Publicação

Lesões do ouvido em desportos aquáticos

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Durante a prática de desportos em meio aquáticos o ouvido está particularmente exposto a agressões. Otite externa, otomicoses, exostoses, barotrauma do ouvido médio, perfurações traumáticas da membrana timpânica e barotrauma do ouvido interno são as patologias comummente associadas aos deportos náuticos. Os agentes etiológicos mais comuns na otite externa são Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus. A exposição a águas contaminadas e a humidade no canal auditivo externo são os principais fatores predisponentes. As otomicoses, com fatores predisponentes semelhantes à otite externa, são infeções fúngicas provocadas por Candida albicans, Aspergillus fumigatus e Aspergillus niger. Ambas implicam tratamento tópico, remoção de detritos e eliminação da humidade no ouvido. Por oposição, o tratamento das exostoses, frequente em surfistas, é cirúrgico. A perfuração da membrana timpânica pode ocorrer por aumento da pressão com a profundidade ou por trauma direto no ouvido. Habitualmente, evolui espontaneamente para cura. Todavia, se tal não se verificar, opta-se por tratamento cirúrgico com timpanoplastia. Esta poderá evoluir para cura espontânea, caso contrário requer timpanoplastia. O barotrauma do ouvido médio é a lesão mais comum durante o mergulho. Este ocorre por compressão deste canal, com eventual retração da membrana timpânica, hemorragia e rutura da membrana timpânica. O barotrauma do ouvido interno, embora raro, é uma lesão emergente que requer intervenção imediata. Possui três formas típicas de apresentação, nomeadamente as fistulas perilinfáticas, rutura de membranas e hemorragia do ouvido interno. A causa mais comum de barotrauma de repetição é dificuldade de equalização por disfunção da trompa de Eustáquio.
Autores principais:Correia, Sandra Sofia Tomé
Assunto:Ouvido Barotrauma do ouvido médio Barotrauma sinusal Barotrauma do ouvido interno Fistulas perilinfáticas Otorrinolaringologia
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Durante a prática de desportos em meio aquáticos o ouvido está particularmente exposto a agressões. Otite externa, otomicoses, exostoses, barotrauma do ouvido médio, perfurações traumáticas da membrana timpânica e barotrauma do ouvido interno são as patologias comummente associadas aos deportos náuticos. Os agentes etiológicos mais comuns na otite externa são Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus. A exposição a águas contaminadas e a humidade no canal auditivo externo são os principais fatores predisponentes. As otomicoses, com fatores predisponentes semelhantes à otite externa, são infeções fúngicas provocadas por Candida albicans, Aspergillus fumigatus e Aspergillus niger. Ambas implicam tratamento tópico, remoção de detritos e eliminação da humidade no ouvido. Por oposição, o tratamento das exostoses, frequente em surfistas, é cirúrgico. A perfuração da membrana timpânica pode ocorrer por aumento da pressão com a profundidade ou por trauma direto no ouvido. Habitualmente, evolui espontaneamente para cura. Todavia, se tal não se verificar, opta-se por tratamento cirúrgico com timpanoplastia. Esta poderá evoluir para cura espontânea, caso contrário requer timpanoplastia. O barotrauma do ouvido médio é a lesão mais comum durante o mergulho. Este ocorre por compressão deste canal, com eventual retração da membrana timpânica, hemorragia e rutura da membrana timpânica. O barotrauma do ouvido interno, embora raro, é uma lesão emergente que requer intervenção imediata. Possui três formas típicas de apresentação, nomeadamente as fistulas perilinfáticas, rutura de membranas e hemorragia do ouvido interno. A causa mais comum de barotrauma de repetição é dificuldade de equalização por disfunção da trompa de Eustáquio.