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Relações entre motivação intrínseca e extrínseca, quantidade de leitura e desempenho em leitura, em alunos do 2º ao 4º ano do ensino básico

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Resumo:Este estudo incide sobre as relações entre motivação para a leitura (intrínseca e extrínseca), quantidade de leitura e desempenho em leitura (fluência e compreensão) em alunos do 1º ciclo do Ensino Básico. Participaram no estudo 72 crianças a frequentarem o 2º, 3º e 4º anos de escolaridade de uma escola do Ensino Público de Lisboa. Foi alvo do estudo, a adaptação para a Língua Portuguesa do Reading Motivation Questionnaire for Elementary Students (RMQ-E) de Stutz, Schaffner e Schiefele (2016) e da escala de Quantidade de Leitura de Schaffner, Schiefele e Ulfers (2013). Para além das escalas anteriormente mencionadas, as crianças realizaram mais duas provas de aplicação coletiva (Matrizes Progressivas de Raven e Teste de Idade de Leitura). Numa fase posterior, 60 destas crianças realizaram uma prova individual de fluência na leitura de texto. Examinou-se se algum dos dois tipos de motivação para a leitura se relacionava com o desempenho em leitura. Por fim, analisou-se a relação entre a quantidade de leitura, os diferentes tipos de motivação e o desempenho em leitura. A análise da estrutura fatorial da Escala de Motivação para a Leitura determinou três fatores (i,e., Motivação Geral, Competição e Envolvimento) com boa consistência interna, não se obtendo uma replicação exata da estrutura fatorial da escala original. A Escala de Quantidade de Leitura também revelou um bom índice de consistência interna. As correlações realizadas não revelaram uma relação nem entre a motivação para a leitura (intrínseca ou extrínseca) e o desempenho em leitura, nem entre este último e a quantidade de leitura, evidenciando talvez que a relativa opacidade da Língua Portuguesa pode dificultar e adiar a manifestação destas relações. Por fim, os resultados sugerem que nos alunos do 1º ciclo do ensino básico, a motivação para a leitura não varia com o género, e que a motivação intrínseca se associa significativamente à quantidade de leitura. Este resultado está de acordo com a ideia de que as crianças intrinsecamente motivadas leem mais e, consequentemente, poderão ler melhor.
Autores principais:Silva, Anabela de Jesus Santos Pereira da
Assunto:Motivação intrínseca Compreensão da leitura Fluência na leitura Ensino básico (1º ciclo) Teses de mestrado - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este estudo incide sobre as relações entre motivação para a leitura (intrínseca e extrínseca), quantidade de leitura e desempenho em leitura (fluência e compreensão) em alunos do 1º ciclo do Ensino Básico. Participaram no estudo 72 crianças a frequentarem o 2º, 3º e 4º anos de escolaridade de uma escola do Ensino Público de Lisboa. Foi alvo do estudo, a adaptação para a Língua Portuguesa do Reading Motivation Questionnaire for Elementary Students (RMQ-E) de Stutz, Schaffner e Schiefele (2016) e da escala de Quantidade de Leitura de Schaffner, Schiefele e Ulfers (2013). Para além das escalas anteriormente mencionadas, as crianças realizaram mais duas provas de aplicação coletiva (Matrizes Progressivas de Raven e Teste de Idade de Leitura). Numa fase posterior, 60 destas crianças realizaram uma prova individual de fluência na leitura de texto. Examinou-se se algum dos dois tipos de motivação para a leitura se relacionava com o desempenho em leitura. Por fim, analisou-se a relação entre a quantidade de leitura, os diferentes tipos de motivação e o desempenho em leitura. A análise da estrutura fatorial da Escala de Motivação para a Leitura determinou três fatores (i,e., Motivação Geral, Competição e Envolvimento) com boa consistência interna, não se obtendo uma replicação exata da estrutura fatorial da escala original. A Escala de Quantidade de Leitura também revelou um bom índice de consistência interna. As correlações realizadas não revelaram uma relação nem entre a motivação para a leitura (intrínseca ou extrínseca) e o desempenho em leitura, nem entre este último e a quantidade de leitura, evidenciando talvez que a relativa opacidade da Língua Portuguesa pode dificultar e adiar a manifestação destas relações. Por fim, os resultados sugerem que nos alunos do 1º ciclo do ensino básico, a motivação para a leitura não varia com o género, e que a motivação intrínseca se associa significativamente à quantidade de leitura. Este resultado está de acordo com a ideia de que as crianças intrinsecamente motivadas leem mais e, consequentemente, poderão ler melhor.