têm maior probabilidade de apresentar asma não controlada (ORA=0,412, p<0,05). Segundo o resultado da escala mMRC 44,81% dos doentes com DPOC apresentava dispneia não controlada, sendo que 90% destes utilizavam terapêutica inalatória (p<0,05). Na asma a terapêutica com inaladores está associada a menor risco de exacerbações (ORA=0,041, p<0,05). Assim como os doentes com terapêutica inalatória também apresentam uma menor probabilidade de limitação de fluxo aéreo (FV1/FVC<70) (ORA=0,378, p<0,05), enquanto que a utilização de inaladores LAMA está associada a maior probabilidade dessa limitação. O grupo etário dos 36 aos 50 anos apresentou maior probabilidade dos doentes terem asma em alternativa à DPOC (ORA=1,860, p<0,05), a partir dos 51 anos verifica-se maior probabilidade de DPOC (ORA=0,542 entre 51 e 65 anos e ORA=0,084 a partir dos 65 anos, p<0,05). A utilização de SABA, ICS e de antagonistas dos receptores dos leucotrienos é mais frequente na asma do que na DPOC (ORA=2,446, ORA=2,171 e ORA=3,134, p<0,05, respetivamente). A utilização de SAMA e LAMA é mais frequente nos doentes com DPOC (ORA=0,285, ORA=0,163, p<0,05). Encontrou-se Asma não controlada e DPOC com dispneia não controlada em grande número de doentes da amostra, sendo que os doentes com medicação inalatória apresentavam menor controlo da doença. Sugerindo assim que a intervenção do farmacêutico incida sobre a técnica inalatória, sobre o conhecimento da doença e a educação para a prevenção de exacerbações, aumentando assim o controlo das patologias.
Autores principais:Baptista, Inês Trindade
Assunto:Asma DPOC Técnica inalatória Farmácia comunitária Teses de mestrado - 2017
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O objetivo deste estudo é a caracterização de uma população de doentes com Asma e DPOC, nomeadamente o padrão de utilização de terapêutica inalatória, parâmetros espirométricos, grau de controlo das patologias, estimar a prevalência de má utilização de inaladores e a prevalência de patologia não controlada em utentes de farmácias comunitárias. Foi analisada uma base de dados com características de 729 doentes com Asma e DPOC), utentes de farmácias comunitárias. Foi recolhida informação socio demográfica, efetuado o questionário CARAT para os doentes com Asma e avaliada a dispneia através da escala do Medical Research Council modificada (mMRC) para os doentes com DPOC, verificada a técnica inalatória pelos farmacêuticos através de checklist adaptada aos inaladores utilizados pelo doente e recolha de parâmetros espirométricos. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão definidos resultaram 593 doentes para análise, 256 com asma e 337 com DPOC. A amostra continha 43% de doentes com Asma e 57% de doentes com DPOC. 20,71% dos doentes apresentavam técnica inalatória incorreta. Encontrou-se 3 vezes maior probabilidade dos doentes apresentarem técnica inalatória correta nos grupos etários acima de 51 anos (p<0,05) assim como nos doentes com asma comparativamente aos com DPOC. 58,98% dos doentes apresentavam asma não controlada segundo o resultado do CARAT. Observou-se que os doentes que utilizam SABA têm maior probabilidade de apresentar asma não controlada (ORA=0,412, p<0,05). Segundo o resultado da escala mMRC 44,81% dos doentes com DPOC apresentava dispneia não controlada, sendo que 90% destes utilizavam terapêutica inalatória (p<0,05). Na asma a terapêutica com inaladores está associada a menor risco de exacerbações (ORA=0,041, p<0,05). Assim como os doentes com terapêutica inalatória também apresentam uma menor probabilidade de limitação de fluxo aéreo (FV1/FVC<70) (ORA=0,378, p<0,05), enquanto que a utilização de inaladores LAMA está associada a maior probabilidade dessa limitação. O grupo etário dos 36 aos 50 anos apresentou maior probabilidade dos doentes terem asma em alternativa à DPOC (ORA=1,860, p<0,05), a partir dos 51 anos verifica-se maior probabilidade de DPOC (ORA=0,542 entre 51 e 65 anos e ORA=0,084 a partir dos 65 anos, p<0,05). A utilização de SABA, ICS e de antagonistas dos receptores dos leucotrienos é mais frequente na asma do que na DPOC (ORA=2,446, ORA=2,171 e ORA=3,134, p<0,05, respetivamente). A utilização de SAMA e LAMA é mais frequente nos doentes com DPOC (ORA=0,285, ORA=0,163, p<0,05). Encontrou-se Asma não controlada e DPOC com dispneia não controlada em grande número de doentes da amostra, sendo que os doentes com medicação inalatória apresentavam menor controlo da doença. Sugerindo assim que a intervenção do farmacêutico incida sobre a técnica inalatória, sobre o conhecimento da doença e a educação para a prevenção de exacerbações, aumentando assim o controlo das patologias.