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Functional characterization of virulence-associated Trimeric Autotransporter Adhesins from the human pathogen Burkholderia cenocepacia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O complexo Burkholderia cepacia (Bcc) é constituído por, pelo menos, 18 espécies do género Burkholderia, estas bactérias são agentes patogénicos oportunistas capazes de causar infeções severas e, frequentemente, morte em doentes com fibrose quística (CF). A fibrose quistica é provocada pela mutação do gene codificante do regulador de condutância transmembranar (CFRT) que causa a sua ausência na membrana apical das células epiteliais. Esta doença é caracterizada pela inflamação e infeção crónica das vias respiratórias por Pseudomonas aeruginosa e Burkholderia cepacia. Agentes patogénicos como B. cepacia apresentam muitos fatores de virulência que os ajudam a estabelecer infeção e a invadir células hospedeiras. Entre os muitos fatores já estudados estão as adesinas triméricas autotransportadas (TAAs). Estas proteínas são responsáveis pela adesão às células hospedeiras e, também pela formação de biofilme, invasão e sobrevivência destas bactérias dentro de células hospedeiras. Estas adesinas são o único mecanismo de aderência a células hospedeiras conhecido em Burkholderia, para além da adesina de 22KDa associada a pili, também já estudada. No entanto, apesar de já demonstrada a importância das TAAs para capacidade de adesão e invasão de B. cenocepacia a porta de entrada utilizada por estes patogéneos ainda não é conhecida, e, por isso, neste trabalho as jangadas lípidicas foram estudadas como uma possível opção. A análise do genoma da estirpe B. cenocepacia J2315 revelou a existência de um agrupamento de genes no qual a lipoproteína de membrana BCAM0220 e da adesina BCAM0219 formam um operão, sugerindo, portanto, a assistência da lipoproteina na biogénese da adesina BCAM0218, como o já estudado entre as proteínas SadA e SadB em Salmonella. Neste trabalho foi possível perceber que as jangadas lípidicas não são utilizadas como portas de entrada na ligação das TAAs na infeção de células epiteliais por B. cenocepacia. No entanto, não foi possível estudar a sugerida relação entre as proteínas BCAM0220 e BCAM0219, pois as ferramentas necessárias não foram obtidas.
Autores principais:Ferreira, Ana Daniela da Cunha Sanches e Mexia
Assunto:Burkholderia cenocepacia Biologia molecular Teses de mestrado - 2014
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O complexo Burkholderia cepacia (Bcc) é constituído por, pelo menos, 18 espécies do género Burkholderia, estas bactérias são agentes patogénicos oportunistas capazes de causar infeções severas e, frequentemente, morte em doentes com fibrose quística (CF). A fibrose quistica é provocada pela mutação do gene codificante do regulador de condutância transmembranar (CFRT) que causa a sua ausência na membrana apical das células epiteliais. Esta doença é caracterizada pela inflamação e infeção crónica das vias respiratórias por Pseudomonas aeruginosa e Burkholderia cepacia. Agentes patogénicos como B. cepacia apresentam muitos fatores de virulência que os ajudam a estabelecer infeção e a invadir células hospedeiras. Entre os muitos fatores já estudados estão as adesinas triméricas autotransportadas (TAAs). Estas proteínas são responsáveis pela adesão às células hospedeiras e, também pela formação de biofilme, invasão e sobrevivência destas bactérias dentro de células hospedeiras. Estas adesinas são o único mecanismo de aderência a células hospedeiras conhecido em Burkholderia, para além da adesina de 22KDa associada a pili, também já estudada. No entanto, apesar de já demonstrada a importância das TAAs para capacidade de adesão e invasão de B. cenocepacia a porta de entrada utilizada por estes patogéneos ainda não é conhecida, e, por isso, neste trabalho as jangadas lípidicas foram estudadas como uma possível opção. A análise do genoma da estirpe B. cenocepacia J2315 revelou a existência de um agrupamento de genes no qual a lipoproteína de membrana BCAM0220 e da adesina BCAM0219 formam um operão, sugerindo, portanto, a assistência da lipoproteina na biogénese da adesina BCAM0218, como o já estudado entre as proteínas SadA e SadB em Salmonella. Neste trabalho foi possível perceber que as jangadas lípidicas não são utilizadas como portas de entrada na ligação das TAAs na infeção de células epiteliais por B. cenocepacia. No entanto, não foi possível estudar a sugerida relação entre as proteínas BCAM0220 e BCAM0219, pois as ferramentas necessárias não foram obtidas.