Publicação
A propensão oligárquica dos partidos políticos como justificadora das candidaturas independentes
| Resumo: | Este trabalho visa a investigar a crise pela qual está a passar a democracia representativa, tentando, ao fim, encontrar e aventar possíveis soluções que possam ajudar a debelar tal crise, a qual decorre, em grande parte, do problema relativo aos partidos políticos, cada vez menos capazes de cumprir a sua função precípua: a de representar as diversas visões dos cidadãos eleitores. Diversas pesquisas mundo afora atestam a dura realidade: grande parte das pessoas não acredita e não confia nos partidos, pior: não se sente representada por eles. Além disso, tais agremiações são fechadas à participação popular, comandadas por poderosas elites burocráticas que as regem não segundo os princípios demandados pela democracia, mas de maneira oligárquica – é a consumação do vaticínio de Robert Michels, segundo o qual todo partido, por mais que nasça democraticamente, tende a transformar-se numa oligarquia, sendo esta uma propensão natural, surgida da própria organização partidária, donde nasce a dominação dos representantes sobre os representados, pois quem fala em organização, fala em oligarquia. Como se não bastassem os problemas citados – o fracasso das agremiações partidárias na sua função de representar o povo e o encerramento que aquelas impõem a este – ainda há mais um: em alguns países, entre eles o Brasil, os partidos têm a exclusividade da propositura das candidaturas políticas. Ora, tudo isso contribui fortemente para a crise da democracia, porquanto grande parte dela, senão a maior, tem a ver exatamente com a representação. Daí surge a alternativa das candidaturas independentes, as quais servirão para combater a crise e para arejar o sistema representativo, precisando dantes, porém, de validade, a qual poderá vir ou pela via política e legal, ou pela via judicial. |
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| Autores principais: | Freitas Júnior, José Rair Cavalcante de |
| Assunto: | Democracia representativa Crise da democracia Oligarquia Partidos políticos Democracia intrapartidária Candidaturas Teses de mestrado - 2024 Democracia representativa |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este trabalho visa a investigar a crise pela qual está a passar a democracia representativa, tentando, ao fim, encontrar e aventar possíveis soluções que possam ajudar a debelar tal crise, a qual decorre, em grande parte, do problema relativo aos partidos políticos, cada vez menos capazes de cumprir a sua função precípua: a de representar as diversas visões dos cidadãos eleitores. Diversas pesquisas mundo afora atestam a dura realidade: grande parte das pessoas não acredita e não confia nos partidos, pior: não se sente representada por eles. Além disso, tais agremiações são fechadas à participação popular, comandadas por poderosas elites burocráticas que as regem não segundo os princípios demandados pela democracia, mas de maneira oligárquica – é a consumação do vaticínio de Robert Michels, segundo o qual todo partido, por mais que nasça democraticamente, tende a transformar-se numa oligarquia, sendo esta uma propensão natural, surgida da própria organização partidária, donde nasce a dominação dos representantes sobre os representados, pois quem fala em organização, fala em oligarquia. Como se não bastassem os problemas citados – o fracasso das agremiações partidárias na sua função de representar o povo e o encerramento que aquelas impõem a este – ainda há mais um: em alguns países, entre eles o Brasil, os partidos têm a exclusividade da propositura das candidaturas políticas. Ora, tudo isso contribui fortemente para a crise da democracia, porquanto grande parte dela, senão a maior, tem a ver exatamente com a representação. Daí surge a alternativa das candidaturas independentes, as quais servirão para combater a crise e para arejar o sistema representativo, precisando dantes, porém, de validade, a qual poderá vir ou pela via política e legal, ou pela via judicial. |
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