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A sintomatologia depressiva e a religiosidade na meia-idade feminina

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Resumo:Com base em estudos portugueses que procuraram encontrar a existência de relações entre a religião e a saúde mental e outros que estudaram a sintomatologia depressiva em mulheres de meia-idade, procurou-se relacionar a religiosidade, práticas e orientação religiosa, e a sintomatologia depressiva em mulheres de meia-idade, com diferentes estatutos de menopausa. O estudo teve como objectivo principal verificar as relações entre a depressão e a religiosidade em mulheres de meia-idade, com diferentes estatutos em relação a menopausa. A amostra estudada foi uma amostra compósita, de 137 participantes. A cada sujeito foram aplicados: Questionário sociodemográfico; Questionário sobre práticas religiosas; Questionário sobre o estatuto da menopausa; Escala de Depressão do Centro de Estudos Epidemiológicos (C.E.S. - D; Gonçalves & Fagulha, 2004) e Escala de Orientação Religiosa - R (Linares, R. 2009; versão portuguesa). O questionário sobre prática religiosa deu origem a uma escala de prática religiosa com itens muito correlacionados entre si. O aspecto inovador deste trabalho foi o estudo da relação entre os estatutos da menopausa e a religiosidade, encontrando resultados que indicam um aumento significativo de orientação religiosa nas mulheres consoante a evolução do seu processo de menopausa, excepto naquelas que apresentam orientação religiosa extrínseca ”outros”, uma religiosidade mais madura e profunda. Confirma-se a relação negativa entre prática religiosa e sintomatologia depressiva. Ao nível da menopausa, encontram-se diferenças na sintomatologia depressiva consoante passagem pelas etapas da menopausa em mulheres que têm habilitações académicas abaixo do 9.º ano ou rendimentos considerados insuficientes. Também foram encontradas relações entre a sintomatologia menopáusica e a sintomatologia depressiva. Verifica-se impacto de variáveis sociodemográficas na religiosidade, assim como na depressão e na menopausa. O tamanho da amostra, a importância de poder comparar amostras clínicas e não clínicas na menopausa e a necessidade de distinguir o impacto da idade e da menopausa foram considerados aspectos a desenvolver.
Autores principais:Toste, Carla Patrícia Scherer
Assunto:Depressão (psicologia) Religiosidade Mulheres - psicologia Teses de mestrado - 2012
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Com base em estudos portugueses que procuraram encontrar a existência de relações entre a religião e a saúde mental e outros que estudaram a sintomatologia depressiva em mulheres de meia-idade, procurou-se relacionar a religiosidade, práticas e orientação religiosa, e a sintomatologia depressiva em mulheres de meia-idade, com diferentes estatutos de menopausa. O estudo teve como objectivo principal verificar as relações entre a depressão e a religiosidade em mulheres de meia-idade, com diferentes estatutos em relação a menopausa. A amostra estudada foi uma amostra compósita, de 137 participantes. A cada sujeito foram aplicados: Questionário sociodemográfico; Questionário sobre práticas religiosas; Questionário sobre o estatuto da menopausa; Escala de Depressão do Centro de Estudos Epidemiológicos (C.E.S. - D; Gonçalves & Fagulha, 2004) e Escala de Orientação Religiosa - R (Linares, R. 2009; versão portuguesa). O questionário sobre prática religiosa deu origem a uma escala de prática religiosa com itens muito correlacionados entre si. O aspecto inovador deste trabalho foi o estudo da relação entre os estatutos da menopausa e a religiosidade, encontrando resultados que indicam um aumento significativo de orientação religiosa nas mulheres consoante a evolução do seu processo de menopausa, excepto naquelas que apresentam orientação religiosa extrínseca ”outros”, uma religiosidade mais madura e profunda. Confirma-se a relação negativa entre prática religiosa e sintomatologia depressiva. Ao nível da menopausa, encontram-se diferenças na sintomatologia depressiva consoante passagem pelas etapas da menopausa em mulheres que têm habilitações académicas abaixo do 9.º ano ou rendimentos considerados insuficientes. Também foram encontradas relações entre a sintomatologia menopáusica e a sintomatologia depressiva. Verifica-se impacto de variáveis sociodemográficas na religiosidade, assim como na depressão e na menopausa. O tamanho da amostra, a importância de poder comparar amostras clínicas e não clínicas na menopausa e a necessidade de distinguir o impacto da idade e da menopausa foram considerados aspectos a desenvolver.