Publicação
Estudos de migração do bisfenol A em biberões
| Resumo: | O bisfenol A é um composto com reconhecidas propriedades estrogénicas, cujos efeitos se fazem sentir sobretudo ao nível da fertilidade, desenvolvimento e comportamento. Estudos recentes revelam que este composto tem capacidade para exercer os seus efeitos mesmo em concentrações inferiores à actual TDI. Actualmente a principal aplicação do bisfenol A é como matéria prima no fabrico do plástico policarbonato (PC). Este polímero está aprovado para o fabrico de recipientes que contactam com os alimentos, nomeadamente biberões. A União Europeia (UE) impõe um limite de migração específica para o bisfenol A de 3 mg/L; este limite será reduzido para 0,6 mg/L a partir de Dezembro de 2007. Contudo, quando se refere a recipientes destinados à alimentação de crianças o limite é de 0,3 mg/L. A UE estabeleceu recentemente uma TDI de 0,05 mg/kg/dia. Neste estudo avaliou-se a migração de bisfenol A em várias marcas de biberões de policarbonato sujeitos a diversas condições de utilização (temperatura, tempo de contacto e pH), foi realizada uma estimativa do risco de exposição ao bisfenol A a partir dos biberões de PC, numa população de crianças entre os 0-6 meses. As condições dos ensaios de migração foram seleccionadas com base nas Normas Europeias 14350-2 e 13130-1 e foi realizado um ensaio com o objectivo de mimetizar as condições reais de utilização repetida. As amostras recolhidas foram analisadas por HPLC com detector de fluorescência, tendo o método sido previamente validado. Os resultados obtidos sugerem que o bisfenol A se liberta de todas as marcas de biberões estudadas, no entanto, em algumas marcas isso só acontece para condições de tempo e temperatura relativamente drásticas. Em todos os casos os biberões analisados encontram-se dentro dos limites especificados pela UE. Os índices de risco calculados para os vários ensaios são em todos os casos bastante inferiores a 1, pelo que se pode considerar um risco reduzido. Por fim salienta-se que a informação do fabricante que acompanha o biberão é nalguns caso bastante incompleta. Assim, apesar dos baixos níveis de bisfenol A detectados, é importante corrigir essas deficiências e alertar as mães para certos procedimentos que podem degradar mais facilmente o biberão. |
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| Autores principais: | Encarnação, Inês Páramos Merino Faria, 1978- |
| Assunto: | Teses de mestrado Toxicologia Controlo de qualidade |
| Ano: | 2007 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O bisfenol A é um composto com reconhecidas propriedades estrogénicas, cujos efeitos se fazem sentir sobretudo ao nível da fertilidade, desenvolvimento e comportamento. Estudos recentes revelam que este composto tem capacidade para exercer os seus efeitos mesmo em concentrações inferiores à actual TDI. Actualmente a principal aplicação do bisfenol A é como matéria prima no fabrico do plástico policarbonato (PC). Este polímero está aprovado para o fabrico de recipientes que contactam com os alimentos, nomeadamente biberões. A União Europeia (UE) impõe um limite de migração específica para o bisfenol A de 3 mg/L; este limite será reduzido para 0,6 mg/L a partir de Dezembro de 2007. Contudo, quando se refere a recipientes destinados à alimentação de crianças o limite é de 0,3 mg/L. A UE estabeleceu recentemente uma TDI de 0,05 mg/kg/dia. Neste estudo avaliou-se a migração de bisfenol A em várias marcas de biberões de policarbonato sujeitos a diversas condições de utilização (temperatura, tempo de contacto e pH), foi realizada uma estimativa do risco de exposição ao bisfenol A a partir dos biberões de PC, numa população de crianças entre os 0-6 meses. As condições dos ensaios de migração foram seleccionadas com base nas Normas Europeias 14350-2 e 13130-1 e foi realizado um ensaio com o objectivo de mimetizar as condições reais de utilização repetida. As amostras recolhidas foram analisadas por HPLC com detector de fluorescência, tendo o método sido previamente validado. Os resultados obtidos sugerem que o bisfenol A se liberta de todas as marcas de biberões estudadas, no entanto, em algumas marcas isso só acontece para condições de tempo e temperatura relativamente drásticas. Em todos os casos os biberões analisados encontram-se dentro dos limites especificados pela UE. Os índices de risco calculados para os vários ensaios são em todos os casos bastante inferiores a 1, pelo que se pode considerar um risco reduzido. Por fim salienta-se que a informação do fabricante que acompanha o biberão é nalguns caso bastante incompleta. Assim, apesar dos baixos níveis de bisfenol A detectados, é importante corrigir essas deficiências e alertar as mães para certos procedimentos que podem degradar mais facilmente o biberão. |
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