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Intervir na Cidade Monumentam. Coerência funcional e de imagem da memória colectiva

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A posição de Lisboa no Mundo, a questão das Descobertas e da Cidade Cosmopolita, e o papel das áreas monumentais nas cidades europeias reveste-se actualmente de uma importância crescente tendo assumido um papel fundamental no triângulo, Turismo, Cultura, Identidade. Sendo hoje um factor essencial da competitividade das cidades, a valorização do património é uma questão de sobrevivência em termos de futuro económico das mesmas. Esta situação acarreta também os riscos de o consumo cultural incentivar a disputa pelo mercado imobiliário de prestígio que pode tender a esvaziar essas zonas das suas vivências originais. O desafio coloca-se em, valorizando o património ou construindo de novo, fazer co-habitar as vivências genuínas da zona com o turismo, sem tornar as mesmas num objecto turístico em si. Para que os bairros, os quarteirões, e as ruas, pelas suas dimensões e morfologia possam resistir convivendo com a actividade crescente e predadora em que o turismo se pode tornar, deverão ser criados instrumentos adequados. Pela forma indiscriminada com que se metamorfoseia o seu valor de uso em valor puramente económico, as decisões sobre estas matérias implicam discutir o destino de obras singulares e o futuro das cidades, com base no reconhecimento de seu valor histórico e estético.
Autores principais:Costa, Miguel Xavier de Basto Fonseca da
Assunto:Monumentalidade Património monumental Memória colectiva Património histórico Monumentality Monumental areas Monumental patrimony colectiv memory historical patrimony
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A posição de Lisboa no Mundo, a questão das Descobertas e da Cidade Cosmopolita, e o papel das áreas monumentais nas cidades europeias reveste-se actualmente de uma importância crescente tendo assumido um papel fundamental no triângulo, Turismo, Cultura, Identidade. Sendo hoje um factor essencial da competitividade das cidades, a valorização do património é uma questão de sobrevivência em termos de futuro económico das mesmas. Esta situação acarreta também os riscos de o consumo cultural incentivar a disputa pelo mercado imobiliário de prestígio que pode tender a esvaziar essas zonas das suas vivências originais. O desafio coloca-se em, valorizando o património ou construindo de novo, fazer co-habitar as vivências genuínas da zona com o turismo, sem tornar as mesmas num objecto turístico em si. Para que os bairros, os quarteirões, e as ruas, pelas suas dimensões e morfologia possam resistir convivendo com a actividade crescente e predadora em que o turismo se pode tornar, deverão ser criados instrumentos adequados. Pela forma indiscriminada com que se metamorfoseia o seu valor de uso em valor puramente económico, as decisões sobre estas matérias implicam discutir o destino de obras singulares e o futuro das cidades, com base no reconhecimento de seu valor histórico e estético.