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Psicopatologia em grupos vulneráveis : o caso particular dos refugiados

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os migrantes, sobretudo os refugiados, são populações vulneráveis que, pelas situações extremas a que são sujeitos, pelas adversidades que vivem, tais como a violência, a tortura, a exposição à guerra, uma migração forçada, incerteza sobre o futuro, adaptação cultural e linguística ao país de acolhimento, estigma e dificuldades socioeconómicas, estão em risco muito acrescido de desenvolver Patologia Mental. O número de pessoas deslocadas à força tem vindo a aumentar, especialmente nos últimos anos, e, no final de 2022, existiam pelo menos 108 milhões de pessoas nesta situação. Este trabalho consiste numa revisão narrativa e o seu objetivo foi compilar de forma objetiva a prevalência de patologia mental nos refugiados, com ênfase na Perturbação de Stress Pós-Traumático (PTSD), na perturbação depressiva e nas perturbações de ansiedade. Para tal, foram selecionados 16 artigos da pesquisa realizada em plataformas biomédicas e organizacionais. Os dados analisados refletem prevalências de PTSD e depressão elevadas, superiores à da população geral, e uma prevalência de ansiedade variável, que se pode assemelhar à da população geral ou ultrapassá-la. Pode concluir-se que, mesmo tendo em conta as limitações desta revisão (escassez de estudos longitudinais, generalização dos resultados limitada, instrumentos, escalas de diagnóstico e métodos de seleção de amostras variáveis), a prevalência de patologia psiquiátrica nos refugiados é significativamente elevada.
Autores principais:Vieira, Madalena Nascimento
Assunto:Refugiados Patologia mental População vulnerável Prevalência Psiquiatria
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os migrantes, sobretudo os refugiados, são populações vulneráveis que, pelas situações extremas a que são sujeitos, pelas adversidades que vivem, tais como a violência, a tortura, a exposição à guerra, uma migração forçada, incerteza sobre o futuro, adaptação cultural e linguística ao país de acolhimento, estigma e dificuldades socioeconómicas, estão em risco muito acrescido de desenvolver Patologia Mental. O número de pessoas deslocadas à força tem vindo a aumentar, especialmente nos últimos anos, e, no final de 2022, existiam pelo menos 108 milhões de pessoas nesta situação. Este trabalho consiste numa revisão narrativa e o seu objetivo foi compilar de forma objetiva a prevalência de patologia mental nos refugiados, com ênfase na Perturbação de Stress Pós-Traumático (PTSD), na perturbação depressiva e nas perturbações de ansiedade. Para tal, foram selecionados 16 artigos da pesquisa realizada em plataformas biomédicas e organizacionais. Os dados analisados refletem prevalências de PTSD e depressão elevadas, superiores à da população geral, e uma prevalência de ansiedade variável, que se pode assemelhar à da população geral ou ultrapassá-la. Pode concluir-se que, mesmo tendo em conta as limitações desta revisão (escassez de estudos longitudinais, generalização dos resultados limitada, instrumentos, escalas de diagnóstico e métodos de seleção de amostras variáveis), a prevalência de patologia psiquiátrica nos refugiados é significativamente elevada.