Publicação
Hacking the brain : O uso de substâncias como enhancers cognitivos em estudantes de medicina portugueses
| Resumo: | Introdução: Um número crescente de pessoas saudáveis, nos quais se incluem estudantes de Medicina, recorrem a substâncias procurando melhorar o seu desempenho académico. Este estudo teve como objetivo: avaliar a prevalência do uso enhancers nos estudantes de Medicina portugueses; identificar as funções cognitivas objeto de melhoramento e meios utilizados; identificar os modos de obtenção, aferir o seu conhecimento e perceção de risco perante estas substâncias; identificar motivações e contextos em que recorrem ao seu uso. Método: Participaram 168 estudantes matriculados em cursos de Medicina em Portugal, inscritos do 1º ao 6.º ano e finalistas de 2020/2021, cujas idades variavam entre os 18 e 35 anos, com uma média de 22,63 ± 2,65 anos, a maioria (73.8%) do sexo feminino. Os participantes preencheram um questionário onde era avaliado o seu padrão de consumo de substâncias como enhancers. A recolha de dados decorreu entre 19 de Fevereiro e 19 de Abril de 2022. Resultados: 4.2% dos estudantes já consumiram medicamentos sujeitos a receita médica utilizados como enhancers; 47% reportou já ter consumido algum tipo de substância durante o seu percurso académico, procurando principalmente aumentar a concentração, tempo de vigília e memória sobretudo através do consumo de café, chá e suplementos vitamínicos. Entre os consumidores, a maioria teve conhecimento acerca do seu uso através de amigos/colegas. Os estudantes que afirmavam já ter consumido enhancers apresentaram médias no último semestre inferiores aos estudantes que negaram o consumo. Conclusão: O consumo de enhancers é uma realidade entre os estudantes de Medicina em Portugal. A sua utilização indevida acarreta riscos nefastos para o bem-estar dos estudantes pelo que deve haver precaução na sua disponibilização e deve ser transmitida informação adequada aos estudantes. Futuros estudos devem abordar com maior detalhe o uso de enhancers, outras substâncias não apuradas neste estudo, outros contextos e novas motivações. |
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| Autores principais: | Ferreira, Tomás Camacho |
| Assunto: | Enhancement cognitivo Estudantes de Medicina Desempenho académico Abuso de substâncias Portugal |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: Um número crescente de pessoas saudáveis, nos quais se incluem estudantes de Medicina, recorrem a substâncias procurando melhorar o seu desempenho académico. Este estudo teve como objetivo: avaliar a prevalência do uso enhancers nos estudantes de Medicina portugueses; identificar as funções cognitivas objeto de melhoramento e meios utilizados; identificar os modos de obtenção, aferir o seu conhecimento e perceção de risco perante estas substâncias; identificar motivações e contextos em que recorrem ao seu uso. Método: Participaram 168 estudantes matriculados em cursos de Medicina em Portugal, inscritos do 1º ao 6.º ano e finalistas de 2020/2021, cujas idades variavam entre os 18 e 35 anos, com uma média de 22,63 ± 2,65 anos, a maioria (73.8%) do sexo feminino. Os participantes preencheram um questionário onde era avaliado o seu padrão de consumo de substâncias como enhancers. A recolha de dados decorreu entre 19 de Fevereiro e 19 de Abril de 2022. Resultados: 4.2% dos estudantes já consumiram medicamentos sujeitos a receita médica utilizados como enhancers; 47% reportou já ter consumido algum tipo de substância durante o seu percurso académico, procurando principalmente aumentar a concentração, tempo de vigília e memória sobretudo através do consumo de café, chá e suplementos vitamínicos. Entre os consumidores, a maioria teve conhecimento acerca do seu uso através de amigos/colegas. Os estudantes que afirmavam já ter consumido enhancers apresentaram médias no último semestre inferiores aos estudantes que negaram o consumo. Conclusão: O consumo de enhancers é uma realidade entre os estudantes de Medicina em Portugal. A sua utilização indevida acarreta riscos nefastos para o bem-estar dos estudantes pelo que deve haver precaução na sua disponibilização e deve ser transmitida informação adequada aos estudantes. Futuros estudos devem abordar com maior detalhe o uso de enhancers, outras substâncias não apuradas neste estudo, outros contextos e novas motivações. |
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