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O papel da experiência mística na utilização da psilocibina no tratamento da depressão

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: Estima-se que as perturbações depressivas tenham uma prevalência ao longo da vida de 19,3% em Portugal. Apesar das terapêuticas eficazes atualmente disponíveis, entre elas os Inibidores de Recaptação de Serotonina (ISRS) como primeira linha, uma fração significativa dos pacientes que a elas se submetem permanecem sintomáticos. Como resposta à inaptidão da terapêutica convencional perante estes casos surge a necessidade de abrir portas à exploração de novas alternativas, entre elas, a Psilocibina. Vários artigos têm vindo a evidenciar não só a eficácia deste psicadélico clássico no tratamento de algumas perturbações mentais (nomeadamente em transtornos depressivos, ansiosos e a aditivos associados ao tabaco e nicotina) como também têm revelado a sua capacidade em propiciar experiências do tipo místico. Estas experiências aparentam estar intimamente associadas à melhoria da sintomatologia associada a estas perturbações na população submetida ao tratamento experimental com a psilocibina em associação com a psicoterapia em contexto clínco. Objetivo: Contextualizar e interpretar a importância da experiência mística na utilização da Psilocibina como agente terapêutico e a sua relação com a eficácia deste psicadélico no tratamento da depressão. Métodos: Foi realizada uma pesquisa bibliográfica nas bases de dados Pubmed, EBSCO, Science Direct e NCBI de ensaios clínicos que avaliassem a experiência mística no contexto do uso da Psilocibina no tratamento de pacientes com o diagnóstico clínico de um transtorno depressivo, publicados entre 2006 e 2022. Resultados: Os 5 ensaios clínicos incluídos nesta revisão demonstraram a eficácia e segurança da utilização da psilocibina em associação com psicoterapia no tratamento da depressão primária e secundária. Foi estabelecida também uma possível relação entre a capacidade deste psicadélico clássico induzir experiências místicas com o seu uso terapêutico nesta patologia. Conclusões: A utilização de psilocibina em conjunção com psicoterapia utilizada em contexto clínico foi administrada de forma segura e com bom perfil de segurança. A sua capacidade de induzir experiências do tipo místico aparenta contribuir para a eficácia do tratamento da depressão.
Autores principais:Costa, Rui Tácio Telo
Assunto:Depression Major depressive disorder Treatment-resistant depression 4-phosphoryloxy-N Mystical experience Psilocybin
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: Estima-se que as perturbações depressivas tenham uma prevalência ao longo da vida de 19,3% em Portugal. Apesar das terapêuticas eficazes atualmente disponíveis, entre elas os Inibidores de Recaptação de Serotonina (ISRS) como primeira linha, uma fração significativa dos pacientes que a elas se submetem permanecem sintomáticos. Como resposta à inaptidão da terapêutica convencional perante estes casos surge a necessidade de abrir portas à exploração de novas alternativas, entre elas, a Psilocibina. Vários artigos têm vindo a evidenciar não só a eficácia deste psicadélico clássico no tratamento de algumas perturbações mentais (nomeadamente em transtornos depressivos, ansiosos e a aditivos associados ao tabaco e nicotina) como também têm revelado a sua capacidade em propiciar experiências do tipo místico. Estas experiências aparentam estar intimamente associadas à melhoria da sintomatologia associada a estas perturbações na população submetida ao tratamento experimental com a psilocibina em associação com a psicoterapia em contexto clínco. Objetivo: Contextualizar e interpretar a importância da experiência mística na utilização da Psilocibina como agente terapêutico e a sua relação com a eficácia deste psicadélico no tratamento da depressão. Métodos: Foi realizada uma pesquisa bibliográfica nas bases de dados Pubmed, EBSCO, Science Direct e NCBI de ensaios clínicos que avaliassem a experiência mística no contexto do uso da Psilocibina no tratamento de pacientes com o diagnóstico clínico de um transtorno depressivo, publicados entre 2006 e 2022. Resultados: Os 5 ensaios clínicos incluídos nesta revisão demonstraram a eficácia e segurança da utilização da psilocibina em associação com psicoterapia no tratamento da depressão primária e secundária. Foi estabelecida também uma possível relação entre a capacidade deste psicadélico clássico induzir experiências místicas com o seu uso terapêutico nesta patologia. Conclusões: A utilização de psilocibina em conjunção com psicoterapia utilizada em contexto clínico foi administrada de forma segura e com bom perfil de segurança. A sua capacidade de induzir experiências do tipo místico aparenta contribuir para a eficácia do tratamento da depressão.