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Diplomacia científica no quadro das relações multilaterais : o caso da CPLP

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Resumo:Este trabalho pretende analisar o papel da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) como agente implementador do primeiro plano estratégico de cooperação multilateral no domínio da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (CTES) da Comunidade, acordado na VI reunião de Ministros de CTES em Maputo, Moçambique, a 15 de abril de 2014. Para o efeito, usamos o método de análise de conteúdo do referido plano estratégico, bem como da declaração constitutiva da Comunidade de 1996, e comparamos estes documentos com o que consideramos ser o benchmark internacional de ação de uma organização multilateral em termos de coordenação e promoção de sinergias e externalidades positivas a partir de políticas nacionais de CTES, designadamente a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que se encontra atualmente a implementar o seu quinto plano estratégico. A dotação do plano com recursos financeiros suficientes e previsíveis à sua implementação, a promoção de uma ação célere do grupo técnico executor da operacionalização para a implementação do plano e a alavancagem do seu potencial pela constituição de parcerias com outras entidades multilaterais, também regionais, a partir de estratégias pragmáticas de colaboração e cooperação conjuntas, baseadas em resultados e ações específicas, são os elementos identificados necessários para uma execução efetiva do plano.
Autores principais:Varela, Ana Carolina Silva
Assunto:Ciência Diplomacia Científica Cooperação CPLP Science Scientific diplomacy Cooperation
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este trabalho pretende analisar o papel da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) como agente implementador do primeiro plano estratégico de cooperação multilateral no domínio da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (CTES) da Comunidade, acordado na VI reunião de Ministros de CTES em Maputo, Moçambique, a 15 de abril de 2014. Para o efeito, usamos o método de análise de conteúdo do referido plano estratégico, bem como da declaração constitutiva da Comunidade de 1996, e comparamos estes documentos com o que consideramos ser o benchmark internacional de ação de uma organização multilateral em termos de coordenação e promoção de sinergias e externalidades positivas a partir de políticas nacionais de CTES, designadamente a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que se encontra atualmente a implementar o seu quinto plano estratégico. A dotação do plano com recursos financeiros suficientes e previsíveis à sua implementação, a promoção de uma ação célere do grupo técnico executor da operacionalização para a implementação do plano e a alavancagem do seu potencial pela constituição de parcerias com outras entidades multilaterais, também regionais, a partir de estratégias pragmáticas de colaboração e cooperação conjuntas, baseadas em resultados e ações específicas, são os elementos identificados necessários para uma execução efetiva do plano.